DOMINGO DA SAGRADA FAMÍLIA
 
FAMÍLIA, UMA ESCOLA DE ADMISSÃO AO CÉU

POR: PE. Tarcísio Avelino, TF

Não podia ser diferente. Convém que seja dentro do tempo do natal que celebremos o dia da Sagrada Família, porque, diante do presépio, depois de nos demorarmos na contemplação do Menino-Deus nossos olhos se voltam imediatamente para o contexto da cena e nos deparamos logo com a presença de Maria e de José e nos damos conta de que o centro do presépio é formado de tres pessoas e não é dificil, lembrando que este menino é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, intuir que Ele é o Elo de ligação entre a Trindade do Céu e a Trindade da terra. Se prosseguimos em nossa meditação logo chegamos a conclusão que se Deus escolheu uma família para vir até nós Ele quer que vamos a Ele por meio de uma família. Isso é o que nos ensinam as leituras da Liturgia de hoje na qual o exemplo de Jesus nos mostra que, embora Ele ordene em Seus mandamentos que honremos pai e mãe, como lemos na primeira e segunda leituras, quando se trata dos interesses de Deus nada podemos antepôr à Sua Santíssima Vontade.
"Porque me procuráveis? Não sabíeis que devo me ocupar das coisas de meu Pai? Obedecer e honrar aos pais sim, mas quando as preocupações humanas de nossos pais, como a de Maria e José, pela nossa segurança, bem-estar e proteção se antepõe à Vontade de Deus, muitas vezes temos que romper com nossos pais e família para seguirmos nossa vocação. Quantos pais viraram a cara para seus filhos quando estes, atingindo a maioridade, se decidem a partir para o seminário ou para o convento! Isso não quer dizer que o filho desobedeceu os pais, porque a honra e a obediencia que lhes prestamos é por causa da autoridade e missão que Deus lhes confiou de nos conduzir ao cumprimento de Sua Santíssima Vontade!!!
As únicas coisase que se dizem de Jesus desde seu nascimento até até o início de Sua vida pública é de sua Apresentação ao templo quando se completaram oito dias e este fato de sua perda e reencontro no templo onde aparece a única frase por Ele dita neste período de Sua infância, adolescência e juventude: "Porque me procuráveis? Não sabíeis que eu devo me ocupar das coisas de Meu Pai?" ou em outras traduções: "que eu devo estar na casa de Meu Pai" que dá no mesmo pois estar na casa do pai é o mesmo que estar no Pai, estar em Deus, estar no Céu, para o que se exige ocupar-se das coisas do Pai, ou seja, viver para fazer a Vontade do Pai.
Assim, a lição que nos dá a Sagrada Família é justamente a lição da submissão, a lição da obediência: "era-lhes obediente". Essa é a frase que resume 90 por cento da vida de Cristo enquanto esteve encarnado entre nós. Justamente para nos dizer que se foi pela desobediência que o mal e toda desordem entrou no mundo, é pela obediência que voltamos à comunhão com Deus. É por isso que a segunda leitura recomenda a solicitude e submissão mútua na comunidade e principalmente no seio da família e é por isso também que a primeira leitura cerca de tantas promessas a obediencia ao mandamento de honrar pai e mãe.
De fato o mandamento de honrar pai e mãe é o único mandamento seguido de promessas, 7 para sermos mais precisos conforme lemos na Primeira Leitura extraida do livro do Eclesiástico 3,3-14: pela obediencia a este mandamento:1. se alcança o perdão dos pecados,2. Se evita cometer novos pecados,3. se ajunta tesouros, ou seja, méritos para o Céu,4.terá alegria com seus próprios filhos,5. terá sua oração atendida no dia em que orar,6. terá vida longa, ou seja, a vida que nao tem fim, a vida eterna, e finalmente, 7. "A caridade prestada a teu pai servirá para reparar os teus pecados". Meu Deus! Porque tantas promessas cercando este único, dentre todos os dez Mandamentos? Justamente porque a família é a Escola para o céu, é nela, em primeiro lugar que se recebe o amor que nos capacita a amar, e só poderá habitar em Deus quem souber amar porque Deus é amor!
Se amar é servir, então se entende porque a família se reveste de tanta importância no plano divino de nossa salvação, porque Deus é Comunidade de A mor na qual As Tres pessoas se dão inteiramente umas as outras.
Celebrar a Sagrada Família é aprender a lição de que Cristo veio a nós por meio de uma família para nos ensinar a viver na família que é Deus.
"E era-lhes obediente" eis a frase que resume todos os trinta dos trinta e tres anos da vida do Verbo de Deus quando esteve encarnado entre nós para nos ensinar no seio da Sagrada Família que se foi pela desobediencia que entrou o mal e a desordem no mundo é pela obediência que reencontraremos a paz e a felicidade; se foi pela desobediência que o homem rompeu com Deus é pela obediência que se retorna a Deus, e isso aprendemos no seio de uma família porque se se obedece verdadeiramente, quem ama, e o amor para se obedecer se recebe e se aprende no seio da família.
É por isso que satanás tem tanto ódio da família. Nunca ela foi tão atacada e vilipendiada como agora por isso nunca foi tão urgente defender a família e sua honra como agora!! Um gesto concreto para isso seria banir de nossos lares as novelas, principalmente de certas emissoras que vão, pouco a pouco, minando de nossa mente os verdadeiros valores de respeito, obediencia e fidelidade, principalmente de perenidade do vínculo matrimonial tão necessário para o equilíbrio psicológico de nossos filhos e, consequentemente da sociedade!! Porque temos que nos assustar quando vemos seres humanos transformados em verdadeiros monstros capazes de matar centenas de crianças numa escola, de matar, com requintes de crueldade seus próprios pais, filhos e esposa? Porque não nos importamos quando entram em nossas casas músicas e novelas, cenas da internet que degradam a família, célula-mãe da Igreja e da sociedade! É preciso nos unirmos a tantos abaix-assinados e movimentos que tentam impedir a aprovação de leis iniquas que ameaçam nossas famílias como por exemplo, a aprovação de casamentos contra a natureza criada por Deus. Nunca podemos desprezar a ninguém, mas nunca devemos aceitar os atos e atitudes daqueles que desprezam a Deus e a Seus mandamentos que se resumem numa ordem: SEJAM FELIZES!

