HOMILIA DO 2 DOMINGO DO ADVENTO ANO C: PREPARAI OS COMINHOS DO SENHOR

POR: PE. TARCISIO AVELINO,OMD
Nos tempos de Jesus ainda era costume quando alguém importante iria chegar numa cidade eram enviados embaixadores para anunciar sua breve chegada para que pudessem tomar as providencias de acolhida, dentre as quais a melhoria das estradas para que pudesse passar o rei com todo o seu numeros séquito. Neste sentido é que a Liturgia de hoje nos apresenta João Batista como cumprimento da profecia de Isaías que dizia, como lemos no inicio do Evangelho: "João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!”. 
Neste sentido, João Batista nos é apresentado como a voz que anuncia a chegada da Palavra, a voz passa mas as Palavras permanecem joão é o embaixador que preparou a Primeira vinda do Messias dispondo os corações para acolher Sua Palavra Eterna e hoje nos convida a sermos os embaixadores de Sua segunda vinda dizendo-nos para preparar os Seus caminhos e aplainar Suas veredas mas antes de nos ensinar como preparar o regresso do Senhor, a Liturgia, começando por Joao nos apresenta quem é Este que estamos aguardando no Advento, é alguém muito mais importante do que Joao Batista que foi confundido com o Messias ao ponto de ele ter precisado precisar a grande distancia que havia entre ele e Aquele que estamos aguardando, Ele era apenas a voz mas o que viria era a Palavra; Ele não era digno nem de ser Seu escravo pois não se considerava digno nem de prestar a Ele serviços próprios dos escravos como desamarrar as sandálias, além disso O Batista nos conscientiza sobre a importância dAquele que vai chegar dizendo que seu batismo era apenas um ritual penitencial para levar o povo ao arrependimento que pavimenta os corações para Sua chegada, mas que Aquele que vai chegar batizará com o Espirito Santo e com fogo ou seja, tornaria os homens cheios do mesmo Espirito que deu poder aos profetas e aos patriarcas como vemos na primeira leitura a lista dos dons do Espirito Santo que estes possuíam e aqui convergem o Evangelho e a Primeira Leitura afirmando que Aquele que aguardamos será repleto do Espirito Santo, alem disso a Primeira Leitura nos informa que Ele é o Justo Juiz pois julgará o mundo com justiça e que não julgará pelo que ouvir dizer nem pelas aparências. 
Assim, uma vez tendo nos apresentado quem é este que estamos aguardando no Advento, o Messsias justo Juiz, somos instruídos como preparar os seus caminhos e é o próprio Joao Batista quem começa as instruções dizendo que temos que nos converter e ele próprio nos da o exemplo de penitencia e simplicidade, necessários nao so para termos força de resistir às tentações como forma de demonstrar o arrependimento dos pecados. "Convertei-vos pois está próximo o Reino do Céu" ora se antes do Reino do Céu seremos julgados, o que mais deveríamos fazer era confessar nossos pecados como vemos no Evangelho as multidões vindo confessá-los a João. A conversão tem portanto, duas dimensões, na  renuncia do pecado que implica na penitencia para reparar os pecados e para mortificar os vícios substituindo-os pelas virtudes, bem como também nas boas obras que Joao Batista expressa ao repreender severamente os fariseus por viverem uma religiao de aparências: "Produzi frutos que comprovem a vossa conversão" que nos faz lembrar justamente do juízo final descrito por Jesus no capitulo vinte e cinco de Mateus onde vemos que seremos julgados pela coerência entre nosa fe com nossas obras pois tudo o que fazemos ou deixamos de fazer ao nosso proximo é Cristo que o fazemos ou deixamos de fazer. Assim, na segunda Leitura S. Paulo resume todo o bem que devemos fazer ao proximo como ao próprio Cristo na palavra acolher: "Assim como Cristo vos acolheu acolhei-vos uns aos outros". E como foi que Cristo nos acolheu? Com misericórdia e compaixão pois deu a vida por nós quando ainda éramos pecadores e disse que por isso também, nós que O temos por mestre devemos dar a vida pelos nossos irmãos, lembrando que dar a vida nem sempre é morrer para salvar alguém em perigo como Cristo fez para nos livrar da morte do pecado mas significa tambem servir, lavar os pés uns dos outros como também Ele fez. Assim a mensagem de hoje é esta, se queremos ter forças para acolher a Cristo quando Ele vier em Sua Glória é preciso pavimentar os nossos corações para que Ele possa nele nascer em cada natal, acolhendo-o em nosso próximo desde agora pois se para Ele vir até os animais inimigos terão que se reconciliar quanto o mais o devem aqueles que se dizem Seus discipulos. Maranatha! Vem Senhor Jesus!  
 Assim seja. 



Homilia do I DOMINGO DO ADVENTO ANO A: "VIGIAI"!

Homilia do I DOMINGO DO ADVENTO ANO A: "VIGIAI"!
POR PE. TARCISIO AVELINO, OMD

Estamos hoje iniciando um ano Litúrgico sendo que as cores das velas representam todas as festas que celebramos ao longo do tempo ano Liturgico: o tempo comum simbolizado pela vela verde da coroa do Advento pois verde é a cor da Esperança e o Tempo comum é o tempo da espera do Senhor que já Veio, que vem e que virá. A vela roxa representa o tempo da Quaresma que é tempo de penitencia, a vela vermelha representa o sangue dos mártires e de Cristo que representando os santos que sao celebrados ao longo do ano liturgico por. Alem disso a vela branca simboliza os santos não mártires e algumas festas e solenidades que tambem celebramos durante o ano Liturgico. Alem disso sao quatro velas para simbolizar os quatro milênios que o povo de Deus aguardou pela vinda do Messias. 
Todo tempo é tempo de advento pois a todo momento estamos aguardando O Senhor que vem pelos Sacramentos, nos acontecimentos bem como na pessoa de cada irmão. Alem disso, embora o Senhor já tenha vindo, na Liturgia não se celebra eventos passados mas se atualiza os misterios de nossa salvacao por isso,nestas quatro semanas vamos esperar com Maria o nascimento do  o Menino que Ela já traz consigo  em Seu Ventre mas cujo nascimento é aguardado por todas as nações.
Embora no tempo do Advento se celebre essas tres vindas do Senhor que ja veio, que vem e que virá as duas primeiras semanas sao dedicadas a celebrar Sua Segunda vinda gloriosa por isso, embora o autor da  Primeira Leitura nao tivesse consciência que profetizava sobre o fim dos tempos, somente quando estiver muito proximo de Jesus voltar é que essa profecia do reconhecimento mundial dos judeus como povo eleito para nos trazer o salvador se dará como lemos: "Acontecerá, nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas. A ele acorrerão todas as nações, para lá irão numerosos povos e dirão: “Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos”; porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor." Embora, de certa maneira essa profecia ja tenha se cumprido com as multidões que em todos os meses acorrem do mundo inteiro e em todo o tempo para visitar a terra onde Jesus se Encarnou, nao vemos ainda o reconhecimento de todos dEle como salvador e muito menos de Israel como povo eleito, o que se dará com toda certeza conforme a profecia acima que acabamos de ler pois passarão o Ceu e a terra porem minhas palavras nao passarão, disse O Senhor.
No Evangelho de hoje Nosso Senhor nos da dois novos ensinamentos: Primeiro que Ele voltará e segundo que esse Seu regresso será como nos tempos de Noé, de repente e de improviso, vai pegar muitos de surpresa pois a grande maioria estarão ocupados somente com os prazeres e com seus afazeres, como se a vida se resumisse a essa nossa existência terrena e passageira no entanto Ele diz que um será tomado e outro será deixado quer dizer que mesmo que duas pessoas estejam o mais intimamente juntas possivel, como um marido e uma mulher, a salvação é individual só será levado para o Céu quem estiver acordado e vigilante pois assim como um ladrão só arromba a casa de quem está desprevenido ou dormindo, assim será pego de surpresa todos os que não estiverem preparados quando O Senhor voltar e quem estiver nas trevas não suportará Sua Luz e consequentemente, como diz o Evangelho de hoje "será deixado" porque não conseguirá encarar o olhar profundo da verdade e do amor de Cristo . É por isso que Cristo recomenda que a atitude predominante que devemos ter enquanto O aguardamos é a vigilância: "Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor." E: "Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.
Na Segunda Leitura S. Paulo constata que a cada dia que passa mais se aproxima a aurora do grande dia em que O Sol da Justiça virá com poder para julgar os vivos e os mortos por isso nos exorta: "Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé. A noite já vai adiantada, o dia vem chegando; despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz." E um pouco adiante S. Paulo explica para nós o que significa acordar e estar vigilantes, significa estar atentos para dizer não com prontidão quando satanás solicitar nossa vontade ao pecado e isso sempre com armadilhas e artimanhas. Sabemos que toda armadilha que se preza é camuflada, daí a necessidade da vigilância para nelas não cairmos. Por isso Sao Paulo continua: "Procedamos honestamente, como em pleno dia; nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. 14Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo." Estar vigilantes e preparados significa portanto revestir-se das armas da luz pois estamos num combate como lemos em Ef. 6,10 que nao é contra seres humanos que temos que lutar mas contra os espíritos malignos que cem cessar nos armam ciladas. Nesta Segunda Leitura S. Paulo completa dizendo que revestir-se das armas da Luz é revestir-se de Cristo Jesus, ou seja de Suas virtudes totalmente opostas aos vícios e pecados que ele acaba de citar pois a melhor maneira de expulsar as trevas é deixar entrar a Luz principalmente as do Sol da Justiça. Amem vem Senhor Jesus! 


- Palavra do Senhor.

