HOMILIA DO IVº DOMINGO ADVENTO ANO C:


QUEM É ESSE MENINO?

POR: PE. TARCISIO AVELINO, OMD

O tempo do Advento tem uma duração de quatro semanas. Este ano, começa no domingo 01 de dezembro, e se prolonga até a tarde do dia 24 de dezembro, em que começa propriamente o Tempo de Natal. Podemos distinguir dois períodos. No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico e nos é orientado à espera da vinda gloriosa de Cristo. As leituras da Missa convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: sua vinda ao fim dos tempos, sua vinda agora, cada dia, e sua vinda há dois mil anos.
Temos quatro semanas nas quais de domingo a domingo vamos nos preparando para a vinda do Senhor. A primeira das semanas do Advento está centralizada na vinda do Senhor ao final dos tempos. A liturgia nos convida a estar em vela, mantendo uma especial atitude de conversão. A segunda semana nos convida, por meio do Batista a “preparar os caminhos do Senhor”; isso é, a manter uma atitude de permanente conversão. Jesus segue chamando-nos, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida. A terceira semana preanuncia já a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo o dia da vinda do Senhor. Finalmente, a quarta semana nos fala do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria é figura central, e sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.
 No segundo período, que abarca desde 17 até 24 de dezembro, inclusive, se orienta mais diretamente à preparação do Natal. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. Os evangelhos destes dias nos preparam diretamente para o nascimento de Jesus. Com a intenção de fazer sensível esta dupla preparação de espera, a liturgia suprime durante o Advento uma série de elementos festivos. Desta forma, na Missa já não rezamos o Glória. Se reduz a música com instrumentos, os enfeites festivos, as vestes são de cor roxa, o decorado da Igreja é mais sóbrio, etc. Todas estas coisas são uma maneira de expressar tangivelmente que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta alo para que nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal. 
Assim,  é natural que nessa altura do campeonato, neste quarto domingo do Advento, surja  a pergunta mas quem é esse menino que nós estamos esperando? Quem é esse Messias  e qual é a sua missão?
A Primeira Leitura, extraida da Profecia de Miquéias responde aludindo à divindade do Messias dizendo que “suas origens são tão antigas que remontam os dias de eternidade” e o Evangelho  é muito mais explicito quando O Espíito Santo fala pela boca de  Isabel: “Donde me vem a honra que a Mãe do Meu Senhor venha me visitar?” sendo que nesta fala de Isabel ela usa um dos termos usados para se referir a Deus. “Senhor”. Também Miquéias faz uma referencia implicita à Mãe do Messias quando diz: “Deus deixará Seu povo no abandono até uma Mãe dar à luz”, não nomeando o pai, deixando entrever o nascimentento extraordinário que teria O Messias.
Então, se esse Menino é Deus natural que surja também a pergunta sobre sua missão : Mas o que Deus viria fazer a terra para ter se tornado homem como nós? E Primeira Leitura continua nos fornecendo as respostas dizendo que O Messias virá para “salvar, reunir, conduzir e guiar, como um pastor a Seu rebanho, com a força do Senhor e que estenderá seu dominio até os confins da terra”.
Assim, Miqueias esboça a figura do Messias: Embora nascido humilde e desconhecido em Belém, é O Filho de Deus que vem reunir e trazer a salvação e a paz para toda a humanidade. Mais uma pergunta surge aqui: Mas como Ele fará isso? Desta vez quem responde é a Segunda Leitura mostrando que O Messias, Jesus, é O Segundo Adão que, diferentemente do primeiro, desobediente, vem para fazer a vontade do Pai, que  como Ele revelará mais tarde é que “todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”; e a Segunda Leitura nos diz que Ele nos salva assumindo um corpo para sofrer em si as conseqencias dos nossos pecados, morrendo em nosso lugar já que “o salario do pecado é a morte”, ou seja a consequencia de quem rompe com A Vida é a morte. Mas não podemos nos esquecer que é de Maria que Deus recebe um corpo para nos redimir e que Maria Santissima teve que sofrer junto com o Filho, quando Este se entregava na cruz por nossa salvação, teve que consentir na sua entrega e oferecê-lO ao Pai por nós oferecendo-se juntamente com Ele, neste sentido a Liturgia de hoje nos mostra que a missão do Filho está intimamente ligada à missão da Mãe e que, neste sentido podemos chama-la de corredentora da humanidade. De fato, convinha que houvesse um Segundo Adão e Uma Segunda Eva para reparar a desobediencia do primeiro Adão e da Primeira Eva pois Deus se compraz de vencer usando os mesmos meios com os quais Satanás nos derrota.

Neste sentido o “eis que venho com prazer fazer a Vossa Vontade” é um eco do “faça-se”, do FIAT de Maria Santissima, mostrando que o Natal e a Pascoa, são, dois momentos de um único sacrificio dirijido à glória de Deus e à salvação dos homens. E Maria que parte apressadamente à casa de Isabel, apenas conhecendo a Mensagem do Anjo é a figura de todo cristão que deve levar Jesus ao mundo.

Homilia do terceiro domingo do advento domingo da alegria

"
Alegrai-vos sempre no Senhor "
 Por Pe. Tarcísio Avelino,OMD
O tema deste terceiro domingo do advento é o tema da alegria. Por isso a primeira leitura já nos adverte logo alegrai-vos sempre. Mas como alegrar no sempre no meio de tanto caos e tantos problemas? A segunda leitura continua dizendo " No Senhor ". O que significa alegrar-se no Senhor? Significa colocar somente em Deus a sua alegria. Mas no mundo de tantas religiões em qual Deus devo me alegrar? No Deus da primeira leitura a qual também nos convida nos alegrarmos porque Deus revogou a sentença que pesava contra nós. Ou seja, quando mundo todo tinha sua consciência pesada e cada um com seu deus, Cada cultura com a sua divindade esperava por punição, o Deus único e verdadeiro enviou seu Filho único como uma criança pequenina, que com seus bracinhos abertos atrai a todos pela ternura que qualquer criança recém-nascida desperta nos corações mais endurecidos, Deus revela sua ternura por cada um de nós, a primeira leitura diz que ele vem para salvar que não é para termos medo pois ele está no meio de nós. Ele é o Emanuel O  Deus conosco, que pela história provou que caminha com seu povo.
A segunda leitura continua dizendo porque devemos nos alegrar: " o senhor está perto " este foi o anúncio de João Baptista e o natural seria que todos perguntassem aquilo que o Evangelho de hoje mostra que sua pregação despertou em todos aqueles que o procuravam no deserto: o desejo de conversão o desejo de mudança: "o que devemos fazer?" E o evangelho cita três categorias de pessoas interessadas na conversão em primeiro lugar as multidões as quais João Baptista responde: " quem tem duas túnicas de quem não tem " revelando que para colhermos os frutos deste tempo do advento no qual esperamos a vinda de um Deus que se dar nós como criancinha precisamos partilhar aquilo que temos, do contrário com o coração ambicioso, e apegado a tantas coisas, não haverá espaço para O Menino-Deus nascer, do mesmo jeito que não houve lugar para ele nas hospedarias. 
A segunda categoria de pessoas desejosas de conversão que perguntam o que devem fazer para João Baptista são os cobradores de impostos, classe odiosa pelos judeus porque eram funcionários do Império Romano encarregados de cobrar os impostos e que por não haver naquela época legislação que controlasse o modo de cobrar os impostos, Os exponha particularmente perigo da desonestidade fazendo as cobrar mais do que o devido para embolsar uma parte. Aos quais João Baptista responde que não deveriam cobrar mais do que o justo. Ao contrário das leis pesadas as quais os fariseus sobrecarregavam o povo desejo de ser fiel a Deus João Baptista não pede nada mais do que o fiel cumprimento do dever, seja a justiça que dá a cada um que ele é devido.
A terceira classe que procurar João Baptista desejosa de ser converter São os soldados geralmente recrutados entre os próprios marginais homens violentos e inescrupulosos, que por isso não hesitavam em usar da força para extorquir bens dos mais fracos aumentando O seu tão magro salário. A este João Baptista responde para não usarem da própria força para se prevalecer sobre os mais fracos e muito menos para estoquir deles o que precisavam para seu sustento. 
No conselho que João Baptista dar a essas três categorias de pessoas que, tocadas pela sua pregação, pela proximidade do Messias, perguntava o que deviam fazer, está o segredo da felicidade verdadeira, o segredo da alegria cristã que é a consciência em paz no fiel cumprimento do deixa ver que o estado de vida de cada um nos impõe.
A coerência de vida de João Baptista era tal,   que conferia as suas palavras tamanha autoridade, que  até o haviam confundido  O Messias, ao que João Baptista responde com argumentos que ressaltam o imenso abismo que há entre ele e o Messias dizendo que não era digno de desatar-lhE  a sandália, Lembrando que a função de desatará sandálias era próprias dos escravos, com isso João Baptista ressaltar que diante do Messias ele não é mais do que um escravo. O segundo argumento que ele usa para não ser confundido com O Messias É a comparação entre o batismo que ele traz, um batismo simbólico de conversão, com o batismo do Messias, seu batismo de revezava despertar o arrependimento dos pecados, o batismo que o Messias inauguraria traria a remissão dos pecados, trata-se de um batismo transformante capaz de apagar o pecadores nossas almas e nos transformar em filhos de Deus, capacitando nos agir como Deus até recobramos plenamente a imagem semelhança de Deus em nós e um dia podermos nos unir com Ele eternamente.
" Alegrai-vos sempre no Senhor " " Porque o senhor está perto ". Está perto porque venha nós todo dia quando graça da Eucaristia e com as graças atuais que nos capacitam a fazer o que devemos fazer a cada momento, está perto porque a cada dia que passa aproxima seu dia de nossa morte quando nossa alma sair ate nosso corpo e encontrar será com o juiz, o que não deve amedronta aquele que tem a consciência tranquila de estar se esforçando para seguir os caminhos do mestre;
Está perto porque está chegando o Natal quando na liturgia vamos colher os mesmos frutos dos pastores que foram até a manjedoura, está perto porque a cada dia que passa se aproxima o dia do juízo Final no qual ele voltará como juiz para julgar sim mas antes de tudo para dar a recompensa cada um conforme as obras praticadas fato que João Baptista contará com o agricultor que recolhe a palha para ser queimada e recolhe os grãos no celeiro. Se o Messias vier hoje como juiz nos encontrará como palhas ou como grãos? se estivermos como  povo diante de João Baptista preocupados com o que devemos fazer para nos converter e esperar o Messias e obedecer os conselhos dele com certeza seremos encontrados como grãos prontos para a colheita e ouviremos de Cristo as palavras  consoladoras: vinde benditos de meu pai tomar posse do Reino que estaá preparado para vós desde o princípio" assim seja