IV DOMINGO DO ADVENTO C

ELE MESMO SERÁ A PAZ
 

POR: PE. TARCISIO AVELINO

A Liturgia de hoje nos apresenta no encontro de Maria com sua prima Isabel o fato da proximidade que nos separa do natal dO Filho de Deus entre nós. No encontro destas duas mães miraculadas vemos tres coisas: Primeiro, o encontro da humanidade que, desde Adão e Eva busca desesperadamente a Deus quando, sem o saber, buscam fora dele a felicidade e a paz, que a primeira leitura afirma ser o próprio Deus Encarnado. De fato, se tomarmos como ausencia de paz a palavra conflito, guerra ou desavença ou desarmonia, vemos que Deus se encarnou justamente para sofrer em si as consequencias de nosso pecado, pelo que, a Segunda leitura afirma que Deus não se agradou do sacrifício de animais por isso se Encarnou: "Tu não quizeste vítima nem oferenda mas formastes me um corpo", porque o sacrifício de animais ofertadas a Deus não era capaz de restabelecer a harmonia que a ruptura com Deus pelo pecado causou não só no interior do homem e da humanidade como também em toda criação, só havia um jeito de restabelecer esta harmonia, O Próprio Deus se inclinar sobre os homens e nos dar Seu perdão. Foi o que Ele fez assumindo nossa carne no ventre de Maria para pagar em nosso lugar o salário do pecado, que é a morte, como Deus não pode morrer pois é eterno, entrou no tempo, e assumiu nossa condição humana para morrer em nosso lugar, já que, sendo Deus justo, e justiça consiste em dar a cada um o que lhe é devido, fundamento da paz, Deus se fez homem para poder dar a satanás o que lhe era devido por causa de nossos pecados, o direito de fazer morrer os filhos de Deus que a ele haviam aderido, por não poder fazer morrer o próprio Deus do qual se separara desde o princípio, por livre e espontanea vontade.