HOMILIA DA SOLENIDADE DE N. S. JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO

HOMILIA DA SOLENIDADE DE N. S. JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO
É PRECISO QUE ELE REINE
POR PE. TARCISIO AVELINO, OMD

No ultimo domingo do tempo comum a Igreja sempre nos traz a solenidade de Cristo Rei porque tendo meditado em todos os mistérios da vida de Jesus ao longo do ano, convém que meditemos no ultimo domingo o mistério que que coroa todos os outros mistérios de Sua Santíssima Vida.
A Primeira Leitura ja nos introduz no tema onde vemos a coroação de Davi como rei e pastor de Israel, figura profética de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei de todas as nacoes. 
A Segundo Leitura nos traz os motivos pelos quais Cristo é rei: Primeiro por ser filho do Criador, segundo porque por Ele e para Ele tudo foi criado mas tendo Ele confiado o mundo ao homem para que dominasse sobre toda a criação, adquire mais um direito de ser rei quando, pelo preço de Seu Sangue resgatou o universo ao pagar as dividas do homem, ja que o homem desobedeceu a Deus e obedeceu a Satanás, inimigo de Deus e dos homens, fazendo dele seu senhor e colocando toda a criação a ele confiada sob o jugo do Maligno.
Se Deus tinha confiado o domínio da Criação ao homem e este fracassou convinha que a Liturgia nos contasse como foi este resgate pelo qual Cristo novamente adquiriu, por direito, o senhorio de todas as coisas, por isso o Evangelho traz justamente Cristo no momento de sua maior derrota e ignomínia porque foi, precisamente, ali, na Cruz que Deus, sem forçar o homem começou a atrair novamente a si os homens como Cristo havia dito: "Quando eu for elevado da cruz atrairei todos a mim", o episódio dos ladroes com Jesus na Cruz nos mostra como Ele estabelece o Seu reinado, nos corações daqueles que aderem a Ele pela fé, por isso, enquanto nao se completar o numero daqueles que vão aderir a Ele, Seu reino não tem a visibilidade  e a glória que convém ao Reino de Deus, dai a urgencia de nossa conversão e da evangelização porque, quanto mais nos convertermos e quantos mais convertermos a Cristo, quanto mais se estende Seu Reinado e quanto mais Ele manifesta Sua Glória.
"Senhor, lembra te de mim quando entrares no teu reino" que belíssima profissão de fé daquele que se deixou interpelar pelo mistério da Cruz, de um homem que morria em meio aos maiores ultrajes e torturas, com uma magestade, serenidade, amor, bondade que só poderiam ser divinos! Só Deus poderia amar como Ele amava, suportar os sofrimentos com a mansidão que Ele suportava e perdoar como Ele perdoava, orar como Ele orava! 
"Quanto a nós é de direito o que estamos sofrendo, mas Ele que mal praticou?" Profunda teologia de quem se abre para a graça divina que nos faz lembrar da exclamação e admiração do Próprio Filho de Deus diante da sabedoria que é comunicada ao entendimento dos humildes: " Eu te bendigo Pai, Senhor do Céu e da terra pois escondestes essas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos". So quem é pequenino, ou seja, consciente de sua total incapacidade e dependência de Deus é que pode enxergar um rei em um homem tido como amaldiçoado e abandonado por Deus! Esfarrapado e derrotado, aniquilado num instrumento de tortura destinado aos piores criminosos da sociedade. A cruz é o trono onde Cristo, sem forçar a ninguém exerce o Seu reinado atraindo a todos os que se detêm a contemplar o Mistério de nossa Redenção. 
Se Cristo é Rei do Universo, nao pode ficar um so lugar que Ele não Reine, é preciso que Ele Reine porque Ele é Deus e Senhor de todas as coisas. É preciso que Ele reine porque só Ele, sabe o funcionamento e o fim do universo material e espiritual, é preciso que Ele reine por que sendo Ele O Próprio Amor e tendo nos criado a Sua Imagem e Semelhança é o Único que pode nos conduzir à felicidade plena que é Ele mesmo. Pois para Ele fomos criados e nenhuma coisa é feliz, ou seja, realizada, se nao cumpre o fim a que foi destinada.
Assim, neste mundo existem três níveis onde Ele precisa reinar: Primeiro no mundo, porque, longe de Deus jaz nas trevas e caminha desorientado para o abismo, como constamos a cada momento a destruição horrenda e brutal a que esta submetido por aqueles homens que ainda nao aderiram a Cristo, nossa tarefa aqui é a urgencia da Evangelização por isso São Paulo disse "Ai de mim se eu não evangelizar, porque minha consciência, criada a imagem e semelhança do Justo nao suportará a verdade quando Ele vier em Sua Glória e puser às claras todas as consequências de nossas omissões quando, todos verão as almas que se perderam eternamente porque nao as apresentamos Jesus, o Único caminho que nos pode levar a atingir nosso fim. O segundo nivel no qual Cristo precisa reinar é na Sua Igreja, porque tambem no interior Dela há a liberdade de aderir ou nao a Cristo pelo que Ele mesmo disse nela haver joio crescendo com o trigo ate o fim do mundo, sendo assim quanto mais nos convertermos a Ele mais Seu reinado se tornará visível no Seu corpo que é a Igreja e sera muito mais facil a ela cumprir sua missao de atrair a todos para Cristo dai a nossa imensa responsabilidade de permitir Cristo reinar tambem no terceiro e ultimo nivel que é o nosso coracao, cada vez que vencemos uma tentação e escolhemos a pratica da virtude correspondentes ao mal que somos solicitados a praticar. 
É preciso que Cristo reine para que o homem encontre a felicidade que tão ansiosamente procura em caminhos que o leva para a direção oposta ao seu mais intimo desejo. Amém.

HOMILIA DO 33 DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C: FIRMES NA TRIBULAÇÃO

 
POR: Pe. Tarcisio Avelino,OMD
Nestes últimos domingos a Liturgia tem nos levado a refletir sobre os últimos dias do homem antes do regresso de Jesus, sendo que a Liturgia de hoje se aproveita da  resposta de Jesus à admiração dos discípulos pelo templo para nos ensinar sete conselhos sobre deverão viver os cristãos os últimos dias que antecederão o glorioso retorno de Nosso Senhor. 
Assim o Evangelho nos traz cinco dos sete conselhos apresentados na Lituriga de hoje: 
1. Esperteza para recusar os falsos profetas que sempre aparecem nos tempos de crise como os que viviam o povo no tempo que o Evangelho de Lucas foi escrito pois para o povo Judeu, o templo era o centro do mundo a tal ponto que imaginavam que o fim do templo coincidiria com o fim do mundo. Jesus nao desfaz esse equivoco porque deseja que seus discípulos que viveriam em todas as épocas imaginassem que Ele regressaria em sua geração para que assim ficassem sempre preparados e de sobreaviso. Aqui o conselho de Jesus é este: "cuidado para nao serdes enganados e nao sigais essa gente". Ou seja, nao seguir esses falsos profetas por nada pois se na primeira vinda Jesus veio tão humilde que poucos o reconheceram, na Sua Segunda vinda lemos no livro do Apocalipse que todos baterão no peito e reconhecerão Aquele que transpassaram.
 2. O segundo conselho é para nao ficarmos apavorados quando virmos as guerras, revoluções e convulsões sociais pois ainda nao sera o fim. Parece que o motivo que Jesus alega para não ficarmos com medo é insuficiente pois se nao sera logo o fim sabemos o quão horripilante é uma guerra e que é preciso muita fé para nao ter medo de uma . O motivo real pelo qual nao devemos temer é porque o medo nos paralisa e cega para as decisões e ações que são necessárias em todo tempo, quanto mais em tempos de grandes convulsões e tensões. Outro motivo é porque tudo podemos Naquele que nos fortalece e Ele é o Todo Poderoso que em nos escolheu fazer morada.(Fl.4,13) e se Ele é por nós quem será contra nós? (Rm.8,31). Ninguém pode ser contra alguém que tem um aliado Todo-Poderoso! Nem mesmo o maior e mais poderoso inimigo da humanidade que é satanás autor de toda guerra.
 3. O terceiro conselho se refere ao fato de que os cristãos de todos os tempos foram e são perseguidos ate que essa perseguição cegara ao clímax no fim do mundo: "será ocasião de testemunhardes a vossa fé". Ora, sabemos que o melhor meio de testemunharmos nossa fé é com nosso modo de viver mas que o maior testemunho de nossa fé é dar nossa vida assemelhando-nos ao Nosso Mestre que deu a Sua para nos salvar. Assim, Cristo esta dizendo que quando formos presos por causa dele é para darmos testemunho de nossa fé com palavras mas tambem com a disposição corajosa de morrer por ela. Temos que testemunhar nossa fé porque é por ela que todos são salvos e a Palavra diz:"quem fizer um so pecador retroceder de seu erro terá todos os seus pecados perdoados e no fim, e salvará a sua alma" (Tg.5,20).
4. "Cuidai para nao preparardes com antecedência a vossa defesa porque eu vos darei uma palavra tão cheia de eloquência e sabedoria a qual não poderão resistir nem contradizer nenhum dos vossos adversarios". Explico esse conselho no sentido de que se perdermos tempo preparando nossa defesa, enquanto procuramos e decoramos as palavras confiamos em nos mesmos ao inves de recorrer, na oração ao único que tem todas as respostas acertadas e eficazes e que se compraz em ensinar os que lhe seguem.
5. "É permanecendo firmes que ganhareis a vida". Referindo-se a vida eterna." A esse respeito lemos na Carta aos Hebreus capitulo 10, versiculo 39: "se vacilar, meu coracao ja nao se agradara mais dele" pois lemos tambem em Hb.10,25: "nao abandoneis a vossa Igreja, como é costume de alguns, e tanto mais quanto vedes se aproximará o grande dia" referindo-se ao Dia do Senhor, justamente porque surgiriam falsos profetas e todos nos vemos que a cada dia se abrem dezenas de novas Igrejas. Qual delas esta com a verdade? Somente Aquela que Cristo prometeu que o liga na terra esta ligado no Céu. A pessoa que escuta em cada igreja uma interpretacao da Bíblia ficará tão confusa acabara nao seguindo mais a Cristo por isso lemos tambem em Hebreus capitulo 10,26: "nao podemos abandonar a Verdade depois de a haver conhecido pois não haverá mais sacrifício para expiar este pecado" lemos tambem neste mesmo capitulo e versiculo: "é necessário a perseverança para alcançar os bens prometidos". 
6. O sexto conselho vem da circunstancia na qual Paulo escreveu a Segunda Leitura que é o mesmo no qual Lucas escreveu esse Evangelho: o conselho de trabalhar para nao sermos pesados a ninguém porque no tempo deles haviam pessoas que imaginavam estar tão iminente a vinda do Senhor que descuraram o trabalho e, no entanto, se nao fosse o trabalho tão importante para nossa salvacao Deus encarnado nao teria trabalhado trinta dos trinta e tres anos de sua vida na oficina do carpinteiro e na casa de Maria. Cabeca desocupada oficina do diabo, o trabalho é intrínseco da natureza humana tanto que Deus no lo tinha dado mesmo antes do pecado original: "crescei, dominai e subjugai a terra". 
7. Finalmente o sétimo e ultimo conselho engloba vários outros e nos o encontramos na Primeira Leitura onde o profeta, depois de ter falado que este mundo todo sera purificado com o fogo para suportar a vinda do Santo dos Santos, termina dizendo: "mas para vos que temeis o Senhor nascera o Sol da Justiça trazendo a salvacao em Suas asas". Trata se do Temor de Deus que é um Dom do Espirito Santo que devera ser muito cultivado nos tempos finais pois a manifestação da misericórdia será tão grande para salvar a maioria desesperada, que muitos se esquecerão que alem dela, Deus tem outra mão a da Justiça, ja que é impossivel ser misericordioso sem ser Justo e o temor de Deus é justamente o medo de ofender esse Alguém que nos ama infinitamente ja que se ofendemos a Justiça podemos recorrer à Misericórdia mas se abusamos da misericórdia nao teremos para onde apelar em Deus. 
Pecamos entao o temor de Deus para que nao o ofendendo mais possamos ser um hino à Sua Misericórdia que tudo perdoa a quem a ela recorre com confiança sem desprezar Sua Justiça. Maranatá, vem Senhor Jesus!