HOMILIA DO II DOMINGO DO ADVENTO ANO C:

PREPARAI OS CAMINHOS DO SENHOR
Por: Pe. Tarcísio Avelino, OMD
Se a liturgia do primeiro domingo do advento definiu para nós o que significa esse tempo litúrgico falando nos das quatro vindas do Senhor, a liturgia do segundo domingo do advento nos apresenta a figura de São João Batista o precursor do Messias em sua primeira vinda, e nos convida a ser os precursores do Senhor em sua segunda vinda.
A descrição precisa das autoridades que estavam no poder religioso e político no tempo do aparecimento de São João Batista e de Jesus tem a finalidade de nos mostrar a situação deplorável de dominação e exploração do povo não só pelo império Romano que dominava nação, como também, dos sacerdotes que deveriam ser os intercessores do povo e seus defensores, no entanto, escolhidos pelos interesses dos imperadores , Contribuíam para onerar ainda mais o peso de exploração e opressão sobre o povo.
 É neste cenário que João Baptista aparece,  usando as mesmas palavras que seus antecessores, os profetas, Usaram para descrever A volta do povo eleito do Exílio  para sua pátria. 
Conforme lemos na primeira leitura, a imagem do regresso do povo à sua terra era descrita pelos profetas do mesmo modo como deveriam ser os preparativos para entrada de um imperador governador ou autoridade em uma cidade. Como as vias públicas não eram bem cuidadas antigamente, quando  uma autoridade devia chegar, era praxe que as vias públicas fossem aplainadas para facilitar o acesso das autoridades com seu cortejo. Assim os profetas anunciaram os preparativos que deveriam ser executados para o regresso do povo a sua pátria, mostrando  que os judeus são o povo eleito,  são o cortejo pessoal do Rei dos Reis e Senhor dos senhores, O Deus Todo Poderoso e Único.
Como a opressão política no tempo de João Baptista se fazia  insustentável , era natural que o povo distorcesse as interpretações das profecias imaginando Messias como general que viria libertar o povo da dominação política. 
No entanto embora João Baptista não tenha sido o Messias, nem muito menos correspondido ao sinais de poder e força que deveria ter um general, sua santidade de vida sua coerência, autoridade de suas palavras, sua  austeridade eram tão grandes que não hesitaram em confundi-lo com o Messias no entanto ele deixa bem claro afirmando que era apenas "uma voz que clama no deserto preparai os caminhos do Senhor". Se define como a voz por que viria A Palavra, Jesus, O Verbo encarnado de Deus pois a voz ecoa e passa, mas " A palavra de Deus permanece eternamente ".
O batismo de João Baptista não conferia a graça santificante que traria o batismo instituído por Jesus, no entanto dispunha  as consciências para o arrependimento dos pecados, para uma mudança de mentalidade, dispondo as para reconhecerem  e obedecerem o Messias quando ele se manifestasse. 
Assim a liturgia desse segundo domingo do advento nos mostra quem é João Baptista, o precursor do Messias para nos convidar a seguir seu exemplo, convidando-nos assumir nossa missão de batizados que é a de ser  os precursores da segunda vinda de Jesus como  João Baptista foi o precursor da primeira vinda de Jesus.
E como ser precursores de Jesus? É João Baptista que nos ensina, nos responde dizendo: " todo vale seja aterrado toda montanha seja aplainada ". Convidando-nos não somente a rebaixar as montanhas do nosso orgulho e os Vales de nossa mediocridade como também exortar a todos a fazerem o mesmo. Pois o Messias que virá, virá  como uma criança na manjedoura e quem é orgulhoso e soberbo jamais poderá reconhecer a visita de Deus se não substituir o orgulho pela humildade da qual Deus se reveste para nos ensinar que o caminho pelo qual devemos ir a Ele  é o caminho oposto pelo pau Dele nos afastamos. Por isso vem como uma criança vem humilde para nos ensinar que o primeiro degrau de nosso retorno a Ele  é a virtude da humildade.
 Aterrar os vales da mediocridade significa não se contentar com o que já fizemos por Deus pois não é nada perto do que ele fez por nós. sempre devemos  progredir mais e mais na imitação de Jesus Cristo e na mortificação do  homem velho,  que,  pelo pecado original,  mesmo depois do batismo, deixou sua sequela em nós.
Em segundo lugar São João Batista nos fala sobre as passagens tortuosas  que devem ser endireitadas e dos caminhos acidentados que devem ser aplainados exortando nos à virtude da  retidão contra o vício da racionalização que consiste,  justamente em achar desculpas na nossa consciência para continuarmos no erro e no pecado sem permitimos que a palavra de Deus provoque nossa conversão.
João Baptista conclui dizendo: " que todos verão a salvação de Deus ". Essa afirmação é o oposto do que aconteceu na primeira vinda de Jesus refere-se à Sua segunda vinda  pois na primeira poucos O reconheceram na fragilidade de uma criança, mas, na segunda, todos verão Sua  glória e poder sobre as nuvens do céu e reconhecerão que ele é o Senhor nas será tarde demais para aderir a ele o que devemos fazer agora pela busca de uma sincera conversão que nos faz ver em função de Deus como O  Deus que vem mostra que vive em função de nós.
É neste sentido que a segunda leitura nos exorta a não desanimarmos diante de tantos fracassos que temos quando tentamos mudar de vida e substituir os vícios  pelas virtudes de N. Senhor Jesus Cristo. 
 a segunda leitura nos diz que " aquele que começou em nós uma obra boa há de levá-la à perfeição ". 
 De fato, no batismo, Deus nos concedeu a graça santificante  que nos capacita a imitar Jesus e a vencer O homem velho, e, embora nos vejamos incapazes de atingir a meta da perfeição do Pai,  a qual nos propõe Jesus nosso Mestre,  não podemos nos esquecer que 99% da obra de nossa perfeição depende de Deus mas que Ele não abre mão dos 1% que cabe a nós, que significa nosso esforço constante pois somente aquele que perseverar até o fim será salvo.

Homilia do primeiro domingo do advento ano C


Boa tarde Tarcísio Avelino,OMD

Queridos irmãos irmãs a liturgia deste primeiro domingo do advento apenas definir o que é o advento tempo de espera está vinda do Senhor por isso a primeira leitura vai nos falar da primeira vinda do Senhor, A segunda leitura na sala da segunda vinda do Senhor, e o Evangelho nos fala da terceira vinda do Senhor. 
Assim a primeira leitura sala que Deus quer cumprir a sua promessa de enviar ao mundo uma semente de David pela qual para reinar a justiça na terra. De fato a primeira vinda de Jesus consistiu na encarnação de Deus no ventre de Maria. Ele se tornou homem como nós para poder através do seu corpo humano sofrer em si as consequências dos nossos pecados reconciliando homem com Deus, e os homens entre si esta é a finalidade da primeira vinda do Senhor.
O Evangelho na sala da terceira vinda do Senhor na linguagem de São Bernardo que consiste no desabamento deste mundo passageiro em cima das ruínas do qual fará  surgir o Seu Reino.
Por isso sinais terríveis e tremendos que vão antecederá volta do Filho do homem não são para nos intimidar   fome mas somente para mim mas somente para nos alertar de que esse mundo é passageiro mas o senhor virar inaugurar o seu reino serão reino de paz de justiça de alegria sem fim por isso Jesus diz quando vejo essas coisas começarem a acontecer não vos intimideis porque estará próxima vossa libertação.
A segunda leitura nos fala da segunda vinda de Cristo na pessoa do irmão e exorta-nos a progredir mais e mais no amor ao próximo e diz: " O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade
uns para com os outros e para com todos,
tal como nós a temos tido para convosco.
O Senhor confirme os vossos corações
numa santidade irrepreensível,
diante de Deus, nosso Pai,
no dia da vinda de Jesus, nosso Senhor,
com todos os santos.
Finalmente, irmãos" Assim é através da convivência com o irmão que vamos crescendo em santidade na luz da palavra de Deus, na luz do amor a Deus e ao próximo, vamos nos capacitando a suportar a luz do sol da justiça que é Cristo que virá  no no último dia. Mas essa segunda vinda do Senhor não se dar somente através da pessoa do irmão mas também através dos acontecimentos da história através da Eucaristia enfim através da sua graça sempre concedida cada pessoa para cada ação do seu dia-a-dia. É na fidelidade as graças de Deus concedida a cada momento que nós vamos progredindo de glória em glória até aprendo a estatura do homem perfeito que é Cristo preparando-nos assim para encontrarmos com ele na glória do último dia.
Sede santos como vosso Pai celeste é santo disse o senhor somente quem corresponder as graças que Deus nos concede a cada momento é que se assemelhar ao ao ao filho e terá forças para permanecer de pé quando ele vier com o juiz. Essa preparação era vinda do Senhor se dar portanto através da oração se ele disse para estarmos atentos e ficar atento é estar sempre diante de Deus pois só ele nos livra de tornar nos insensíveis pela embriaguez, pela gula,  pelos cuidados deste mundo que lançou todos os homens no ativismo tão grande que não nos dá tempo para orar e nos faz apegar de tal modo a este mundo que nos fazem sensíveis ao outro mundo que vira com a volta do Senhor.