O segundo significado que podemos tomar no Encontro de Maria com Isabel é o encontro da Igreja com Seu esposo, uma vez que os passos que Isabel e Maria deram uma em direção a outra representam os passos que a Igreja dá todos os dias até a eternidade de alegria sem fim e os passos de um Deus apaixonado que desde o início da criação toma sempre a iniciativa de vir ao nosso encontro.

E finalmente podemos ver no encontro de Maria com Isabel, o encontro do Novo Testamento que Cristo vem inaugurar, com o Antigo no qual João está na fronteira, como último e mais feliz de todos os profetas, único que teve a felicidade de apontar com o dedo O Esperado de todos os tempos, predito por todos os profetas.

"Como posso merecer que a Mãe do Meu Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos a criança pulou de alegria no meu ventre". Com certeza Zacarias deve ter contato a Isabel, por meio de sinais ou escrita, a profecia que o Anjo lhe dera a respeito de que seu filho prepararia para O Senhor um povo bem disposto e que seria cheio do Espírito Santo desde o ventre materno" por isso a expressão mãe do meu Senhor revela o conhecimento que Isabel, como esposa de um sacerdote detinha que O Messias quando viesse, batizaria com o Espírito Santo.

"Ele mesmo será a nossa paz" porque sofrendo em si as consequencias de nossos pecados "destruiu o muro que nos separava de Deus" e, ao nos reconciliar com O Pai, e conosco mesmos, religou-nos Ao nosso Princípio e fundamento restituindo a harmonia na humanidade e na criação, preenchendo o vazio que o pecado deixara no coração do homem que só Deus poderia preencher impedindo-nos de coisificar as pessoas e de depredar a natureza que nos fora dada para a dominarmos, pela tentativa desenfreada que o pecado causou de tentar preencher o com coisas o pessoas o Lugar de Deus.
III DOMINGO DO ADVENTO
O SENHOR ESTÁ PRÓXIMO
por: PE. TARCISIO Avelino
 
A Liturgia de hoje nos exorta à alegria nas duas primeiras leituras e esse é o motivo pelo qual hoje é chamado DOMINGO DA ALEGRIA, "porque o Senhor está perto". É realmente uma ordem que nos dá a segunda leitura, por este motivo. "Alegrai-vos SEMPRE no Senhor" e essa palavra "sempre", só é possível se fôr uma alegria no Senhor. Ou seja, por saber que Ele está perto não só porque se aproxima o dia do Seu Natal, como também por Ele estar presente na Sua Igreja, nos Sacramentos, na pessoa dos irmãos e nos ministros sagrados mas principalmente porque a cada dia que passa se aproxima o dia em que o Senhor voltará para, como diz S. João Batista no Evangelho, com sua pá recolher o trigo no celeiro e jogar as palhas no fogo do inferno. Essa palha é tudo aquilo que não é fruto, só vai entrar no fogo do Espírito Santo, que é o fogo do amor, quem tiver produzido frutos do amor, que se traduz em serviço ao próximo, por amor a Deus e ao próximo.
O Evangelho de hoje mostra tres categorias de pessoas perguntando a mesm coisa para João, as multidões, os cobradores de impostos e os soldados: "o que devemos fazer?" Essa é a pergunta que deve brotar expontaneamente de cada coração que escuta a mensagem de conversão que João vem anunciar para nos preparar para a vinda do Senhor, o que devemos fazer? Foi a mesma pergunta que fizeram as multidões que ouviram a pregação de Pedro no Cenáculo no dia de Pentecostes, e é interessante que todas as respostas de João foi no sentido do uso dos bens materiais, pedindo que não só não lesemos a ninguém, como também que aprendamos a nos contentar com aquilo que temos, pois a Bíblia diz que o amor ao dinheiro é causa de toda espécie de males (ITm.2,6) justamente é o dinheiro que alimenta nosso orgulho de querer ser como Deus, que consistiu no pecado original, raiz de todos os males.
O que devemos fazer? Essa pergunta brotou quando aquela multidão que procurava João viu a sua maneira santa e penitente de viver, ele falava aquilo que vivia. Essa deve ser a nossa atitude para que possamos nos alegrar pela lembrança de que O Senhor está próximo, dentro de nós!!! Ora, se a fonte de toda alegria está dentro de mim porque vou me entristecer pelas circunstancias, se são sempre passageiras? Além disso se o amor lança fora o temor, quem ama verdadeiramente a Jesus se alegra sabendo que a cada dia se aproxima o Seu regresso glorioso, pois se é certo que se lançará alguns na fornalha do inferno não é com um gesto Seu mas porque Sua Luz infinita não poderá ser suportada por aqueles que tiverem sido encontrado nas trevas e estes mesmo se lançarão nas trevas do ódio nas quais viveram a vida toda os que viviam no pecado. Para os que lutam sem cessar para responder aos apelos do Senhor, a proximidade de Seu regresso é ocasião de alegria, jamais de temor, confiantes de que Sua misericórdia excede infinitamente à Sua justiça, "porque sabe de que barro fomos feitos" (Sl. 102). Por isso alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos!!!