HOMILIA DO 31 DOMINGO TEMPO COMUM-C "É NECESSÁRIO QUE EU FIQUE EM TUA CASA"


POR: PE. TARCISIO AVELINO, OMD
O Evangelho do domingo passado terminou com uma pergunta no ar: "o publicano saiu do templo justificado mas se converteu ou não?". Essa pergunta é muito pertinente pois vemos tantas pessoas que se confessam e pedem perdão sinceramente dos pecados mas depois retornam a mesma vida de antes, senão pior como diz a Bíblia "se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro."(2Pd.2,20). 
O Evangelho de hoje é como se fosse uma tentativa de imaginar como seria a vida de um publicano convertido, e S. Lucas vai mais longe ainda pois escolheu o episódio de um publicano que era o chefe dos cobradores de impostos ou seja, duplamente odiado do povo judeu, ja que os publicanos eram considerados da pior espécie de pessoas por serem funcionários do Império que estava dominando Israel, o Império romano impondo pesadas tachas de impostos e os publicanos, que eram os cobradores desses impostos sempre cobravam a mais para o proveito próprio. 
O Evangelho de hoje faz questão de frisar que ele era rico para deixar que claro que nao há impossíveis para Deus ja que Jesus ja tinha dito que "dificilmente um rico entrara no Reino do Céu" frisando tambem que "Deus nao despreza nada do que crio pois é o dono de tudo e se esquece de nossos pecados para que sejamos salvos" ou seja, Deus nao nos olha como essa multidão olhava zaqueu a ponto de murmurar contra a decisão de Jesus se hospedar na casa de um pecador público tão odiado do povo. 
Mas examinemos um pouco os elementos do relato para que possamos entender a profundidade da mensagem que nos é transimitida. O relato diz primeiro que Zaqueu procurava ver quem era Jesus mas depois de nos descrever as providencias que tomou para isso, afirmando que ele correu para escapar da multidão afirma que ele era "muito rico e muito baixo" quase que para ressaltar que a riqueza que fazia dele um homem grande na verdade o tornava baixo aos olhos de Deus e essa sua baixeza moral que deu a ele coragem de se enriquecer as custas da extorsão e traição de sua nação, lhe impedia de ver ver quem era Jesus. Talvez seja por isso que o texto afirma que ele subiu no sicomoro, mas nao diz mais que era para "ver quem era Jesus" mas somente que ele subiu na arvore para. "Ver Jesus" o que nos leva a concluir que dois sentimentos levou Zaqueu a agir assim a fé que, embora ainda incipiente, fora suficiente para movê-lo a procurar por Jesus e a curiosidade que fez com que subisse para "ver Jesus" ja que nao se da para ver quem é uma pessoa subindo em arvores pelo que Jesus, mostrando que sabe onde encontrar os pecadores que por Ele procuram para, justamente embaixo da arvore onde zaqueu subira e lhe chama pelo nome dizendo: "Zaqueu, desce depressa porque eu preciso hoje ficar em sua casa". Podemos torrar daqui uma grande conclusão, para ver quem é Jesus não podemos subir mas temos que descer pois para se tornar visível por nós Ele desceu de Seu Trono de Glória e se encarnou no ventre de Maria, vindo a nos como uma criancinha para mostrar que o caminho pelo qual vamos a Ele é o mesmo pelo qual Ele veio ate nos: o do aniquilamento e nos deixou isso bem claro: "quem nao se tornar como as crianças nao poderá entrar no Céu". Fazia-se necessário que zaqueu descesse para receber Jesus em sua casa pois para ver quem é Jesus nao basta enxergá-lO mas permanecer com Ele deixando que Ele entre em nosso coração para nos olhar com Sua Misericórdia que nos cura e liberta como arrancou as lágrimas purificadoras de Pedro ao olha-lo no exato momento que lhE negara pela terceira vez, e, do mesmo jeito que nunca mais Pedro foi o mesmo, Zaqueu nunca mais foi o mesmo depois que desceu depressa para receber com alegria, Jesus em sua casa. 
"Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo. (Apc.3,20). E o que siginifca cear junto com Jesus? Aqui neste contexto significa exatamente o que é para o judeu convidar alguém para uma refeição, significa comunhão pois os judeus nao convidam para a mesa a nao ser os amigos. Por isso Jesus conclui dizendo: "hoje a salvacao entrou nesta casa porque este homem também e filho de Abraão", ou seja, também esse homem que a multidão despreza é da raça de Abraão, ou seja, é vosso irmão, faz parte do povo eleito dos judeus. Mas Jesus esta afirmando outra pertença muito maior que, a partir daquele momento Zaqueu passava a fazer parte, a pertença ao novo povo de Deus formado por todos os que creem em Jesus Cristo. A Bíblia diz que "Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça". (Rm.4,4). Assim como a fé  de Abraão lhe foi creditada como justiça, a fé de Zaqueu o justificou pois não resistindo ao amor de Cristo que entrou em sua casa, foi reabilitado em sua capacidade de amar e se decidiu a ressarcir tudo o que adquira por extorsão, indo muito alem do que a Lei pedia, que era apenas vinte por cento de juros sobre a dívida contraída no momento do pagamento. 4 vezes mais era a pena imposta aos ladrões mas Zaqueu não se contentou com a estrita justiça, pois em Jesus havia encontrado o Seu tesouro, todo o bem estar que nao experimentara com o dinheiro experimentou ao ser amado por Cristo e se tornou como aquele negociante de pedras preciosas de uma das parábolas contadas pro Jesus , que, encontrando uma de grande valor vendeu tudo o que tinha para compra-la. É isso o que aconteceu com Zaqueu e acontece com todos os que, como ele, se deixam interpelar pelo amor de Deus e seduzidos pelo amor aderem a Cristo pela fé: aceitam a redenção e se tornam justificados ou seja, aceitam o perdão de Deus que pagou todas nossas dividas por isso somos tornados justos por Aquele que pagou nossas injustiças. 
Com certeza Zaqueu ja estava cansado de ser rico e desprezado por todos para ter corrido para ver Jesus, subido numa árvore, escutado e obedecido a voz de Jesus, recebendo-o nao somente em sua casa mas também em seu coração. 
Deus hoje diz para cada um de nós, chamando a cada um pelo nome (Is.43,5ss) "desce depressa pois é preciso que eu fique em tua casa". Desce depressa do tamanco do teu orgulho e soberba que despreza os outros porque o teu pecado é uma muralha que te separa de Deus (Is.59,1). Convém que eu fique hoje em tua casa pois "o Filho do homem veio procurar o que estava perdido". Mas para que Ele te encontre como encontrou zaqueu e preciso que vc reconheça que estas perdido para que o busques de todo o coração porque essa é a condição para encontra-lO: "Buscarme-eis e me achareis quando me buscares de todo o coração" (Jr.29,13).  