Homilia de nosso Senhor Jesus Cristo Rei do universo



Por: Tarcísio Avelino,OMD
A solenidade de hoje é como que uma síntese de todos os mistérios da vida de nós senhor Jesus Cristo celebrada ao longo do ano litúrgico que hoje se encerra.
Arguido por Pilatos se Jesus era rei Jesus afirma tu o dizes eu sou rei mas logo diz que seu reino não é daqui. Então a pergunta que imediatamente surge é se ele é rei e se o seu reino não é daqui então o que ele veio fazer aqui? Ele mesmo responde eu vim para dar testemunho da verdade. mas o que é a verdade? vai perguntar e Pilatos. Cristo não responderá para pilates mas responde para todos nós: " Eu sou caminho a verdade e a vida". Mas num mundo cheio de tantas verdades nos podemos perguntar qual verdade? Respondo que se Jesus diz que ele é a verdade temos que olhar para vida dele para descobrirmos o que é a verdade, sendo que a vida Dele revelou quem Ele é. Ele é o amor que veio  para servir,  um amor levado até as últimas consequências de dar a vida na cruz onde revelando para nós até onde vai o amor de Deus por cada um, atraiu todos a Si pois não tem quem se deixe interpelar pela cruz de Cristo que não seja seduzido pelo amor de Deus. 
Assim o Reino de Deus instaurado por Cristo é poder porque ele é o todo poderoso mais um poder que sim põe no seu reino é o poder do amor não o da força, mas o do amor que se resume em servir. O amor do bom pastor que dá a vida por cada uma de suas ovelhas. 
Seu reino não é daqui mas já começa aqui não sim põe pela força mas pelo amor é um reino que acontece no interior de cada coração que ela ele adere pela fé. A fé e o amor são único atributo que este rei exige de cada um de nós sendo que aderindo a ele pela fé e pelo amor vamos alastrando deste reino no mundo até o dia em que no juízo Final este reino se consumara quando como lemos a primeira leitura ele entregará o Reino ao Pai E como lemos na presente segunda leitura todos nós reinaremos com ele porque ele fez de nós um reino e sacerdotes para Deus Nosso Senhor.
Se ele é rei então tem o direito de reinar tenho direito de nos governar porque o senhor de todas as coisas já que tudo foi feito por ele para ele e quando o desobediência entregamos tudo ao maligno ele se tornou um homem e com o seu sangue nos libertou dos pecados como Lemos  na segunda Leitura. 
Assim celebra o reinado de Cristo e reconhecer o senhor e dele sobre nossas vidas deixando o que ele conduziu nossos passos não fazendo nada que esteja em desacordo com a sua vontade expressem sua palavra e nas definições da igreja que ele fundou. Podemos realmente dizer que ele é o nosso Senhor?
São Paulo diz na primeira carta aos coríntios que "é preciso que Ele reine até que ponha todos seus inimigos de baixo seus pés" É preciso que ele reine na nossa memória, en nossa vontade, no nosso coração, para que não haja outros amores acima do amor a Deus e para que deixando nos contagiar por esse amor de serviço possamos alargar o reino de Cristo fazendo com que outros experimentando amor de Deus através de nossa doação adiram a Cristo até o dia em que todos os que aderirem Ele  pela força de nosso testemunho, possam reinar conosco em Cristo para sempre no Céu, A exemplo do bom ladrão que reconheceu-O como o senhor justamente no momento em que a Sua realeza ficou mais oculta que foi o momento da cruz e no último instante, pôde, como que, roubar a coroa e ouvir de cristo a resposta: "hoje mesmo estarás comigo no paraíso". que seja esta resposta que ouviremos no derradeiro instante de nossa vida e que experimentemos  o gozo do reino do céus Já aqui deixando que Ele seja o que ele é em nós: O Senhor dos senhores, Rei dos reis. amém.

HOMLIA DO 32º domingo do Tempo Comum " A religião que agrada a Deus"

Por: Pe. Tarcisio Avelino,OdM

Para mostrar a religião que agrada a Deus a liturgia de hoje comparar a religião de Cristo e  de duas viuvas com a dos ricos que depositavam grandes quantias como oferta no templo e com a religião dos doutores da Lei.
Inicialmente é preciso deixar claro que filosoficamente o termo RELIGIÃO significa religar o homem  à Divindade, por uma série de práticas que se acreditaria agradar à divindade de cada cultura. Então se fôssemos escolher uma religião que fosse melhor doqueiro outra seria aquela que melhor cumprisse sua função de, com suas práticas , unir o homem à sua divindade.
Neste sentido a cristã supera todas as outras, porque, como Lemos na segunda Leitura, Deus, através de Seu Filho Jesus venceu o abismo infinito que dEle nos separava e se tornou o único sacerdote que por ter se tornado homem sem deixar de ser Deus é o único que pode realmente ser considerado sacerdote e religioso por excelência porque se oferecendo ao Pai em nosso lugar, também se fez a vítima sem mancha de valor infinito capaz de saudar todas as dívidas de nossos pecados. Assim, depois de Cristo a humanidade pode conhecer a religião mais perfeita é aquela que imita a Cristo que não só deu tudo o que tinha como também se deu todo inteiro para restabelecer a comunhão entre o homem e Deus.
Neste sentido a religião das duas viúvas, a de Sarepta e a que no Evangelho pôs tudo o que tinha na oferta do templo nos mostra que a religião que agrada a Deus é a aquela pela qual o homem da tudo o que tem é se dá todo a Deus não só porque crê na Sua Providência que não deixa nada faltar a Seus filhos, como também como reconhecimento e gratidão por tudo o que Ele nos faz possibilitando, com sua oferta que a Igreja prossiga com seus trabalhos de Evangelização pelos quais faz Deus mais conhecido e amado no mundo, devolvendo o sentido, pela fé,  à vida dos que, como os doutores da Lei preocupados mais com seu sustento do que com a glória e em socorrer os necessitados como é tarefa de todo crente, vivem uma religião de aparência que Jesus chama de fingida, perigo que todos nós corremos se, comungando na mesa da Eucaristia nos deixamos dominar pelo egoísmo que nos fecha a Deus e nos faz ignorar as necessidades de nossos semelhantes totalmente contrário ao exemplo que nos deixáramos primeiros cristãos os  quais a Bíblia afirma que tinham tudo em comum e qu não havia necessitados entre eles.

Homilia do 27º domingo do Tempo Comum o matrimônio cristão

Por Pe. Tarcísio Avelino, TF
Apesar de não parecer haver nexo entre matrimônio e a criança que Nosso Senhor toma no colo no final do  Evangelho deste dia, percebemos que ha total ligação entre o tema do matrimônio que é o tema destacado na liturgia  deste domingo, pois somente quem tiver um coração de criança, consciente de sua total dependência de todos para tudo,  poderá entender tanto quanto possível neste mundo o verdadeiro sentido do matrimônio cristão. 

Homilia do 24º domingo do Tempo Comum



Por padre Tarcísio Avelino, TF.
Queridos irmãos irmãs para corrigir a ideia de um falso messianismo  concebida pelo povo judeu na qual eles tinham se esquecido de que o Messias teria duplo aspecto o do servo sofredor que na primeira leitura é a Profecia do  sofrimento que Jesus haveria de passar pela nossa salvação;  e o aspecto dele glorioso que triunfaria sobre o pecado, a morte, a escravidão e o sofrimento.

21º domingo do Tempo Comum

E voz não queres ir também?