II DOMINGO DO ADVENTO ANO C
 
PREPARAI OS CAMINHOS DO SENHOR
POR: PE. TARCÍSIO AVELINO
 

E todas as pessoas verão a salvação de Deus" Este é o motivo pelo qual a liturgia deste segundo domingo do Advento nos traz como tema a conversão, tema principal de todo este tempo de espera do Senhor. Para tanto, o Evangelho de hoje e a Primeira leitura, usam a imagem dos caminhos acidentados com os quais compara nossos pecados. Quando lemos por exemplo: "todo vale será aterrado" a que vale se refere senão os baixios de nossa preguiça e apatia em anunciar e testemunhar o Evangelho, a exemplo de São Paulo que, na segunda leitura exulta de alegria exulta de alegria pela comunhão que os filipenses teem com ele na "divulgação do Evangelho", rogando a Deus que "leve à perfeição a obra" que Ele começara neles desde o momento em que, ouvindo a Pregação da Verdade, tomaram a peito a mudança de suas vidas.

O que quer nos dizer o Evangelho de hoje, quando, por exemplo, menciona: " toda montanha e colina serão rebaixadas" senão que todo orgulho, soberba e arrogância que nos faz olhar os outros por cima dos ombros devem ser erradicados de nossos corações se quizermos preparar os caminhos para que Deus possa habitar em nós e para que possamos viver em comunhão com Ele eternamente? Essa é a conversão que S. João Batista pede no Evangelho de hoje, não só para o tempo do advento mas como atitude de toda a vida que se constitui na espera do Senhor que voltará em Sua glória para levar com Ele quem aceitou andar em Seus caminhos? Só assim veremos se cumprir o que nos diz o final do Evangelho onde lemos que "todas as pessoas verão a glória de Deus". Mas a que glória, está se referindo? Certamente não à glória que DEle contemplaremos na eternidade porque aquela, só poderá contemplar quem tiver aderido ao exemplo que Ele nos dá ao revelar neste mundo a glória dEle que nossos olhos podem suportar: Um Deus Infinito que se rebaixa e aniquila se revelando na fragilidade de uma criança na mangedoura do presépio". Este é o motivo pelo qual o Advento pede de nós a conversão para prepararmos o caminho do Senhor, porque Depois do pecado original o orgulho que se acendeu em nós nos separou deste Deus que, de tão humilde se rebaixa para nos alcançar no profundo abismo de nossa miséria, exatamente quando os pecados da humanidade tinham chegado ao máximo grau.


 

CANSADO DE PECAR??? TENHO A SOLUÇÃO!
 
 

Não despreze os preceitos de Deus isso pode acarretar a perdição eterna

 

“As vossas iniquidades fizeram uma separação entre Vós e vosso Deus” (Is. 59, 2)  

A malícia do pecado mortal consiste no desprezo da graça divina e na perda voluntária de Deus, o Bem supremo. Com toda a justiça, pois, a maior pena do pecador no inferno é tê-lo perdido, sem esperança de o tornar a achar.