HOMILIA DO 30 DOMINGO DO TEMPO COMUM - UM JUSTO JUIZ PARA JULGAR OS JUSTOS


POR: PE. TARCISIO AVELINO, OMD
A Liturgia deste domingo perfaz a terceira catequese sobre a oracao que aparece no Evangelho de S. Lucas que começou quando o Jesus ensinou o Pai Nosso, a Segunda catequese sobre a oração foi no domingo passado quando Jesus contou a parábola da viuva insistente e do Juiz iniquo para nos ensinar que nossa oração deve ser perseverante, sem jamais desanimar. Hoje Jesus nos ensina que outra qualidade da oração Cristã deve ser uma oração humilde ja que que cristão é aquele que imita Cristo, manso e humilde de coração. 
No domingo passado Jesus conclui seu ensinamento sobre a oração perseverante dizendo que se um juiz iniquo neste mundo faz justiça a uma viuva insistente para não ser mais incomodado, quanto mais Deus fará justiça aos Seus filhos que clamam por Ele noite e dia, e hoje a Liturgia mostra que o faz não só por ser Pai, como também porque não é um juiz qualquer mas o "Justo Juiz" como afirma S. Paulo na Segunda Leitura. Mas o que significa dizer que Deus é O Justo Juiz? É a Primeira Leitura que nos responde: "O Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas. Ele não é parcial em prejuízo do pobre, mas escuta, sim, as súplicas dos oprimidos; jamais despreza a súplica do órfão, nem da viúva, quando desabafa suas mágoas." Ou seja, dizer que Deus é o justo juiz significa dizer que só Ele pode nos julgar corretamente por isso o erro do fariseu do Evangelho foi tomar a si mesmo por próprio juiz e ainda por cima se arrogar ao direito de julgar o irmão já que como fariseu ele conhecia muito bem a Palavra de Deus que diz: "O coração é o que há de mais enganador, e não há remédio. Quem poderá entendê-lo?" (Jr 17,8-9), conhecedor da Bíblia como era o fariseu sabia muito bem que a Palavra de Deus também diz: "O Homem vê as aparências, mas Deus Olha o Coração"  (1Sm 16,7); ou seja, somente Deus que vê todas as coisas como elas são é que tem condições de julgar corretamente por isso lemos versiculo 12 da  carta de S. Tiago: "Há um so legislador e um só juiz que pode aniquilar e salvar, portanto, quem és tu para julgar o teu irmão?" Ou seja, se O Único que poderia aniquilar o pecador não o fez ainda, mantendo-o sobre a face da terra, quem somos nós, pecadores como quaisquer outros, para emitir sentenças de absolvição ou condenação para o nosso próximo? Por isso a conclusão de Jesus na Parábola de hoje é que somente a oracao do humilde "atravessa as nuvens" como lemos na Primeira Leitura pois se a humildade é a verdade, como ensina S. Teresa, somente o humilde reza verdadeiramente pois estabelece um dialogo verdadeiro com Deus. Se observarmos bem somente quem rezou foi o publicano pois rezar é dialogar com Deus ao passo que o que o fariseu fez foi um monólogo onde nao pediu nada e nao agradeceu nada mas apenas louvou-se a si mesmo. 
Mais uma vez, como no domingo passado Lucas coloca desde o principio, não declaradamente mas implicitamente, o propósito desta parábola pois ao afirmar que fora destinada "a alguns que confiavam na própria justiça e desprezavam os outros" ja revela que o propósito desta parábola é nos ensinar que nao podemos confiar na nossa própria justiça e desprezar os outros pois "se dissermos que nao temos pecado somos mentirosos e a verdade nao esta em nos mas se confessarmos os nosssos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar", por isso "o publicano voltou para casa justificado e o fariseu nao" porque se a humildade é a verdade, só humilde reconhece que nao merece nada de Deus pois é um pecador, ou seja um traidor de Deus que só merece castigo e, confessando seus pecados mostra suas chagas para o Único que pode cura-las,  sem o que, Aquele que veio para os doentes e nao para os que se acham sãos como o fariseu. Mas quanta diferença entre este fariseu do Evangelho e o fariseu Paulo da Segunda Leitura!! Porque Paulo colaborou com a Graça que o alcançou na estrada de Damasco e, depois que se levantou da "queda do cavalo" ja era um novo homem que reconhecendo seus erros entra com outro objtetivo em Damasco, nao mais como perseguidor dos cristãos mas como o futuro maior evangelizador da história da Igreja!!!
Paulo, na Segunda Leitura reconhece que combateu o bom combate e que só lhe resta receber a coroa da justiça, mas, diferentemente do fariseu do evangelho, longe de se gloriar de suas obras reconhece: "O Senhor esteve a meu lado e me deu forças; ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações". Ou seja, diferentemente do fariseu do Evangelho Paulo nao atribui a si mesmo nenhum bem que fez, reconhece que foi Deus quem lhe deu forças e fez com que a Mensagem do Evangelho fosse anunciada a todas as nações. Ao passo que o fariseu do Evangelho, atribuindo-se a si mesmo o mérito de suas boas obras, com seu ego tão inflado, nao enxergou suas chagas do orgulho, da vaidade, da prepotência e do julgamento,  muito piores do que as do publicano, por isso nao saiu justificado.
Portanto, que nossa oração seja como a do publicano para que reconhecendo a verdade sobre nós e sobre Deus, possamos dar a Deus o que é de Deus e receber para nós aquilo de que tanto temos necessidade, isto é, o perdão, ja que o pecado é a única obra que conseguimos fazer sozinhos, sem a ajuda de Deus e, por isso mesmo é a única obra que podemos atribuir a nós pois "que há de superior em ti? Que é que possuis que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se o não tivesses recebido? ". (ICor.4,7ss) e somente Deus é bom e, protanto, a Fonte de todo bem. A Ele a glória, o poder e a honra, pelos séculos dos séculos. Amém!

HOMILIA DO 29 DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C

O BOM COMBATE DA ORAÇÃO 
 
POR PE. TARCISIO AVELINO,OMD
Após a cura dos dez leprosos que vimos no domingo passado os fariseus perguntam a Jesus quando viria o Reino de Deus. É neste contexto que Nosso Senhor conta a parábola do Evangelho de hoje mostrando que o importante não é perguntar quando se consumará o Reino que Ele veio inaugurar mas como aguardar essa consumação que se dará no dia do Seu regresso glorioso no juízo final. Esta é a lição que nos dá a Parábola da viúva e do juiz iniquo ensinando-nos que são duas atitudes básicas que devemos ter enquanto aguardamos Seu regresso.
Mas antes de falarmos destas atitudes é preciso que nos conscientizemos de que a vida do Cristão, desde a primeira vinda de Jesus até Sua Segunda vinda consiste numa batalha como vemos na primeira Leitura que, juntamente com o Evangelho nos mostram a primeira atitude com a qual devemos esperar o Senhor: em oração perseverante pois, como vemos na Primeira Leitura, enquanto Moisés tinha os braços erguidos Israel vencia a batalha contra os Amalecitas ao passo que, quando pela fadiga, deixava cair as mãos erguidas, símbolo da oração de súplica ardente, Israel perdia a batalha: conclusão essa batalha na qual estamos só se ganha pela oração perseverante pois a primeira leitura diz que ele clamou o dia inteiro desde a manhã ao entardecer. Essa mesma ideia é completada pelo Evangelho sendo que a na Primeira Leitura fala-se da oração de intercessão que é aquela que fazemos pelos outros, no caso, Moisés orava pela sua pátria que estava sendo invadida pelos inimigos, ao passo que no Evangelho temos a oração pessoal de súplica, que é aquela com a qual nos dirigimos a Deus em alguma necessidade pessoal, sendo que Jesus escolheu justamente uma viúva, símbolo dos mais desconsiderados e desamparados da sociedade para mostrar que temos que ser como ela, recorrer a Deus e a mais ninguém pois só Ele realmente é o nosso socorro seguro e fiel. Para nos mostrar isso Jesus lança mão do contraste entre aquilo que Deus e com aquilo que Ele não é para dizer que se até um juiz iniquo atende a súplica insistente de uma pobre viúva que não tem propina para lhe dar nem a quem recorrer para ajudá-la quanto mais o nosso Deus ao qual Jesus, nesta subida para Jerusalém que continua no Evangelho de hoje já tinha ensinado que na oração devemos chamar a Deus de Pai pois o é de fato por nos ter adotado em Seu Filho Jesus.
Se o Evangelho de hoje se insere no contexto do julgamento pelo qual teremos que passar no juízo final, não podemos nos esquecer que além do juízo final há o juízo particular para aqueles que morrerão antes de Jesus voltar diante do qual, São Paulo, no fim da vida nos confirma que realmente nossa vida consiste num combate e nos mostra como poderemos ter paz ao ver se aproximar a nossa morte. Vejamos o que Ele diz: "combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé, agora, só me resta receber a coroa que O Senhor Justo Juiz me dará naquele dia" (II Tm.4) Essa é a batalha na qual nos encontramos que se divide em dois setores: a batalha interna que consiste na luta do homem velho contra o homem novo renascido pela graça recebida no batismo, a tal ponto que o mesmo  São Paulo se espanta e diz: "Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita. (Rm8,18-20) Essa é a batalha interna que experimentamos que São Paulo combateu virilmente a tal ponto que no fim de sua vida teve a consciência tranquila a ponto de exclamar o que dizemos acima, mas há também  a batalha externa, aquela na qual pensamos lutar contra os homens e no entanto Lemos em Efesios capitulo 6 versículos 10 e seguintes Lemos: "Não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar mas contra os principados e potestades" que estão ao nosso redor usando os desprevenidos para nos tentar.
Ambas as batalhas só se vencem pela oração é o que nos ensinam as leituras de hoje pois é na oração que recebemos as graças, dons e virtudes necessárias para substituir os vícios nas batalhas internas e para vencer as tentações e tribulações nas batalhas externas. As batalhas internas são contra as fraquezas de nosso caráter e as externas são sempre de autoria de Satanás e seus demônios como vimos em Efesios capitulo 6 acima. Não era contra a pessoa que estava lhe injustiçado e contra o juiz iniquo que a viúva estava se debatendo mas contra "o demônio que anda sempre ao nosso redor como leão que ruge procurando a quem devorar"(IPd1,5).
Sentindo aproximar a sua morte S. Paulo avalia a sua vida como tendo sido um "bom combate" pois foi toda gasta com a missa que Cristo deixou para todos os seus discípulos nesta terra como Lemos neste mesmo evangelho de Lucas que estamos estudando este ano, no capítulo dez: "Ide pelo mundo inteiro e a todos pregai o Evangelho" e esta é a segunda atitude com a qual devemos esperar o Senhor como Lemos na Segunda Leitura: "Diante  de Deus e de Cristo Jesus, que há de vir a julgar os vivos e os mortos, e em virtude da sua manifestação gloriosa e do seu Reino, eu te peço com insistência: proclam a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina". Aqui está o conselho com o qual encerramos esse nosso texto pois estamos no mês missionário e no mês do Rosário, uma associação nada casual mas oportunissima pois as leituras da missa de hoje nos mostram que a conquista de almas para Cristo é um combate que não se vence a não ser pela oração pois nesta conquista que consiste literalmente em arranca-las das garras do Maligno mais do que a pregacao vale o testemunho pois se as palavras convencem os testemunhos arrastam, ou seja, embora a Palavra de Deus seja "viva e eficaz" por si mesma quanto mais tivermos deixado ela agir em nossa vida na oração pessoal maiores serão os frutos que colheremos em nossa semeadura. 
Outubro mês das missões e do Rosário, a oração mais excelente depois dos sacramentos e do Pai Nosso, não  por ser composto da saudação Angélica que é de autoria do próprio Deus como o Pai Nosso, como também porque nesta oração contemplamos a vida de Jesus, escopo de toda a Bíblia é programa de vida de todo discípulo daquele que nos enviou a fazer discípulos dEle em todas as nações, além disso, nesta oração invocamos Aquela a qual Deus investiu da missão de esmagar a cabeça daquele com o qual devemos combater para resgatar a todos para Cristo. 