A liturgia deste domingo nos convida a refletir sobre a nossa opção por Deus e as suas exigências para avaliarmos nosso grau de fidelidade a Deus, sendo assim, depois de atravessar o rio Jordão Josué faz o povo se conscientizar que terá que ter convicções muito fortes sobre sua opção por Deus pois uma vez estabelecidos na terra prometida conveviverá com vários povos vizinhos cada um com seus deuses visíveis em forma de imagens ou ídolos e serão muito tentados a trocar Seu Deus invisível

JESUS O PÃO DA VIDA




Por: PE. TARCÍSIO AVELINO, TF

Continuando a sequência dos quatro domingos nos quais nós é apresenta-o o discurso de Jesus sobre o pão da vida, hoje Jesus acrescenta que é o Pão vivo descido do céu, ao que os judeus questionam com raciocínios meramente humanos, sentido  de que, como pode ter ele vindo do céu se conhecem o seu pai e sua mãe, ao que, por sua vez Jesus, em  lugar de discutir a questão da sua origem divina, prefere denunciar aquilo que está por detrás da atitude negativa dos judeus face à proposta que lhes é feita: eles não têm o coração aberto aos dons de Deus e recusam-se a aceitar os desafios de Deus…

HOMILIA DO 15 DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

A NOSSA VOCAÇÃO MISSIONÁRIA E PROFÉTICA 
POR PE. TARCÍSIO AVELINO,TF
A Liturgia DEST Domingo nos trás o tema da dimensão profética e missionária da vocação cristã pois no Evangelho de hoje vemos que Cristo enviou todos os Seus doze Apóstolos representantes das doze tribos de Israel, mostrando que, embora alguns dentre Seu povo sejam escolhidos por Ele para uma dedicação exemplar a essa missão do anúncio da Boa Nova do Evangelho e da denúncia das injustiças, todos somos chamados e, pelo Batismo a Ele configurados e enviados para fazer o que Ele fez e do modo como Ele fez, como vemos os Apóstolos no Evangelho de hoje depois que recebem a investidura e capacitação no envio ministrado pelo Mestre.
A Segunda Leitura nos mostra que todos fomos predestinados à salvação mas a Liturgia de hoje nos ensina que ninguém se salva sozinho. Se somos filhos do Amor é natural que sejamos enviados dois a dois porque o próprio Jesus havia dito que nisto conhecerão que nós somos Seus discípulos, se nos amarmos uns aos outros, além disso podemos supor que como a Lei só considerava válido o testemunho de duas pessoas, também por isso O Senhor os tenha enviado dois a dois.
A Primeira Leitura nos mostra, ao narrar a situação do povo dividido em Reino do Norte e Reino do Sul, após a morte de Salomão, um dos mais graves perigos que ronda a vocação de impropera, que é o de se aliar ao poder para se prevalecer de proteção e de bens materiais pois havia, então dois santuários, o de Jerusalém e o de Betel onde os sacerdotes como Amasias e os profetas da corte eram assalariados para defender os interesses do rei num regime onde prevalecia o interesse dos ricos que espoliavam os pobres. Amós é então enviado por Deus para lá ir denunciar estas injustiças onde Amasias o tenta impedir confundindo o como um profeta pago como ele para defender os interesses do Reino do Sul de onde provinha ao que Amós responde não ser profeta por escolha e interesses pessoais mas por chamado de Deus. Assim devemos ser nos no exercício de nossa vocação cristã, totalmente livres de comprometimentos com quem quer que seja afora Aquele que nos chama e envia, Cristo, do qual,conforme lemos na Segunda Leitura nos salvou por Seu Sangue e nos capacitou com Seu Espírito para alcançarmos a eternidade como filhos de Deus, como Lemos no Evangelho de hoje o poder dado por Cristo contra os espíritos malignos, que nada mais é que os Dons do Seu Espírito que habitando em nós nos reveste do poder e autoridade de Cristo.
As recomendações de Jesus aos enviados são todas no sentido do despojamento de tudo que confere agilidade e credibilidade nesta urgente tarefa de evangelizar aqueles que a todo momento,como disse N. Sra. em Fátima, caem no inferno por não haver quem se consagre a eles.
reconheço que O Evangelho deu sentido à minha vida? Então, com qual zelo me aplico a evangelizar? 

HOMILIA DO XIV DOMINGO COMUM - B

A NOSSA VOCAÇÃO PROFÉTICA 

Por PE. TARCÍSIO AVELINO, TF 
 A liturgia de hoje nos traz o tema da nossa vocação profética, ensinando-nos que nenhum profeta é bem aceito em sua terra isso porque, como vemos no evangelho do dia, nossos conterrâneos nos conhecem desde a infância e, por despeito ou por inveja, ou até mesmo por orgulho não conseguem ou não se dispõem a mudar os padrões de pensamento e, perdendo-se em raciocínios demasiadamente humanos e estreitos não conseguem ou se recusam a aceitar o modo de Deus pensar e agir.
Tanto a Primeira quanto a segunda leituras nós confirmam o que deus afirma de Seu modo de pensar e agir: "os meus pensamentos não são os vossos pensamentos nem os meus caminhos são os vossos caminhos"(Is.55,8). Assim é preciso ser como as criancinhas para estarmos sempre desarmados abertos e disponíveis para entrarmos na lógica do agir de Deus pela leitura obrante diária com A Bíblia Sagrada e merecer que seja para nós o que disse Jesus " graças te dou ó Pai, Senhor do céu e da terra porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos". Somente se tivermos um  um coração aberto como o das crianças completamente dóceis Ao Pai e confiantes de que Ele sabe o melhor para nos é que poderemos acolher todas as Suas intervenções em nossa vida.
Afinal quem são os profetas? A Primeira Leitura nos diz que é alguém chamado por Deus e cheio do Espírito Santo que o capacita para a missão investindo- o de autoridade e revestindo- o com todos os dons necessária à sua missão e a Segunda Leitura, apresenta- nos o exemplo de S. Paulo para nós lembrar que o profeta é ser humano como nós, cercado, também ele, de fraquezas porque Deus se compraz de escolher o que é pequeno e fraco para que, fique claro que quem age é Ele, que q obra é dEle e não nossa.
Ainda podemos encontrar profetas em nossos dias atuais? A resposta é um invariável SIM pois todos nós, pelo Batismo, fomos configurados a Cristo, Profeta, Sacerdote e Rei, temos, portanto, se assumimos de fato o Sacramento da Confirmação, a obrigação de assumir as duas dimensões da vocação profética, o anúncio da Boa Nova do Evangelho e as denúncias das injustiças.
Então a liturgia de hoje nos convida a avaliarmos como estamos assumindo o nosso Batismo pois quem ama a Deus tem que se ocupar com os Seus interesses que nada mais é do que a salvação das almas que Ele remiu com Seu Sangue.

HOMILIA PARA O DIA DE      SAO PEDRO E SAO PAULO

 AS DUAS COLUNAS DA IGREJA
POR PE. TARCISIO AVELINO, TF

Celebramos neste Domingo a Solenidade das duas colunas da Igreja, assim chamados pelos santos padres não só porque Pedro fora por Cristo instituido fundamento da Igreja, como lemos no Evangelho de hoje, como também porque Paulo foi o sistematizador de toda a doutrina católica como podemos ver por suas tão profundas cartas.
Pedro e Paulo, dois estilos diferentes mas com a mesma vocaçao missionária, Pedro apóstolo dos judeus e Paulo Apóstolo dos gentios ou pagãos. Pedro, humilde pescador da Galiléia e Paulo douto fariseu de Tarso, que tocados por Cristo converteram-se em dois apaixonados pela difusão da Mensagem do Senhor até o martírio, em Roma, Pedro no ano 64 e Paulo em 67.
O Evangelho nos lembra a Promessa do Primado onde, uma vez revelada por Pedro a verdadeira identidade e missão  de Cristo, Cristo revela a verdadeira identidade e missão de Simão, que passaria a se chamar, daquela hora em diante, Pedro, que vem de Pedra, porque, por ter sabido, no meio de tantas respostas sobre quem é Cristo, ouvir, acreditar e testemunhar a verdade sobre Cristo que não lhe foi revelada por carne ou sangue, como diz Cristo, significando que não foi por si próprio que chegara e esta conclusao nem fora ninguem da raça humana que lhe havia feito esta revelação mas O Pai que está no céu. Então, que mérito tivera Pedro para ser, apesar de toda sua fraqueza e covardia que Cristo tão bem conhecia, ser escolhido para ser a pedra fundamental da Igreja? Seu mérito é justamente o de ter captado, escutado a voz de Deus que sempre fala ao nosso coração, como também ter nela acreditado e de ter testemunhado o que ouvira, professando a Sua fé.
Tanto a Primeira Leitura quanto a Segunda nos mostra a que grau de fé chegaram Pedro e Paulo no final de sua vida, quando, aprisionados estavam na iminência de sofrer o martírio, configurando-se também Seu Mestre que se fez obediente até a morte de Cruz. Paulo, como cidadão romano não pôde ser crucificado como Pedro que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, julgando-se indigno de morrer como o Seu mestre, conforme a tradição que também testemunha que Paulo teria morrido decapitado e que sua cabeça havia dado tres pulos no chão surgindo uma fonte de água em cada lugar onde batera, dando origem ao mosteiro trapista de Trés Fontana, que ainda hoje existe em Roma.
Quem de nós conseguiria dormir numa prisão na noite anterior ao dia de sua execução e morte? Pois a Primeira Leitura diz que Pedro dormia e que o anjo teve que toca-lo para  despertá-lo e libertá-lo e sabemos que esse milagre foi o resultado das orações que a Igreja fizera em favor de Seu Pontífice, como hoje somos convidados a fazer pelo Papa Francisco, o ducentésimo sexagésimo sexto sucessor de S. Pedro.
Também a Segunda Leitura nos mostra a que grau de fé chegara S. Paulo no fim de Sua vida ao ponto de contar como certa a recompensa da “coroa da vida que o Senhor justo juiz” daria não somente a ele mas a todos os que, como ele,  “esperam com amor a sua manifestação gloriosa.” Trata-se do testamento de S. Paulo que nos revela a paz de um consciencia limpa e tranquila, grata pela satisfação de poder olhar para trás e, num balanço de toda a sua vida ter a certeza de que seu dever, sua missão foi cumprida, que como Ele e S. Pedro todos nós possamos ao final de nossa vida também dizer “combati o bom combate, terminei minha carreira guardei a fé” e que para isso, como Pedro e Paulo combatamos realmente “o bom combate” que é aquele contra nós mesmos e as tendencias do homem velho que em nós insistem em sobrepujar a graça de Deus bem como o verdadeiro combate externo que temos que travar que é aquele com o mundo das trevas como lemos em Efésios 6,10 “não é contra homem de carne e sangue que temos que lutar mas contra os principados e potestades, contra as forças espirituais do mal espalhados pelos ares”.