Se quisermos ter uma garantia de não incorrermos em tamanha desgraça, demo-nos inteiramente e sem reservas ao Senhor. O que não se dá inteiramente a Deus ou o serve com tibieza, corre grande risco de o perder para sempre.

I. A gravidade da pena deve corresponder à gravidade do delito.

Os teólogos definem o pecado mortal por estas duas palavras: aversio a Deo — aversão de Deus. Eis, pois, em que consiste a malícia do pecado mortal: consiste no desprezo da graça divina e na perda voluntária de Deus, o Bem supremo. Pelo que com toda a justiça a maior pena do pecador no inferno é o ter perdido a Deus.

São grandes as demais penas do inferno: o fogo que devora, as trevas que obcecam, os uivos dos condenados que ensurdecem, o mau cheiro que faria morrer aqueles desgraçados se pudessem morrer, a estreiteza que os oprime e lhes tolhe a respiração; mas todas estas penas nada são comparadas com a perda de Deus.  

No inferno os réprobos choram eternamente, mas o objeto mais amargoso do seu choro é o pensar que perderam a Deus pela sua culpa.

Ó Deus, que grande bem perderam eles! Durante esta vida os objetos que nos rodeiam, as paixões, as ocupações temporais, os prazeres dos sentidos, as contrariedades não nos deixam contemplar a beleza e bondade infinita de Deus.

Mas uma vez que a alma sai do corpo, reconhece logo que Deus é um bem infinito, infinitamente formoso, e digno de amor infinito. E sendo que foi criada esse Deus, quisera logo elevar-se a ele e com ele unir-se.

Como, porém, está em pecado, acha levantado um muro impenetrável, quer dizer, o pecado mesmo que lhe fecha para sempre o caminho para Deus: As vossas iniquidades fizeram uma separação entre vós e o vosso Deus.

Meu Senhor, graças Vos dou, porque não me foi ainda fechado este caminho, como tinha merecido, e porque posso ainda ir para Vós. Peço-Vos, não me repilais! Meu Jesus, com Santo Inácio de Loyola Vos direi: Aceito toda a pena, mas não a de ser privado de Vós.

Se quisermos ter uma garantia de que não perderemos o nosso Deus, consagremo-nos inteiramente a ele.

O que não se dá todo a Deus corre sempre o risco de lhe virar as costas e de o perder. Uma alma, porém, que resolutamente se desapega de todas as coisas e se dá toda a Deus, não o perde mais; porquanto, Deus mesmo não consentirá que uma alma que se lhe deu de todo o coração lhe volte as costas e o perca.

Pelo que um grande Servo de Deus dizia que, em lendo-se a queda de alguns que primeiro levaram vida santa, se deve concluir que eles nunca se deram a Deus com todas as veras.

Demo-nos, pois, ao Senhor sem reserva e roguemos-lhe sempre pelos merecimentos de Jesus Cristo que nos livre do inferno. Especialmente deve pedir isso aquele que na sua vida já perdeu a Deus por algum pecado grave.

Ai de mim, ó Senhor, que pelo desprezo da vossa graça mereci estar para sempre separado de Vós, meu Bem supremo, e odiar-Vos para sempre.

Agradeço-Vos o me haverdes suportado quando estava na vossa inimizmorrido, que seria de mim?

Mas já que me prolongastes a vida, fazei que dela nunca me sirva para Vos ofender de novo, mas unicamente para Vos amar e para chorar os desgostos que Vos dei.

Meu Jesus, doravante sereis Vós o meu único amor; e o meu único temor será o de Vos ofender e de me separar de Vós. Nada, porém, posso, se não me ajudardes.

Prendei-me sempre mais a Vós pelos laços de vosso santo amor; reforçai as santas e doces correntes de salvação, que me liguem mais e mais convosco.

Pelos méritos de vosso Sangue espero que me ajudareis para ser sempre vosso, ó meu Redentor, meu amor, meu tudo: Deus meus et omnia. — Ó grande Advogada dos pecadores, Maria, ajudai um pecador que se recomenda a vós e em vós confia.