HOMILIA DO 28 DOMINGO DO TEMPO COMUM-C: "TUA FÉ TE SALVOU"

Por: PE. Tarcisio Avelino, OMD 

No domingo passado os discípulos pediram a Jesus que lhes aumentasse a fé e Jesus responde compráramos a fé a um grão de mostarda para mostrar que assim como o grão de mostarda para aumentar precisa ser semeado e cultivado, assim também se quisermos aumentar a nossa fé precisamos agir. No Evangelho de hoje Jesus prossegue seu caminho para Jerusalém tomando um caminho mais longo e perigoso para, com o fato dos dez leprosos exemplificar o que significa cultivar nossa fé. 
Chama a atenção, desde o começo, a obediência dos leprosos que, mesmo no afã de serem ouvidos e atendidos por Jesus dele não se aproximam em obediência à lei de sua religião que prescrevia que os leprosos deveriam sempre gritar que eram impuros para impedir que uma pessoa sadia se contagiasse e ficasse impura ao contato com eles. Mais curioso ainda é o modo como Jesus escolheu para cura-los, deixando-os com sua enfermidade e manando que fossem se mostrar aos sacerdotes no que, mais uma vez mostram que não estão doentes como castigo por desobediência à Lei de Deus como se acreditava, pois, contra toda razão, obedecem imediatamente, sem ao menos questionar a Jesus com o fato de que seriam, mais uma vez escurracados pelos sacerdotes ao se aproximarem deles no estado em que se encontravam. 
"E aconteceu que enquanto caminhavam ficaram curados". Ó maravilha da obediência quando estamos para contemplar o maior ato de obediência jamais visto que está para se consumar na cruz por pelo Novo Adão que ao contrário do primeiro "se fez obediente até a morte e morte de cruz". 
"Porque, assim como pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um muitos serão justificados"(Rm15,19). A Bíblia ensina que é pela fé que nos somos salvos mas ensina também que a fé sem obras é morta. De fato, se não semearmos o grão de mostarda  ele acaba se estragando ou fica só um grão mas se o semearmos torna-se a maior das hortaliças que produzirá dezenas de outros grãos. Eis o modo para aumentarmos nossa fé, semeando e cultivando-a como esses dez leprosos que, pela sua fé obedeceram à Lei e no ato mesmo de obedecer ficaram curados e, no entanto, só um teve sua fé aumentada, o que sendo estrangeiro não presumia de méritos perante de Deus por isso o Evangelho faz questão de frisar "e este era um samaritano" para realçar duas coisas: 1.  Lemos na primeira leitura o caso da cura do leproso Naaman, o Sírio que mais tarde seria citado por Jesus em sua primeira pregacao na sinagoga de Nazaré para mostrar que a salvação é destinada a todos pois foi o único leproso curado por Eliseu em detrimento de todos os leprosos Israelitas. 2. A segunda lição que aprendemos é que, ao contrário do que os Israelitas imaginavam, a salvação não é mérito adquirido por nossas obras ou obediência, mas é graça de um Deus que é amor e misericórdia que não quer a morte do pecador mas que se converta e viva como Lemos em Efesios capitulo 2 versiculo 8: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." No entanto a mesma Palavra de Deus ensina que "a fé sem obras é morta". (Tg.2,14) mostrando que se somos salvos pela fé isso não nos exime de viver conforme nossa fé indica como por exemplo no Evangelho de São Mateus capítulo 25 onde Lemos que no juízo final seremos julgamos pelo bem que tivermos ou não praticado.
Assim a cura foi a mesma para os dez leprosos mas somente um passou da cura a salvação. A cura é só para o corpo e a salvação é para o homem todo. 
Assim a liturgia de hoje nos ensina que a salvação é universal pois "a Palavra de Deus não se pode algemar" como Lemos na Segunda Leitura na qual vemos Paulo acrescentar mais um dado importante neste progresso da fé a que somos exortados hoje, que a fé a ponto de transportar montanhas vai desde a fé que tiveram esses leprosos de que obedecendo se curariam no caminho quanto à capacidade de suportar todo sofrimento para que um maior número de pessoas experimentem a alegria de se saber justificado pela misericórdia de Deus: "Por isso suporto qualquer coisa pelos eleitos, para que eles também alcancem a salvação, que está em Cristo Jesus, com a glória eterna." É a isto que hoje Jesus nos envia no mesmo envio que faz a este ex leproso samaritano: "levanta-te e vai. A tua fé te salvou". "Levanta-te" quer dizer, toma consciência de tua dignidade de filho de Deus e vai anunciar a todos a salvação que vim trazer. Amém.  

HOMILIA DO 27 DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C: SE TIVERDES FÉ!

POR: PE. TARCISIO AVELINO, OMD 

Como temos estudado neste ano o Evangelho de S. Lucas que concebe a vida de Jesus como uma grande caminhada rumo a Jerusalém, onde consumará sua missão neste mundo, a Liturgia de hoje nos traz o tema da fé necessária para não nos escandalizarmos da Cruz, modo que Deus escolheu para que o Messias Prometido nos libertasse da raiz de toda escravidão que é o pecado. 
Quantos de nós nunca sentiu sua fé ameaçada ao se confrontar com experiências chocantes de violência com nossos queridos como o Profeta Habacuc na Primeira Leitura? Ele viveu no  interpela Deus, convoca-o para intervir no mundo e para pôr fim à violência, à injustiça, ao pecado… Deus, em resposta, confirma a sua intenção de actuar no mundo, no sentido de destruir a morte e a opressão; mas dá a entender que só o fará quando for o momento oportuno, de acordo com o seu projecto; ao homem, resta confiar e esperar pacientemente o “tempo de Deus”. Não se sabe quase nada sobre esse profeta mas menção dos “caldeus” (Hab 1,6) parece situar a proclamação de Habacuc na época em que os babilónios, depois de desmembrarem o império assírio, procuravam impor o seu domínio aos povos de Canaan. Estaríamos, pois, nos finais do séc. VII a.C.… O rei de Judá é, nesta altura, Joaquim (609-598 a.C.). Trata-se de um rei fraco, incompetente, que explora o povo, que deixa aumentar as injustiças e cavar um fosso cada vez maior entre ricos e pobres; além disso, o rei desenvolve uma política aventureirista de alianças com as super-potências da época… Apesar das simpatias pró-egípcias de Joaquim, Judá sente já o peso do imperialismo babilónio e vê-se obrigado a pagar um pesado tributo a Nabucodonosor. Prepara-se a queda de Jerusalém nas mãos dos babilónios, a morte de Joaquim, a deportação do seu filho e sucessor Joaquin (que reinou apenas três meses – cf. 2 Re 24,8) e a partida para o exílio de uma parte significativa da classe dirigente de Judá (primeira deportação: 597 a.C.). Portanto o profeta terá que esperar mais de quinhentos anos para ver respondida sua oração quando, Deus enviaria Seu Filho para que todo aquele que nele cresse tivesse a vida eterna onde não haverá mais injutiças. 
No Evangelho de hoje, tendo terminado  a parábola do rico e do pobre Lázaro Jesus ensinou as duas ultimas exigências  para os que O querem seguir, a de perdoar sempre, o que chocou tanto os discípulos que estes pedem a Jesus que lhes aumente a fé. Jesus aproveita essa ocasião para contar a parábola do servo inútil ensinando-nos que a última exigência para segui-lO é a fé,  exigência esta, que engloba e resume todas as que Jesus mensionou anteriormente.
Para mostrar que por pequena que pareça ser a fé que temos, ela já é suficiente até para transportar montanhas compara a fé que precisamos para segui-lo com um grão de mostarda, sugerindo que não é Deus que tem a incumbência de aumentar a nossa fé mas nós mesmos pois, assim como o grão de mostarda e a menor das sementes mas que, semeada torna-se a maior das hortaliças conhecidas de então, mostra para com a nossa fé se aplica a mesma lei da semeadura e da colheita, quem tem o trabalho de plantar e cultivar vai colher certamente pois a semente da fé é de excelente qualidade já que é um dom de Deus. Neste sentido, a segunda leitura nos apresenta o modo como podemos ver aumentar a nossa fé pois o autor escreve para o bispo Timóteo numa época em que as heresias haviam se infiltrado de tal forma nas comunidades cristãs que fazia-se necessário não só o bispo reavivar o ministério que recebera pela imposicao de suas mãos como também o de proteger a fé dos fiéis fazendo um compendio das verdades recebidas dos apóstolos que deveria ser sempre ensinado. Assim existem muitos meios de progredirmos na fé além deste destacado na segunda leitura que é o de recorrer sempre às Escrituras onde se encontra o conteúdo de nossa fé, o de protegê-la de tudo o que a põe em risco, como as heresias que hoje são veiculadas por tantas e tantas seitas, músicas, livros e programas de tv e sites da internet. 
Ao pedido a Jesus que lhes aumente a fé Jesus ensina que o dom da fé que recebemos de Deus no dia do nosso batismo já é suficiente para coisas que impressionariam o mundo e a nós próprios mas se a quisermos ver aumentada precisamos protege la e cultiva-la pela assídua leitura e estudo da Palavra de Deus, pela oração onde através da intimidade com Deus nossa amizade com Ele vai aumentando nossa confiança na Sua Santíssima Vontade e finalmente, podemos aumentar nossa fé quando, no exercício de nossa missão não exigirmos direitos de Deus pois não há nada de bom em nós que dEle não tenhamos recebido pelo que Ele resiste aos soberbos mas da sua graça aos humildes, ou seja, àqueles que, mesmo sendo servos fiéis que fazem sempre tudo o que teem que fazer nunca presumem direitos nenhum perante Deus e se reconhecem servos inúteis já que Deus se basta a si mesmo e não precisa de nossos serviços, mas nós dá a graça de servi-lo para nos conceder o privilégio de nós assemelharmos mais e mais a Ele que sendo O Próprio amor se fez servo de todos. Amém. 