Que o exemplo de S. Pedro e São Paulo colunas da Igreja nos anime a seguir em frente sem jamais desanimar para que assim possamos nos orgulhar de, como eles sermos chamados verdadeiros discípulos de Cristo.
    HOMILIA DO XII DOMINGO DO TEMPO COMUM B

"CALMA! NAO DORME NEM COCHILA
O GUARDA DE ISRAEL"!!!
POR: PE. TARCÍSIO AVELINO, TF


“já não conhecemos ninguém segundo a carne.
Ainda que tenhamos conhecido a Cristo segundo a carne,
agora já não O conhecemos assim.
Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura.
As coisas antigas passaram: tudo foi renovado”.

Este versículo da Segunda Leitura nos convida a mudar a nossa mentalidade no modo de ver as coisas pois com a Redenção da humanidade operada por Cristo, O Verbo encarnado tudo foi renovado inclusive nossa maneira de pensar por isso a Liturgia de hoje nos convida a nos lembrarmos que a Encarnação do Verbo e Sua vida entre nós já nos revelou que o modo de Deus agir é totalmente diferente do nosso modo de agir e de viver, pelo que hoje somos convidados a reconhecer Deus presente em meio ás tempestades da vida que são os inumeros reveses que a raça humana vem passando desde que, com o pecado de Adão e Eva o homem acendeu dentro de si a pecaminosidade que é a propensão para o mal que então passou a conviver juntamente com as capacitações para o bem que recebemos no momento da criação, embora, depois do pecado original ficaram enfraquecidas e diminuídas dentro de nós.

A primeira consequencia do pecado original no homem foi a desconfiança de tudo e de Deus, tanto que quando Deus procurou pelo homem este respondeu que, por medo se escondera de Deus, ora, só se esconde de quem se duvida e desconfia, tanto que S. João  nos diz que “o amor lança fora o temor” (1Jo.4,18). “Deus é amor”, continua S. João nesta mesma carta e como lemos em Romanos 5,10:  “Ora, se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com Ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais no presente, havendo sido feitos amigos de Deus, seremos salvos por sua vida.capítulo e realmente não precisamos de mais prova porque O Filho de Deus nos foi dado para morrer por nós justamente quando todos dEle só mereciam castigos, tantos e tamanhos eram os pecados da humanidade.”  Ou seja, se antes de Deus se Encarnar era necessário uma explicação para Jó que por Deus estava sendo provado ao extremo, como lemos na Primeira Leitura, agora não temos mais direito de questionar o agir de Deus e muito menos de lhe pedir prova de Seu amor, pois em Jesus veio viver entre nós e com sua vida e palavras nos revelou que o agir de Deus é todo e somente por amor, um amor total, pessoal, incondicional e gratuito que, na cruz do calvário deu-nos a maior prova de amor que se pode dar, dar a vida e não a deu somente para Seus amigos mas para os seus inimigos como lemos acima. Portanto, se no meio das tempestades da vida parecer que Deus está dormindo e não se importa conosco é preciso nos lembrar que: “Não dorme nem cochila o guarda de Israel, O Senhor é o teu guarda, O Senhor é o teu vigia, sempre ao teu lado, Ele não permitirá que os teus pés resvalem” (Sl.120,4) e sabe por que? Porque Ele lhe diz: “ E agora eis o que diz O Senhor Aquele que te criou e te formou, nada temas pois Eu estou contigo, porque tu és precioso aos meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, estejas tranquilo pois Eu estou contigo.” (Is.43,18) Ah é? O Senhor está conosco? Então onde estava Deus no momento em que nos campos de concentração foram mortos milhares de judeus? Perguntaram ao Santo Padre o Papa S, João Paulo II, ao que este respondeu: “Estava em cada judeu que era torturado e assassinado”. Sim queridos irmãos porque foi Ele mesmo que disse, “tudo o que fizeres ao menor dos teus irmãos é a mim que o fazeis” (Mt.25;40), portanto queridos irmãos, Deus não está longe de ti nem cochila quando passas por uma tempestade pelo contrario, Ele lhe carrega nos braços e, fazendo morada em ti desde o teu batismo se tornou  um só contigo e com Ele somos mais que vencedores pois “se Deus é por nós quem será contra nós?” Alem disso, é nesta mesma palavra que Deus diz que tudo faz concorrer para o bem daqueles que O amam, o que significa dizer que Deus só permite um mal para tirarmos daí um bem maior como bem nos prova a história de José do Egito e de Jó que hoje a Primeira Leitura nos convida a conhecer melhor.

Para finalizar lembremos de que Cristo nunca nos prometeu porta larga, atapetada e iluminada para entrar no céu e Sua própria vida é o exemplo disso pelo que Ele diz: “quem quizer me seguir renuncie a si mesmo tome a Sua cruz e me siga”. Por isso lemos em Is.43,2: “Se precisares atravessar a água Eu estarei contigo e os rios não te submergirão, se precisares passar pelo fogo eu estarei contigo e a chama não te consumirá” Eis aqui a resposta! Deus não promete que vai nos livrar da tempestade, mas que estará conosco no meio da tempestade ou do fogo, ou seja, de qualquer extremo de perigo que tenhamos que atravessar para completar nossa purificação necessária para vivermos em comunhão eterna com Ele, O Santo dos Santos, porisso, por mais que Ele possa parecer estar dormindo no meio da tempestade em que atravessas, não caia na tentação de despertar Aquele que não dorme nem cochila pois a repreensão de Cristo aos apóstolos amedrontados é a de que o medo e a falta de fé ofendem a Deus uma vez que com a vida de Cristo entre nós já provou que nos ama e cuida de nós e que a tempestade do calvario não tem a ultima palavra...

XI° DOMINGO DO T. COMUM ESPERANÇA E PACIENCIA COM O AGIR DE DEUS

AS PÁRABOLAS DA SEMNTE E DO GRÃO DE MOSTARDA

 
Por: PE. TARCÍSIO AVELINO, TF

Para prevenir os discípulos de Jesus de todos os tempos contra a mentalidade do messianismo triunfalista e da mentalidade eficacista reinante no meio de Seu povo e sempre presente no interior do coração humano, a Liturgia de hoje nos apresenta tres paráboloas para nos ensinar o modo do agir de Deus. Neste sentido  as duas parábolas do Evangelho de hoje a que está contida na Primeira Leitura incitam-nos a viver de esperança, uma esperança que não nos decepciona, “porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu” (Rm5,5). O que significa dizer que O Espirito Santo presente em nós é que nos vai mostrando o agir de Deus na história apesar da aparente demora de Deus em intervir em questões muitas vezes dramáticas como aquela na qual se encontrava o povo judeu na Primeira Leitura, exilados na Babilonia sem nenhuma esperança da intervenção de Deus pois sabiam que se lá se encontravam era por culpa propria, por terem, pelo pecado se separado de Deus, mas o Profeta Ezequiel vem reavivar sua esperança dizendo que apesar de terem que se purificar um pouco mais de sua falta Deus nunca nos abandona nem desiste de nós conforme lemos em Is 54,10: “Mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais meu amor te abandonará e jamais meu pacto de paz vacilará, diz o Senhor que se compadeceu de ti.” Com estas duas Parábolas o Evangelho vem confirmar o ensinamento da Primeira Leitura dizendo-nos que o modo de Deus agir na história é muito diferente daquele que nós esperamos conforme Ele mesmo nos adverte: “porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.” (Is.55,8). O modo de Deus fazer acontecer Seu Reino na história é como o semeador que lança a semente na terra, apesar de todos os seus esforços em preparar o terreno e em molhar a semente depois de semeada e de mante-la livre das ervas daninhas, o crescimento não depende dele mas de Deus por isso quer ele vele ou durma, o resultado é o mesmo, pois naquele tempo ainda nao existia os implementos agricolas de aceleramento de crescimento das plantas como temos hoje, assim também é o desenvolvimento do Reino de Deus no mundo, começou com doze apóstolos rudes e hoje a Igreja e os Cristãos se espalharam pelo mundo todo como o arbusto maior entre todos os arbustos da terra de Jesus que se forma justamente da menor semente que eles conheciam, a da mostarda, com essa segunda parábola Nosso Senhor mostra qu assim como há uma imensa desproporção que há entre a semente de mostarda e a planta que dela provém, assim há uma desproporção imensa entre os instrumentos que Deus escolhe para Sua obra, os esforços que fazemos para levar O Evangelho e converter as pessoas para O Caminho da Verdade e da Vida que é Cristo, e os resultados alcançados, como lemos em São Paulo: “Paulo plantou, Apolo regou, mas é Deus quem dá o crescimento” (Icor.,3,6).
Alem de tudo isso o ensinamento da Liturgia de hoje para nós é que tenhamos paciencia no ritmo de Deus, até porque a consumação do Reino que Cristo semeou entre nós para que nós regássemos a semente, não terá sua plena consumação aqui mas, conforme lemos na Segunda Leitura: “ 6Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do Senhor. 9Por isso, também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. 10Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal.” O que significa dizer que embora não dependa de nós os resultados de nossa missão, ninguém está dispensado dela porque teremos que prestar conta de tudo o que tivermos feito durante nossa vida nesta terra, sendo que Deus quer contar com cada batizado para torná-lo conhecido e amado de todos conforme Cristo nos ordena em Mateus,28,19: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo”.