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I DOMINGO DO ADVENTO C

            VEM SENHOR JESUS!

                                                      POR: Pe. Tarcísio Avelino, TF
Neste primeiro domingo do advento temos, já um panorama do que significa este tempo forte da liturgia onde, com Maria esperamos o Messias que virá no Natal, mas não só isto, lembramos neste tempo as tres vindas de Nosso Deus em nosso meio não somente em Sua primeira vinda no Natal como também sua vinda intermediária na pessoa de cada irmão e nos Sacramentos, pariticularmente na Eucaristia, bem como nos lembramos de Sua vinda no último dia, no Juízo Final. Neste sentido a primeira leitura fala da primeira vinda do Senhor referindo-se a Sua Encarnação no ventre de Maria como uma sementinha boa que, caída na terra boa do corção da Virgem foi crescendo e se desenvolvendo até se tornar homem como nós e poder nos justificar sofrendo em si as consequencias do nosso pecado, perdoando-nos e ao mesmo tempo, cancelando nossa culpa, essa é a finalidade de toda a história da salvação que será consumada no último dia quando Ele voltará como Juiz como lemos no Evangelho onde, somos recomendados a estarmos vigilantes para podermos escapar de tudo o que vai acontecer e ficarmos de pé na presença dO Santo dos Santos, que, por ser tão terrível, tem constantemente a Seus pés, prostrados todos os Anjos que rezam sem cessar, Santo, Santo, Santo, por isso o Evangelho de hoje fala de uma profunda transformação pela qual passará este mundo antes de poder recebê-lO de volta. Se Ele é tremendo e o mundo inteiro terá que ser purificado numa convulsão caótica para ser purificado das manchas de pecado com as quais os homens submeteram a natureza, que santidade de vida não devemos ter para poder ficar de pé na presença deste Deus terrível em poder e majestade!!! Somos advertidos à vigilancia constante para que nosso coração não fique pesado pela gula e pelas bebedeiras, do contrário, não poderemos resistir às constantes tentaçõe com as quais Satanás a todo momento não cessa de nos submeter para nos afastar de Deus, só poderá encarar de frente este Juiz que é A Luz do Mundo, quem em luz tiver vivido, correspondendo sempre às graças que O Espírito Santo não cessa de nos conceder, correspondente às tentações pelas quais passamos. E a segunda Leitura nos ensina, justamente, como ser pouco a pouco transformados em luz: é pelo amor com o qual recebemos Cristo na pessoa de cada irmão. Ele vem a nós a todo instante através do nosso próximo como nos ensinou: "tudo o que fizerdes ao menor de meus irmãos é a mim que o fizestes". É pelo amor que somos transformados em Luz porque a Luz é Cristo, Cristo é Deus e Deus é amor, portanto a vigilância à qual somos exortados neste advento é no sentido de jamais deixarmos escapar nenhuma oportunidade de amar, principalmente às pessoas mais difíceis pelas quais temos uma natural ou devida antipatia. 
Por outro lado, se amar sempre é um desafio, nesta vinda intermediária de Cristo, no nosso dia-dia temos também a vinda dEle nos Sacramentos, destacando-se a Eucaristia, no qual O Próprio Amor se entrega a nós capacitando-nos a amar como Ele nos amou, com o Seu próprio amor.
Sendo assim, se por um lado causa um certo temor saber quão terrível será a purificação do mundo para receber o Justo Juiz, ao mesmo tempo, para aqueles que se esforçam para estar em condições de ficar de pé diante dEle, quando Ele vier, todos os sinais de Sua vinda são motivos de júbilo pois indicam que chega logo, Aquele pelo qual nossa alma tanto anseia, cansada de ver nossos semelhantes transformando-se em monstros quanto mais se distanciam da forma na qual fomos talhados, à Sua imagem e semelhança!!! MARANATÁ, VEM SENHOR JESUS. FELIZ ADVENTO PARA TODOS!!! PE. TARCÍSIO