HOMILIA DO 26 DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C - A ETERNIDADE SE DECIDE AQUI

POR: PE. TARCISIO AVELINO, OMD
Como no Domingo passado Jesus contou uma Parábola para advertir-nos sobre o fato de que, neste mundo somos apenas administradores dos bens que temos a nossa disposição, a Liturgia deste 26 domingo do tempo comum nos traz outra parábola que nos exemplifica como será o destino eterno dos que administram mal suas riquezas.
Na Primeira leitura fica claro que no tempo do Profeta Amós os que residiam nas partes ricas do país não se importavam com os que padeciam a miséria nas partes pobres e anuncia o exílio como castigo, imagem do eterno exílio onde viverão todos aqueles que vivem neste mundo despreocupados das necessidades do seu próximo como o rico epulao da parábola que hoje Cristo nos propõe que, de tão escravo do pecado da gula, se tornou insensível às necessidades do pobre Lázaro que tentava se alimentar das migalhas que caiam de sua mesa.
Depois que Jesus tinha terminado de contar a parábola do administrador desonesto, como vimos no domingo passado, Lucas afirma que os fariseus, amigos do dinheiro que consideravam sua riqueza como sinal da benção de Deus, ao passo que desprezavam os pobres por considera los amaldiçoados por Deus, zombavam de Jesus então Jesus, para chama los a realidade conta-lhes está parábola que vem muito a propósito neste mês da Bíblia para nos chamar a responsabilidade que temos de conhecer A Verdade sem nos deixar modelar por ela, como os fariseus. Isto vemos nesta Parábola quando o o rico depois de sua morte, atormentado pelas chamas roga ao Pai Abraao pedindo que mande Lázaro Lázaro ir advertir seus parentes para que não fossem parar naquele lugar de tormentos ao que Jesus lhe responde que se eles não escutam Moisés e Elias, que era um dos termos usados para se referir as Sagradas Escrituras, na época não adiantava nem os mortos ressuscitarem para se comunicar com eles que não se converteriam. Essa resposta de Jesus, com certeza, foi direto na consciência dos fariseus que apesar de conhecer a Palavra de Deus estavam vivendo como o rico desta parábola proposta por Jesus, sem se preocupar com as necessidades dos pobres. 
Como já sabemos que tudo na Bíblia deve ser lido em relação a todo o seu conteúdo, esta parábola não pode ser lida isoladamente para que compreendamos que se o pobre Lázaro foi para o Céu não foi somente pelo fato ter sido pobre mas, com certeza, pelo modo como viveu sua pobreza pois a Palavra de Deus ordena que nos contentemos com o que temos (13,1-6) e ordena que não murmuremos (ICor.10,1-13). Ou seja, não é a pobreza que garante a salvação mas o modo como a vivemos do contrário Jesus não teria dito bem aventurados os pobres em espírito mas simplesmente os pobres porque os pobres em espírito são aqueles que, sendo ricos ou pobres não se apegam a nada neste mundo nem se deixam escravizar pela ganância. Contudo Cristo também afirmou que dificilmente um rico entrará no Reino de Deus afirmando duas coisas, primeiro, que não é impossível um rico se salvar  portanto não podemos afirmar que o rico da parábola hoje proposta tenha se condenado somente por ter sido rico como afirmam os teólogos comunistas que se dizem catolicos e podemos concluir também que não foi somente por ter sido pobre que Lázaro se salvou mas com certeza, pelo fato de ter aceitado resignadamente sua Pobreza, sem ódio aos ricos como propõe os ditos teólogos da libertação, com certeza também Lázaro se salvou porque não  questionou Deus que apesar do fato de nenhuma folha cair de uma árvore sem que Ele não queira, sabe o que é melhor para nossa salvação e se permite uns nascerem na abundância e outros na miséria é porque pobreza ou riqueza não são benção nem maldição mas são dons de Deus que devemos saber administrar para que sejamos salvos já que se formos analisar na perspectiva evangélica o rico terá muito mais dificuldade em se salvar por causa das muitas ocasiões de tentação que terá que enfrentar, então o pobre é muito mais agraciado por Deus do que os ricos pois tem mais ocasiões de mortificar a vontade egoista que domina o homem depois do pecado original. 
Assim, essa parábola proposta por Jesus exemplifica perfeitamente o que é que Jesus queria dizer no domingo passado para usarmos nossos bens para fazer amigos neste mundo que nos receberão no Céu pois no Céu não há ingratidão e se o rico da parábola tivesse ajudado o pobre Lázaro com certeza O Pai Abrãao teria permitido não somente que Lázaro lhe refrescasse a língua mas também Lázaro teria o que alegar para interceder pela sua salvação antes que ele caísse no lugar de tormentos eternos.

















I formum saleteano


HOMILIA DO 25 DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C: ADMINISTRADORES DE DEUS

POR: PE. TARCISIO AVELINO, OMD
Em relação à nossa salvação os bens mateiriais representam um perigo tão grande que nos seus últimos ensinamentos na subida para Jerusalém, essa é a segunda vez que Jesus trata deste tema ensinando-nós hoje que ninguém é dono de nada que possui neste mundo. Tudo, pobreza ou fartura, beleza ou feiura é dom de Deus dos quais somos apenas administradores. É neste sentido que Jesus conta hoje a parábola do administrador infiel a qual, para entedendermos bem é preciso saber que no tempo de Jesus os administradores eram escravos apenas dotados para essa função, portanto não tinham direito a salário por isso Nosso Senhor na Parábola de hoje não está elogiando a desonestidade deste administrador e sim sua esperteza em abrir mão de sua comissão para fazer amigos que lhe valerão no momento da adversidade. 
Assim são 5 as atitudes que a liturgia de hoje nos propõe em relação aos bens deste mundo sendo que três são tiradas desta parábola: 1. Os filhos da luz devem ser, na administração de seus bens, tanto quanto ou mais espertos que os filhos deste mundo pois os filhos deste mundo visam somente o bem estar neste mundo ao passo que os filhos da Luz são assim chamados porque são filhos dAquele que se intitulou A Luz do Mundo justamente por ser A Sabedoria encarnada e a fonte de todo conhecimento e visão uma recompensa eterna e não apenas o bem estar passageiro deste mundo que termina com a morte. 2. A segunda atitude proposta por Cristo  com a parábola de hoje está contida neste ensinamento: "Fazei amigos com o dinheiro injusto a fim de que no dia em que faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos". Nosso Senhor exorta-nós a ter a mesma esperteza que os filhos deste mundo teem em administrar os bens terrenos já que os bens que somos chamados a administrar são eternos, são os únicos bens que poderemos levar deste mundo, que são as boas obras que podemos fazer em favor dos necessitados pois se eles forem para o Céu antes de nós tornar-se-ão nossos intercessores junto à Deus pois no Céu não há ingratidão, já que esta atitude não combina com a condição necessária para lá entrar que é a santidade. 3. terceira atitude proposta por Jesus: "quem é fiel nas pequeninas coisas também o será nas grandes e quem é fiel no pouco também o será no muito". Aqui Nosso Senhor nos convida a não nos convida a ser honestos em tudo porque se relaxarmos naquilo que nos parecer mínimo abriremos precedente para coisas mais graves já que qualquer desonestidade por mínima que possa parecer ser é um pecado venial e que a Bíblia diz que "um abismo atrai outro abismo" para dizer que para cairmos num pecado mortal basta consentirmos num pecado venial que satanás sempre usará como brecha para entrar em nosso coração e nos seduzir com tentações em matérias mais graves. 4. A quarta atitude dos cristãos em relação aos bens deste mundo nos é proposta na Primeira Leitura onde o profeta Amós repreende os ricos que ficam torcendo para passar logo o sábado que pensavam guardar em obediência e honra a Deus maquinando como fazer para traspassar os pobres no dia seguinte. O profeta adverte que Deus jamais esquece as injustiças que se faz aos pobres, porque, como Cristo diz: tudo o que fazemos ao menor dos nossos irmãos é a Ele que o fazemos. O culto que agrada a Deus é a justiça que dá a Deus o que é de Deus e a cada um o que lhe é devido. Se somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai devemos nos tratar uns aos outros com o respeito e a honestidade que todos merecem. 5. A quinta lição nós é apresentada pela Segunda Leitura onde O Apóstolo nos exorta a rezar por todos principalmente para os que nos governam dos quais depende o bem-estar da nação inteira. No contexto do Evangelho podemos interpretar que o perigo da corrupção ao qual as riquezas nos expõe e tão grande e forte precisamos rezar uns pelos outros para que a idolatria do dinheiro não nos desvie dos bens eternos, especialmente os governantes que lidam com muito dinheiro, que são um bem público. Como diz o ditado: "a ocasião faz o ladrao"e sabemos que ninguém mais dos que os políticos são expostos às tentações que o dinheiro apresenta.
Sendo assim Cristo conclui o Evangelho de hoje duas perguntas e com um princípio geral: primeira pergunta: "portanto, se não fostes fiéis quanto ao dinheiro iníquo quem vos confiará o verdadeiro bem? Ou seja só vai ganhar o verdadeiro bem que é o Céu quem tiver administrado bem o dinheiro que quase sempre é  sempre iníquo por ser manchado de injustiças, já que nada é nosso, são dons dados por Deus para o bem de todos. A segunda pergunta: "se não fostes fiéis em relação ao dinheiro alheio, quem vos dará o que é vosso". O dinheiro que temos, por mais que tenhamos ganho honestamente não nos pertence, nos foi dado para fazer o bem para os outros a começar em nossa família, o que quer dizer que quem for egoista pensando só em si, não recebera a única coisa que nos cabe por direito, a salvação eterna comprada pelo Sangue de Cristo, pois só suportará a luz dAquele que é Justo quem tiver sido justo neste mundo. 
Finalmente a conclusão geral de Jesus que é um princípio geral, que vale para todas as circuntancias é este: "ninguém pode servir a Deus ao dinheiro" pois só se serve a um Senhor já que Senhor significa aquele que tem direito a dedicação exclusiva e total de seus servos sendo que o Único e verdadeiro Senhor é o Nosso Criador que ainda por cima nos resgatou da escravidão na qual nós havíamos metido por culpa própria, só a Ele então vale a pena servir neste mundo e no outro.


