 

O PROBLEMA DO MAL NO MUNDO

  HOMILIA DO Xº DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B



POR PE. TARCÍSIO AVELINO, TF

Dentre os problemas que mais intrigam os que teem fé está o problema do mal no mundo. Se há um criador que fez todas as coisas, é também Ele o criador do mal? A resposta da Liturgia de hoje é bem clara, NÃO. O mal entrou no mundo devido ao mal uso que o homem fez de sua liberdade, como lemos na Primeira Leitura, Deus se serviu do contexto e da mentalidade do tempo e do contexto em que vivia o autor sagrado em que o povo judeu aderia aos cultos pagãos onde, provavelmente, o autor jahwista está, apenas, a dar uma explicação de uma determinada realidade do seu tempo, a partir de um pretenso acontecimento primordial, que seria o responsável pela situação actual) para o facto de a serpente inspirar horror aos humanos e de toda a gente lhe procurar “esmagar a cabeça”; mas a interpretação judaica e cristã viu nestas palavras uma profecia messiânica: Deus anuncia que um “filho da mulher” (o Messias) acabará com as consequências do pecado e inserirá a humanidade numa dinâmica de graça, mas autor sagrado não está a falar de um pecado cometido nos primórdios da humanidade pelo primeiro homem e pela primeira mulher; mas está a falar do pecado cometido por todos os homens e mulheres de todos os tempos… Ele está apenas a ensinar que a raiz de todos os males está no facto de o homem prescindir de Deus e construir o mundo a partir de critérios de egoísmo e de auto-suficiência e as consequencias vemos logo depois do pecado, primeiro o homem tem medo de Deus, Dele se esconde e não só  passa a considerá-Lo como um rival acusando-O de ter lhe dado uma má companheira, como também passa a considerar, aquela que na etimologia do termo MULHER que significa colaboradora, também como uma rival ou inimiga: “a mulher que tu me deste me ofereceu o fruto  e eu comi”. Eis aqui em poucas linhas a origem do mal no mundo bem como as consequencias da raiz de todo mal do mundo, que é o pecado, desarmonia interior, divisão pela desconfiança de Deus e de seus semelhantes, rivalidade e medo. Mas Deus que imediatamente dá o castigo, que é apenas a permissão que o homem sofra as consequencias de suas opções, dá também o remédio anunciando uma descendencia para uma mulher que esmagará a cabeça do Maligno personificado na serpente, resumo de tudo o que nos separa de Deus, Essa Mulher é Maria e Sua descendencia é Jesus nosso Redentor e Salvador que, no Evangelho de hoje é apresentado dentro de uma casa onde nem sequer tinham tempo para comer por causa da grande procura de tantos que queriam ouvir sua Palavra, que Jesus compara com Sua mãe, e irmãos para dizer que sua familia é composta por aqueles que, Como Maria escutam acolhem e obedecem a Palavra de Deus, diferentemente daqueles que o acusam ou de Seus familiares que, deixando-se levar por comentários caluniosos querem se apoderar dEle para conduzi-lo de volta a Sua familia e chamá-lo à razão já que Cristo não se comportava mais como um judeu, fiel às tradições e leis do Povo Eleito que muito muito se havia distanciado das Leis de Deus.
Assim hoje somos convidados a ver de que lado nós estamos, do lado dos que ficaram de fora, pensando ser da familia de Cristo só por pertencer aos seus descendentes ou dos que estão com Cristo dentro da Sua Igreja atentos a Sua Palavra e prontos a obedece-la, diferentemente daqueles que pensando estar dentro da casa com Ele na verdade, O acusam como Adão acusou a Deus dese o princípio. O  acusam de agir por Belzebul para driblar sua consciencia que não queriam se converter para não terem que mudar de vida, pelo que Cristo conclui dizendo ser este o único pecado que não tem perdão, a blasfemia contra o Espirito Santo que significa atribuir ao Maligno aquilo que claramente sabemos ser de Deus para não termos que mudar de vida.

É neste sentido que a Segunda Leitura nos exorta a mantermos fixos os olhos na recompensa que terão os que “ouvem e põem em prática a Palavra de Deus, a vida eterna com Cristo, mesmo sabendo que para lá chegar precisaremos passar pela cruz para fazermos morrer nosso homem velho e egoísta que a todo momento pretende ser feliz prescindindo de Deus.
HOMILIA DO DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE


POR PE. TARCISIO AVELINO
Depois de ter renovado todos os Mistérios de nossa Salvação, desde a Encarnação do Verbo até Pentecostes, a Liturgia de hoje nos convida, não a decifrar o Mistério de um Deus que é Tres em um mas a mergulhar no Seu Mistério sem procurar entender mas somente procurar contemplar e se deixar levar por esta corrente de amor que é Deus.
A Ssma. Trindade é o Mistério central de nossa fé do qual brota toda graça e todo dom dos quais temos necessidade para chegarmos a Ele mesmo. A Ssma. Trindade é o ponto de partida, a fonte e o fim ao qual queremos chegar.
As Leituras de hoje bem como toda a Bíblia revelam a pedagogia de Um Deus que se revela pouco a pouco sendo que no Antigo Testamento nos é revelado sobre tudo a completa distinção entre O Criador e a criação bem ccomo o modo como Ele se relaciona com ela como Criador e Senhor que é o Incriado, ilimitado por espaço e tempo, Onipotente mas ao mesmo tempo um pastor que cuida de suas ovelhas de modo pessoal e atencioso e próximo de seu povo como vemos na Primeira Leitura cujo contexto do  capítulo 4 do Livro do Deuteronômio é um texto redigido, muito provavelmente, na fase final do Exílio do Povo de Deus na Babilónia. Perdido numa terra estrangeira e mergulhado numa cultura estranha, hostilizado quando tentava afirmar a sua fé em Jahwéh e celebrá-Ia através do culto, impressionado com o esplendor ritual e as solenidades do culto babilónico, o Povo bíblico corria o risco de trocar Jahwéh pelos deuses babilónicos. É neste contexto que os teólogos da escola deuteronomista vão convidar o Povo a olhar para a sua história, a redescobrir nela a presença salvadora e amorosa de Jahwéh e a comprometer-se de novo com Deus e com a Aliança.
Se o Evangelho nos sugere que o Batismo pelo qual aderimos a Cristo é um mergulho nesta corrente de amor do Pai que desde toda a eternidade gera o Filho e do Filho que desde toda eternidade se dá ao Pai e que esta corrente de amor é o Espirito Santo que desde toda eternidade procede do pai e do filho, a Segunda Leitura vem confirmar a proximidade desde Deus que, embora Tremendo e tão solícito conforme se revelara no Antigo Testamento mas não um simples mergulho impermeável, e sim um mergulho que nos dá a capacidade sobrenatural de amarmos como Deus e vivermos a vida de Deus porque pelo Batismo somos feitos filhos de Deus e coherdeiros de Cristo. Este é o Mistério que somos chamados a revelar a todas as nações e este é o motivo pelo qual o último encontro de Cristoc com Seus discípulos se dá na Galiléia dos pagãos, lugar onde os judeus conviviam com pessoas de varias nações que não praticavam a religião do Deus Único, para mostrar que Sua Mensagem é universal e que todos são convidados pelo Pai a participar de Sua vida divina. E é com nossa vida de amor que atrairemos outros para essa corrente de amor como Cristo mesmo dissera: “nisto conhecerão que vós sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.
Assim, esta Solenidade não tem o objetivos de nos levar a decifrar o Mistério do Inefável mas de nos convidar a contemplar a grandeza da corrente na qual fomos mergulhados pelo Batismo para nos decidirmos a viver finalmente de Sua vida renunciando as propostas dos falsos deuses, ou melhor aos ídolos que constantemente vamos tomando como senhores ao longo de nossa caminhada neste mundo, como a moda, o dinheiro, o prazer, o fisiculturismo, etc., tenho vivido da vida divina que consiste em amar ou tenho me contentado com aquilo que o mundo chama de vida mas que conduz à morte e ao vazio interior?
“Reconhece, pois, hoje, e grava-o em teu coração, que o Senhor é o Deus lá em cima no céu e cá embaixo na terra, e que não há outro além dele.Guarda suas leis e seus mandamentos, que hoje te prescrevo, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e vivas longos dias sobre a terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre”. Isso é viver a vida de Deus, guardar os Seus mandamentos que se resumem em amar, ou seja, em se deixar amar por Ele de graça e em se doar a todos atraindo-os para essa corrente de amor com o mesmo amor com que Ele nos ama e que “foi derramado em nossos corações pelo Espirito Santo que nos foi dado” (Rm.5,5). Isso é celebrar a Solenidade da Santissima Trindade.