HOMILIA DO 22 DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C

A HUMILDADE E A GRATUIDADE, ROUPA DO BANQUETE CELESTIAL

POR PE. TARCISIO AVELINO, OMD 

A Liturgia de hoje, continua a nós ministrar os ensinamentos de Jesus antes de dar Sua vida na Cruz onde por amor de cada um de nós ocupará o último de todos os lugares, morrendo a morte destinada aos piores criminosos para pagar o preço o salário de nosso pecado.
A Bíblia revela que fomos criados por Deus mas desde o princípio o homem usou de sua liberdade para se excluir do convívio íntimo com Deus que desfrutava no Paraíso. Desde então Deus não cessou de enviar convites de reconciliação convidando a humanidade a participar do banquete que O Pai preparou para todos os Seus filhos Pródigos e é neste sentido que Nosso Senhor, no Evangelho de hoje, aproveita-se do banquete no qual se encontrava para nos ensinar as vestes necessárias para entrar neste banquete, fornecendo, ao mesmo tempo, uma chave de leitura para o que em breve está para realizar na cruz, da qual se escandalizam todos os que não entendem a lógica da mensagem desta parábola do banquete nupcial. 
A Primeira Leitura do Livro do Eclesiástico traz a exortação de um pai a Seu filho, ensinando que quanto maior ele fosse um dia pela projeção que pudesse vir a ter perante a sociedade, mais humilde ele deveria ser, por dois motivos, primeiro pela experiência comprovado de que o soberbo pode levar vantagem neste mundo mas não goza da amizade de ninguém já que sua prepotência o leva a desprezar os outros ao passo que o humilde, tem mais amigo do que os ricos que usam de suas riquezas para fazer o bem. É essa leitura se encerra com o segundo argumento a favor da humildade, dizendo que Maior que Deus não há, no entanto Ele se compraz em ser servido pelos humildes. De fato, se Deus é a fonte de todas as virtudes, Ele é a fonte de toda humildade o que se comprova pelo fato de, mesmo sendo O Senhor de todos não se cansa de nos servir em todos os sentidos, para nos criando o planeta e todo o universo com suas leis inteiramente programadas para o bem do homem e, como se não bastasse, quando o homem elevou ao infinito, pelo pecado, a distância que o separava de Deus, Deus se rebaixou três vezes para nos alcançar no abismo de nossa miséria, primeiro, vindo a nós como uma criancinha, os mais desprezados na cultura de Jesus, segundo, se dando a nós na Eucaristia pela ficou se rebaixou a condição de alimento e ficou conosco mudo e imóvel, prisioneiro do nosso amor até o fim dos tempos e, finalmente, na cruz do calvário, onde aceitou ser vítima da maldade humana até as últimas consequências, para nos revelar a hediondidade do homem sem Deus e até onde vai o amor gratuito de Deus por cada um de nós. É esta humildade de Deus revelada em Jesus Cristo que a Segunda Leitura invoca para nos alertar para a imensa responsabilidade diante da Nova Aliança que Deus, em Jesus Cristo selou conosco, na singeleza do modo como se encarnou para nos alcançar, totalmente diferente do modo como selou a Primeira Aliança no Sinai, com manifestações tão terríveis de Sua Santidade, Majestade e Poder que o povo e até Moisés suplicaram não mais se manifestasse. Isto é uma advertência para nos lembrar que não é porque Deus tenha ocultado, em Jesus Cristo, para não nos intimidar de aceitar seu convite, que nós podemos protelar a aceitação de Seu chamado pois assim como o povo judeu desprezou o convite e Deus mandou seu servo Jesus sair pelas encruzilhadas chamar os mendigos, cegos, coxos e aleijados, símbolo de como os judeus consideravam os pagãos, nós uma vez convidados podemos ser rejeitados por Deus se desprezarmos esse convite como fizeram os judeus.
Nós estamos vivendo no tempo da Graça, ainda há lugar no banquete e Deus ainda está convidando para as núpcias que terão lugar no fim do mundo quando Ele mesmo quer saciar todos os anseios de nosso coração como um noivo que desposa sua bem amada.
As desculpas descabidas que os primeiros convidados apresentaram para não comparecer ao banquete, na parábola de Jesus, representa o tremendo desprezo a Deus quando assim agimos, já que na cultura de Jesus, rejeitar um convite significava total desconsideração do convidado para com o anfitrião tanto que a fúria daquele que convidou se justifica em ter respeitado o costume que havia, já que não se tinha muito atenção com os horários, de enviar um servo para relembrar ao convidado o compromisso assumido uma vez que a festa era planejada de acordo com os convites aceitos. A ira do anfitrião da parábola se explica pelo fato do tempo e dinheiro desperdiçados num banquete para o qual os convidados já haviam aceitado o convite, comprometendo se em comparecer. 
O fato de que o anfitrião diga que não quer que fique nenhum lugar vago a mesa significa o quanto Ele ama a cada um de nós e nos espera para se dar a nós por toda a eternidade no Céu pois as iguarias do banquete será Ele mesmo.


























HOMILIA DO 24 DOMINGO DO TEMPO COMUM-C: O AMOR DE DEUS

    
POR: PE. TARCISIO AVELINO, OMD 
Na Liturgia de hoje Jesus continua sua catequese enquanto sobe a Jerusalém onde está para dar a maior prova do amor de Deus pela humanidade jamais vista até então, por isso se aproveita do escnadalo dos fariseus por Seu relacionamento com os pecadores para contar as três Parábolas da Misericórdia de Deus por meio das quais tem o objetivo de nos oferecer as características do amor de Deus por cada um de nós.
Neste sentido todas as parábolas tem algo em comum que é a importância de cada pessoa para Deus a ponto de que Ele seja representado pelo pastor que, ilogicamente, deixa as noventa e nove ovelhas no deserto para ir atrás de uma só que se perde,  arriscando sua vida para salvá-la, e Deus está para fazer isso pois Cristo é o Bom Pastor que veio arrancar cada um de nós das garras de um lobo tão feroz que deixa suas marcas profundas no corpo de Cristo na cruz. Jesus também compara Deus a uma mulher que vasculha a casa inteira para procurar uma só moeda que se perde, mostrando a solicitude de Deus em procurar por cada filho seu que se perde. E finalmente na Parbola do Filho Pródigo Cristo ressalta principalmente a festa do reencontro do filho que também aparece nas outras duas parábolas para ressaltar a alegria imensa de Deus quando um só pecador se converte.  Mas para que não corramos o risco de interpretar erroneamente essas Parábolas achando, por exemplo, que Deus não seja justo aceitando simplesmente o arrependimento do filho mais novo que, será novamente feito herdeiro em detrimento da herança que deveria ser do filho mais velho, é preciso entender que a misericórdia de Deus não exclui Sua justiça, não é possível que o amor seja injusto pois Deus ama a cada pessoa como se fosse filho único por isso não pode simplesmente perdoar nossas faltas sem exigir justiça aos nossos semelhantes que sempre são prejudicados com nossos pecados porque se Deus ama o que peca e o perdoa, também ama o que foi lesado pelos nossos pecados e deseja lhe fazer justiça. Então como foi possível que o pai da Parábola tenha simplesmente perdoado as terríveis consequências do pecado do filho mais novo é simplesmente o tenha acolhido no banquete que simboliza a Vida Eterna??? E aqui que entra a Primeira Leitura onde vemos a justiça de Deus em ação querendo castigar um povo que, mesmo depois de experimentar Sua intervenção no sentido de liberta-lo da escravidão, o traiu exatamente no momento em que estava selando com ele uma Aliança de amor. No entanto a Primeira Leitura nos ensina que quando Deus intervém com os castigos merecidos por nossos pecados que despreza Seu Amor e Sua justiça e por dois motivos, o primeiro é para acordar  as consciências adormecidas no pecado, pelo temor de Deus que provoca o arrependimento que atrai Sua Misericórdia, e, ao mesmo tempo, para despertar a compaixão dos pecadores mais adiantados na perfeição, como Moisés, para os assemelhar mais a Si pelo despertamento da misericórdia que move à intercessão que obtém a salvação para nossos semelhantes e, ao mesmo tempo nos faz uma luz para que outros desejem imitar a misericórdia do Pai. É também neste sentido que na primeira Parábola a da Ovelha Perdida aprendamos que não tem pecado que o Pai não perdoe, bastando somente que nos arrependamos e nos convertamos, como o filho pródigo o fez, deixando-se condenar pela sua consciência e empreendendo do humilhante caminho de retorno. E que O Pai deu Seu Filho, O Bom Pastor para vir atrás de cada um de nós dando sua vida para nos resgatar das garras do Lobo. A justiça que Deus deveria fazer em cada um de nós Ele a fez em Seu Filho que veio pagar nossos pecados. Estamos todos perdoados, desde que aceitemos a Redenção operada pelo Sangue de Cristo e assumamos O Senhorio que Ele já tinha sobre cada um por ser nosso Criador, muito mais agora que se tornou nosso redentor.
A segunda Leitura é um exemplo vivo do filho mais velho que, na parábola representa os fariseus que questionavam a misericórdia de Jesus pois Paulo era um fariseus que perseguia de morte os cristãos mas reconhece que o fato de Deus ter vindo ao Seu encontro na etrada de Damasco foi a pura misericórdia de Deus que queria fazer dele um exemplo do que Deus pode fazer com aqueles que, reconhecendo seus erros pede perdão.


