HOMILIA DO DOMINGO DE PENTECOSTES


 
PENTECOSTES É AGORA!
POR PE. TARCISIO AVELINO, TF


Pentecostes era uma das três grandes festas judaicas e era celebrada para agradecer a Deus pela safra, antes da colheita e, aprouve a Deus que, a este motivo de celebração fosse, mais tarde, acrescido o de agradecer pela promulgação da Lei que Moisés recebera, os dez mandamentos, bem como, a que fosse acrescido, na Nova Aliança, a vinda do Espírito Santo com todos os seus dons e frutos, mas sempre fora, desde o inicio, celebrada cinquenta dias depois da Pascoa.
Não são aleatórios a escolha de Deus dos sinais que acompanharam a descida do Espirito Santo de forma plena e solene no dia de Pentecostes pois as línguas significam a comunicação, em oposição a Babel onde houvera, pelo orgulho do homem de querer chegar até Deus sem contar com Deus, a confusão das línguas, agora, uma vez reconciliados com Deus pela Paixão e morte de Cristo, O Espírito Santo, que, como vimos no Evangelho de hoje, já capacitara os escolhidos de Deus a serem, desde o Primeiro dia da Ressurreição, ministros da Reconciliação dos homens com Deus, pode reunificar todas as nações pois sendo o amor do Pai e do Filho, derramado em nossos corações nos faz entendermo-nos como irmãos, Filhos do Mesmo Pai.
O fogo representa justamente essa purificação que Cristo realizou em nós do pecado, mas também a luz que clareia o caminho em cumprimento da Promessa de Cristo de que quando o viesse o Espirito Santo Ele nos recordaria e ensinaria tudo o que Ele nos tinha dito e nos conduziria à plena Verdade.
Sendo assim, Pentecostes é a fundação solene da Igreja que, como um só corpo coordenado pelo Cristo Cabeça, possui, em cada um de Seus membros, como lemos na Segunda Leitura, uma função de acordo com os dons que O Espirito Santo concedeu a cada um no dia de Seu Batismo.

Pentecostes é a reabilitação da humanidade a viver em comunhão com Deus e com os irmãos porque O Espirito Santo não só capacitou os escolhidos de Deus, os Apóstolos e seus sucessores a serem ministros do Sacramento da Reconciliação, como também a todas as pessoas do mundo a reconhecerem seu pecado, dele se arrependerem e a confessá-lo para receber o perdão de Deus, restaurando a comunhão dos homens com Deus e entre si pois sendo O Amor do Pai e do Filho nos capacita a amar-nos como Jesus nos amou, tornando-nos Suas testemunhas, bem como e principalmente, a amarmos a Deus sobre todas as coisas até o dia em que estaremos Nele transformados pelo exercício de amar e com Ele podermos nos unir eternamente, pois quem ama conhece a Deus e só quem ama nEle será transformado e com Ele viverá eternamente. AMÉM. 

ASCENÇÃO DO SENHOR, JESUS NOS ESPERA NO CÉU






PE. TARCÍSIO AVELINO, TF
O Evangelho de hoje nos diz que o último gesto de Jesus na terra foi o de abençoar, terminada a Sua missão enquanto encarnado na terra Jesus abençoa, enviando Seus discípulos a continua-la prometendo-lhes O Espírito Santo que iria investí-los com o Seu Poder para anunciar a Boa Nova com os sinais que deveriam acompanha-la “estes milagres acompanharão os que crerem, falarão novas línguas, se beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum, imporão as mãos nos doentes e eles ficarão curados”. Aqui está todo o fundamento da Renovação Carismática Católica, juntamente com a ordem de que Seus discípulos deviam pregar o Evangelho Jesus afirma que necessariamente deveriam acompanhar a fé dos que a Ele aderissem, os sinais carismáticos e não se tem como negar isso, tirar os carismas da Bíblia é escolher o que nos convém e deixar de lado aquilo que não aceitamos isso é mutilar o Evangelho.

Recebem de Jesus o poder de transmitir a vida divina pelo Batismo e o poder de derrubar as barreiras a essa vida divina que é o pecado, mas será em Pentecostes que serão investidos deste poder, por isso a Primeira Leitura nos afirma que depois da Ascenção os Apóstolos juntamente com Maria, a Mãe de Jesus obedeceram a Jesus voltando para Jerusalém e, no Cenáculo aguardaram o cumprimento da Promessa do derramamento do Espírito, este é o tempo que inauguramos hoje, uma semana com Maria Santíssima no cenáculo e temos certeza que em Pentecostes receberemos O Mesmo Espírito que receberam pois a Liturgia não é apenas recordação de fatos passados mas é revivenciá-los hoje, recebendo neste tempo os mesmos efeitos dos fatos que se celebra.

Se a Ascenção de Cristo é também o envio de Seus discípulos a continuarem a missão de Seu Mestre fica claro por que o Anjo lhes aparece enquanto maravilhados ficam olhando para o Céu depois que O vêm se ocultando em meio às nuvens e diz “homens da Galiléia, porque ficais aí parados a olhar para o Céu? Este Jesus que acaba de subir ao Céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o Céu”. É como se o anjo dissesse para eles e para todos aqueles que ao longo dos séculos se dizem discípulos de Cristo. “avante pusilânimes! Aqui termina a missão de Cristo encarnado e começa a missão do Cristão enviado! Ele voltará para recompensar a cada um conforme as obras que tiver praticado!” Se é a fé que salva, no entanto a fé sem obras é morta e cabe a nós agora continuar a obra de Cristo que, enquanto pregava nunca cessou de socorrer todos os necessitados.

A vida de Jesus sobre a terra não termina com a cruz mas com a Ascenção que é o último Mistério da vida terrena de Cristo, que, juntamente com os Mistérios da Sua Paixão e ressurreição, constituem o Mistério Pascal.
De fato, convinha que aqueles que tinham visto o  Filho de Deus na Cruz fossem também testemunhas de Sua ressurreição para darem o testemunho completo de Sua Missão. É justo que as hierarquias celestes que nunca deixaram de render homenagem à Sua divindade no Céu também prestassem homenagem á humanidade que assumira para nossa salvação.

Assim o Mistério da Ascenção fortalece e estimula nossa esperança do Céu e celebrar este Mistério é celebrar a glorificação humana dAquele pelo qual tudo fora criado e que assumindo nossa humanidade tudo resgatou recebendo debaixo de Seus pés, de Sua humanidade glorificada, a sujeição de tudo o que resgatara com o sacrifício de Sua vida.

Celebra a Ascenção é celebrar a volta para o Pai dAquele que ao vir a nós dEle nunca havia se separado e que ao voltar para O pai não se separa de nós mas continua conosco até o fim dos tempos sob a Presença se inabitação na alma em estado de Graça, pela Presença Sacramental na Eucaristia, pela Presença de Imensidão em toda a obra da criação.

Celebrar a Ascenção é celebrar nosso envio como testemunhas de Cristo pela pregação da Palavra mas sobretudo por uma vida coerente com essa Palavra e pelas obras de serviço e amor como Nosso Mestre ensinou.

COMO EU VOS AMEI

       HOMILIA DO 6° DOMINGO DA PÁSCOA ANO B


                 "COMO EU VOS AMEI"
POR PE. TARCÍSIO AVELINO, TF

As Leituras da Liturgia de hoje nos ajuda a entender a motivação do Mistério Pascal, a paixão, morte e ressurreição de Jesus se explica por um motivo somente, é porque DEUS É AMOR, que Ele entregou Seu Filho para não só nos mostrar com Sua vida quem é Deus e até aonde vai o Seu amor por nós, se, como disse Jesus no Evangelho de hoje, "não há maior prova de amor do que dar a vida pelo amigo", o mistério pascal nos mostra o quanto Ele nos ama revelando-nos que Ele deu a vida por nós quando ainda éramos inimigos de Deus como lemos em Rm.5,10:  "Ora, se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com Ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais no presente, havendo sido feitos amigos de Deus, seremos salvos por sua vida." Eis aqui a explicação de todo o sentido do Mistério Pascal, existe porque Deus é amor e é próprio do amor se dar, tudo perdoar, como lemos em 1Cor.13. Então convinha que assim fosse porque Deus é amor.
No entanto, como é próprio do Amor se dar, Ele se deu a nós para que vendo o quanto Ele nos ama pudéssemos nos abrir ao Seu amor e tê-lO habitando em nós pois não é somente próprio do amor se dar mas também o querer estar no outro. Deus se entregou por nós para que nós, vendo o quanto Ele nos ama desejássemos tê-Lo em nós por isso Ele nos diz:  Jesus respondeu-lhe: “Se alguém me ama, obedecerá à minha Palavra; e meu Pai o amará, e nós viremos até ele e faremos nele nossa morada". Nossa! Que tremendo!! Deus mora em nós!!! Ah se as pessoas se lembrassem sempre disso!! Ninguém sofreria de medo, solidão, tristeza ou carência porque quem tem Deus tem tudo pois Ele tudo pode e quem está em comunhão com Aquele que é todo poderoso pode dizer com S. Paulo: "tudo posso nAquele que me fortalece" (Fl.4,13).
"Amamos porque Deus nos amou primeiro", foi porque Deus tomou a iniciativa de transbordar a corrente do amor não só do nada nos criando e resgatando por Sua Encarnação, morte e ressurreição, como também enviando para habitar em nós Seu Espírito, amor do Pai e do Filho que, habitando em nós trás consigo O Pai e o Filho pois Deus é um só em três pessoas e é impossível O Onipresente se dividir nos locais onde se faz presente, está todo inteiro em todos os lugares ao mesmo tempo, no entanto, o modo de estar presente na Eucaristia, na criação e no homem em estado de graça são modos diferentes da Presença de Deus no mundo. A Inabitação é a presença de Deus no homem em estado de graça pelo que somente nós com nosso pecado é que podemos expulsar Deus de nós Ele continuará presente sim, mas do mesmo modo como o está numa pedra e num cachorro, só está presente como amigo na alma do homem em estado de graça pois a amizade é o uma forma de amar e toda forma de amar exige duas vias a de quem dá amor e a de quem recebe amor, pecar é justamente se fechar a essa corrente de amor e, fazendo a sua vontade, impede que o amor de Deus transborde de seu coração para o nosso próximo.
É mais fácil deixar jorrar essa fonte de amor que Deus plantou em nós do que tentar colocar um dique ao mar pois essa corrente é infinitamente mais poderosa que a força das ondas do oceano, por isso quem não ama adoece. Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei, Jesus o manda para nos proteger do egoísmo que se acendeu em nós depois do pecado original, que nos adoece, e nos capacitou a isso dando para morar em nós o mesmo amor com que é amado pelo Pai, O Espírito Santo, o qual nos preparamos para receber em Pentecostes, desejemo-Lo, peçamo-lO incessantemente pois jamais terá se transbordado suficientemente de nós para o próximo pois essa fonte é inesgotável, bem como a sede de Deus que todos têm dentro de si, no entanto, nosso pecado bloqueia o fluxo livre deste amor para todos.
Lutemos até ao sangue, portanto contra o pecado pois ele é o pior mal que podemos causar a nós e ao mundo, já que nos separa Daquele que é o fundamento, a consistência e o sentido de todas as coisas, DEUS!!!





HOMILIA DO 5° DOMINGO DA PÁSCOA ANO B


COMO OS RAMOS E OS FRUTOS NA VIDEIRA
POR PE. TARCÍSIO AVELINO, TF
As leituras deste domingo nos ajudam a refletir sobre o itinerário da vida cristã que começa com a conversão passa pela inserção no mistério de Cristo e culmina com o progresso na Caridade.
Assim, na Primeira Leitura vemos que os apóstolos só acreditam em S. Paulo quando Barnabé prova, pela narração dos fatos, a conversão de S. Paulo. Embora nem todos tenham tido a graça de uma conversão repentina, mesmo os que a têm, experimentam que  a conversão não é só o momento de passar da incredulidade para a fé e do pecado para a graça mas é um esforço quotidiano que durará até a morte pois sempre haverá mais para nos assemelharmos a Jesus, sempre é tempo de nos converter mais e mais em nossa mentalidade e em nossos hábitos, passando sempre do bom para o melhor na imitação das virtudes de Cristo e no combate aos vícios.
Pela conversão somos inseridos a Cristo e passamos a viver nEle, de sua vida, como lemos no Evangelho onde Ele compara esse mistério à videira e aos ramos que só podem produzir frutos se a ela permanecerem unidos como nós só podemos produzir frutos de conversão pessoal e frutos de conversão de novos discípulos para Cristo se permanecermos em Cristo o que significa dizer permanecermos em Sua Palavra, ou seja, obedecermos à Sua Palavra pois o pecado é justamente a desobediência que Dele nos separa.  Como lemos no Evangelho de hoje, "Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado" porque quem vive na obediência é porque ama e quem ama só pedirá aquilo que agradará ao amado porque só deseja agradar ao amado e conhece a vontade daquele que ama. Assim somos nós quanto mais amamos a Deus mais crescemos no Seu amor, e mais desejamos agradar a Ele e mais nos capacitamos a agradá-lO porque mais conhecemos Sua santíssima vontade, no entanto, na Segunda Leitura S. João nos exorta a não amarmos só com palavras mas com atos: "Caríssimos, se o nosso coração não nos acusa, temos confiança diante de Deus. E qualquer coisa que pedimos recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado." Ou seja, quem obedece os Mandamentos de Deus é aquele que guarda Sua Palavra, adquire tal confiança diante de Deus por não ter a consciencia pesada pela acusação que Sua oração certamente será atendida já que a confiança e a fé são o canal pelo qual Deus nos responde e se comunica conosco já que sabemos que "sem fé é impossivel agradar a Deus pois para se achegar a Ele, primeiro é necessário que se creia que Ele exista". Hebreus 11,6.
Então aprendemos que o que Cristo nos pede hoje é a permanencia nEle para que possamos produzir frutos que agradam ao Pai e que esta permanencia nEle se dá pelo amor que se traduz pela obediencia à Sua Palavra e pela Conversão que é adesão a Ele pela fé.

Então, em resumo, o que nos está sendo pedido é o amor pelo qual permanecemos em Cristo. Mas o que é o amor? Amar é se dar, a Deus pela oração, pelo culto e pela obediencia a Sua Palavra e ao próximo porque A Palavra de Deus no-lo ordena. A amarmos o próximo não só como a nós mesmos mas como O Próprio Cristo nos amou, como lemos na Segunda Leitura: "Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele." E nós fomos capacitados a isso não só porque "o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espirito Santo que nos foi dado". Romanos5,5. Bem como porque para que nós pudessemos permanecer sempre Nele e Ele em nós se deu a nós na Eucaristia como lemos mais na frente neste mesmo Capítulo 6 de João no vs.56: "Aquele que come a minha carne e bebe meu sangue permanece em mim, e Eu nele." Só pode comungar da Eucaristia quem já vive em comunhão com Cristo pela obediência a Sua Palavra, por outro lado, só quem O recebe na Eucaristia vai, pouco a pouco se assemelhando a Ele e recebendo Suas virtudes até estarmos em condição de nos unir eternamente com Ele no Céu quando seremos semelhantes a Ele porque O veremos tal como Ele é.
HOMILIA 4° DOMINGO DO TEMPO PASCAL



 DOMINGO DO BOM PASTOR
POR PE. TARCÍSIO AVELINO, TF



O quarto domingo do tempo Pascal é chamado de domingo do Bom Pastor porque todos os anos neste domingo nos é proposto pelo Evangelho a figura do Bom Pastor, continuando a interpretar para nós o evento pascal, respondendo à pergunta, por que é que Cristo morreu? O Evangelho de hoje responde dizendo que Ele morreu por que é O Bom Pastor, quer dizer, o pastor ideal e todo pastor, digno deste nome dá a vida por suas ovelhas, diferentemente dos pastores mercenários que trabalham somente pelo salário, não são os donos das ovelhas, que, não tendo dinheiro para pagar quem delas cuide, conhece cada uma pelo nome, pois é ele que, assistindo a ovelha-mãe no momento do parto, dá o nome a cada ovelhinha que passa a amar como filha, e, de fato a Segunda Leitura nos diz que somos filhos de Deus e o somos justamente porque, como lemos na Primeira Leitura, O Filho de Deus se fez homem para nos salvar, "em nenhum outro nome, a não ser o de Jesus há salvação".
A salvação que Cristo vem trazer transcende infinitamente a tudo aquilo que se costuma chamar salvação, pois a cura do paralítico que provocou tanta admiração dos presentes, como vemos na Primeira Leitura, bem como todos os milagres que Jesus realizou, são apenas sinais da verdadeira salvação que Ele veio trazer, a salvação do homem integral.
Pesquisando na internet sobre o significado da palavra SALVAÇÃO, encontrei o seguinte na Wikipédia "A salvação é um termo que genericamente se refere à libertação de um estado ou condição indesejável. O conceito de salvação eterna, salvação celestial ou salvação espiritual faz referência à salvação da alma, pela qual a alma se livraria de uma ameaça eterna (castigo eterno ou condenação eterna) que esperaria depois da morte. Na teologia, o estudo da salvação se chama soteriologia e é um conceito vitalmente importante em várias religiões". Quando João 19: 30 diz: “está consumado”, que é a expressão grega tételestai, ele quer dizer quer tudo está pago. Isto representa a salvação para o cristão. Tudo foi comprado no calvário. Abrange cada fase de nossas necessidades e dura de eternidade a eternidade. Inclui a libertação do pecado no presente e a apresentação contra as invasões do pecado no futuro, Jd 1: 24-25; Tt 2: 11-13.
A salvação significaria um livramento de uma situação de morte bem como a restauração do estado de equilíbrio no qual vivia o homem no Paraíso, mas Cristo, ao morrer no nosso lugar nos elevou a uma condição muito mais elevada do que a que possuíamos antes da queda pois, como lemos na Segunda Leitura nos fez filhos de Deus num estado novo que, ao se consumar nos fará participar de Sua vida divina na medida em que cada um corresponder, neste mundo, aos Seus ensinamentos, até o ponto de sermos semelhantes a Ele e com Ele podermos ser um eternamente. Nos foi dada de graça porque Cristo pagou o preço dos nossos pecados, Ele perdoa TODOS os pecados desde que os confessemos e deles nos arrependamos como lemos em João capítulo vinte e em 1Jo1,8. Todas as práticas acima descritas são as obras que devemos praticar como novas criaturas pois "a fé sem obras é morta" como lemos em Tg.2,14. Isso é o que significa dizer que as ovelhas do Bom Pastor O conhecem como Ele afirma no Evangelho de hoje, quer dizer, vivem em comunhão com Ele já aqui nesta terra deixando se guiar pela Sua voz, ou seja por Seus ensinamentos.

É por isso que a Primeira Leitura diz que em nenhum outro há salvação, porque se tivesse permanecido na obediência bastaria a fidelidade para que o homem fosse trasladado deste mundo ao Céu, depois do tempo determinado por Deus mas, no momento em que o homem pecou, contraiu para com Deus uma dívida infinita que requeria um pagamento de valor infinito, então o Infinito se fez homem e pagou o preço de nossa salvação com uma oferenda de valor infinito, Seu Preciosíssimo Sangue por isso fomos salvos do inferno, ou seja, da eterna separação de Deus, da morte e das trevas e fomos restituídos na comunhão que tínhamos antes mas num grau infinitamente superior, somente por graça e misericórdia de Deus. A Ele a honra, a glória e o Poder para sempre. AMÉM!