Homilia 23 Domingo do Tempo comum ano C: LIVRES E FIEIES EM CRISTO

Na Liturgia de domingo passado aprendemos que todos são convidados para o Banquete do Reino inclusive os pobres, cegos, aleijados e estropiados, o que jamais poderia ser imaginado no contexto do tempo de Jesus, no domingo de hoje a Liturgia nos diz o porque todos os excluídos são convidados e nos ensina também as condições para que neste banquete sejam admitidos a todos independentemente de sua condição neste mundo e Jesus coloca tres condições: a primeira é que a nada anteponhamos a Cristo que podemos resumir na palavra renúncia, renúncia a tudo o que antes de conhecermos a Cristo estava em primeiro lugar em nossas vidas para colocá-lO em primeiro lugar. Como este não é um caminho fácil Nosso Senhor nos coloca a segunda exigência, a da prudência  contando duas parábolas: a do homem que inicia, sem planejamento a construção de uma casa e não a podendo terminar, sofre a chacota de seus amigos e a parábola do general que sai para o combate sem antes examinar se o número de seus homens é suficiente para enfrentar o efetivo que vem contra ele, sendo terrivelmente derrotado ao constatar que o número de inimigos e muito superior ao seu efetivo. Com ecoloca então, a segunda condição ou exigência para se ser admitido no banquete do Reino: a prudência, isso porque o imprudente pode, no entusiasmo do primeiro momento de contato com Cristo, fascinado pela Sua proposta absolutamente inclusiva, fazer promessas que não dará conta de cumprir, como a que se requer no momento da adesão à Cristo, quando no Batismo fazemos as renúncias. Sem a prudência, corremos o risco de dois graves perigos o primeiro é o de pedirmos o batismo e nos dizermos cristãos e não estarmos ainda em condições de fazer todas as renúncias exigidas, e, com nosso comportamento, escandalizarmos não só os irmãos na fé, com nossas incoerências, como também os do mundo que, pensando que nossa conduta é a normal de todo cristão, por nossa causa, venha a se excluir do convite à conversão. 
As duas parábolas propostas por Jesus não foram escolhidas ao acaso mas são as que servem melhor para nos dar uma ideia do que siginifica ser seu discípulo para entrar no banquete de Seu Reino. Já que o discipulado de Cristo realmente como a construção de uma casa
Tendo esplanado sobre a segunda condição, detenhamo-nos agora, antes de passarmos à terceira, a examinar mais detidamente na primeira condição pois esta renúncia, Cristo a específica em três categorias: 1. Renúncia aos parentes, trata-se de um problema que os cristãos estavam enfrentando no tempo em que Lucas escreveu este evangelho e que, décadas antes Jesus já havia profetizado aconteceria com os cristãos de todos os tempos, a perseguição dos familiares não convertidos aos membros de sua família que se tornavam cristãos como o próprio Cristo disse em outra passagem: "vim trazer a divisão pois de agora em diante numa mesma família ficarão divididos a sogra contra a nora e a nora contra a sogra o pai contra o filho e o filho contra o pai ...." Embora esta condição não se refira somente as perseguições dos familiares, mas também a escolha que muitos cristãos teriam que fazer devido à sua vocação de deixar a família para abraçar a vida sacerdotal, monástica ou missionária, o que é certo é que Cristo está nos ensinando que nada devemos antepor a Ele, nem mesmo as pessoas que mais amamos que são nossos familiares! Nem mesmo pai, esposa ou filhos! Trata se da consequencia pratica do mandamento de amar a Deus sobre todas as coisas; 2. A segunda renúncia é a própria vida pois seguir a Cristo significa imita lo em tudo, em seu modo de viver que foi se consumindo para nos dar a vida eterna, dando a vida na cruz pela nossa salvação, esta deve ser a atitude do discípulo pois quem ficar apegado na sua vida egoisticamente não suportará viver no Amor eternamente pois é pela doação que nos tornamos semelhantes Àquele com o qual queremos viver para sempre; 3. A terceira renúncia é a renúncia aos bens já que se não tivermos uma atitude constante de desapego a eles eles nos escravizarão a tal ponto que se tornará para nos como um Deus e Cristo deixou bem claro que não se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo pois ter um senhor significa que ele tem direitos absoluto sobre nós, o que significa ser dele servo exclusivo.
Tendo discorrido sobre as duas primeiras exigências para se entrar no banquete do reino, passemos agora a terceira: o abraçar a própria Cruz para seguir a Jesus, o que significa aceitar com amor todas as dificuldades próprias vocação que cada um de nós recebeu, cada um no seu Estado de vida. Não podemos seguir a Cristo reclamando das contradições próprias de nossa vocação. Ninguém é obrigado a fazer voto a Deus mas se fizer que os cumpra porque de Deus não se zomba, diz o eclesiástico, ora, sabemos que o Batismo e um voto de ser discípulo de Cristo e filho de Deus, então, se fomos livres para pedir o Batismo, que sejamos coerente com as implicações deste nosso voto feito a Deus, que sendo Senhor de todos se fez nosso escravo pelo que, na segunda leitura São Paulo pede a Filemon que abra mão de seu escravo fugitivo e o deixe ser livre já que ele era escravo de seus pecados pelos quais merecia um castigo eterno do qual Cristo nos livrou pagando nossas dívidas. Em Cristo não há escravos ou livres e sim irmãos filhos de um mesmo Pai, se o escravo era considerado uma ferramenta de trabalho, Paulo pede que Filemon renuncie a um bem para ser coerente com sua nova condição de discípulo do amor que não faz distinção entre as pessoas. 
Somente uma sabedoria vindo do Próprio Deus nos dá condições para entender o Reino que Cristo vem inaugurar e leva lo até as últimas consequências e isso o que nos ensina a Primeira Leitura convidando nos a pedi la a Deus para que cumpramos a Palavra de hoje. Amém.























HOMILIA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

POR PE. TARCISIO AVELINO, OMD
"Agora realizou-se a salvação". Esse versiculo da Primeira Leitura, do Livro do Apocalipse nos ajuda a entender que celebrar a Assunção de Nossa Senhora é celebrar a realização completa da Salvação trazida por Cristo uma vez que os teólogos ensinam que tudo o que se diz de Maria se aplica à Igreja e vice-versa. Então, se a Segunda Leitura diz que Cristo é a primicia dos que ressuscitaram e que, depois dele se seguirão os Seus fiéis discípulos, a glorificação de Maria é o vislumbre da glorificação da Igreja que somos todos nós. 
Maria é a Mulher vestida de Sol pois assim como a lua brilha com a luz do sol que ela reflete, Maria Santíssima foi a discípula que mais imitou Jesus por isso nela brilha, de modo iminente as virtudes de Cristo e, tendo sido glorificada em corpo e alma neste dia de hoje, pois celebrar a Liturgia é revivenciaremos os acontecimentos passados, então, podemos dizer com o Apóstolo João, não Primeira Leitura, "agora se realizou a salvacao" porque Maria Santíssima é a primeira a ressuscitar de pois de Cristo, só Ela, está no Céu em corpo e alma convidando-nos todos a fixar os olhos na meta que queremos alcançar para que, olhando para Ela não nos esqueçamos da recompensa que aguarda os que, como Ela, fazem tudo é somente o que Jesus manda.
As razões da Assunção de Maria são todas de conveniência, ou seja, de necessidade pois se, como Lemos no início do Evangelho, Ela foi chamada pela Própria Verdade de "Cheia de Graça, é porque Ela correspondeu a todas as graças que recebeu de Deus uma vez que da fidelidade a graça de cada momento depende a recepção das graças futuras, então se Ela é chamada de cheia de Graça é porque com certeza correspondeu a todas as graças. Ora, sabemos que Deus concede as graças proporcionais à missão que Ele confia a cada um por isso sabemos que ninguém recebeu mais graças de Deus do que Maria porque ninguém, nem os Anjos receberam maior missão do que a dela, a de ser Mãe do Filho de Deus, por isso, se Ela é cheia de graça, somos forcados a concluir que Seu corpo não pode ter sofrido nem de leve a decomposição dos cadáveres, nunca adoeceu nem sequer envelheceu pois é cheia da graça, o que corresponde dizer, que nunca pecou nem sequer tem o pecado original do contrário a Palavra com a qual Deus se dirigiu a Ela seria imprópria pois dizer que está cheia de graça corresponde dizer que nela não há nenhuma desgraca e sabemos que o pecado original, como todo pecado é a pior desgraca que o homem pode causar se a si mesmo e no universo.
"Bem aventurada aquela que acreditou porque Verá se cumprir tudo o que O Senhor lhe prometeu". Esse louvor de Isabel a Maria nos ensina que celebrar a Assunção de Maria é descortinar a glória que aguarda os que, como Maria aderem à Deus pela fé. Vera cumprida todas as Suas promessas pois fiel é Aquele que prometeu.
No entanto, se,  como Maria, somos membros do corpo de Cristo que é a Igreja só nos revestiremos das virtudes de Cristo, se, como Ela formos obedientes a Cristo e a Sua Palavra e para isso é preciso todos os dias, como Maria, travarmos uma batalha contra o dragão vermelho, satanás, a antiga serpente a qual Deus pos inimizade entre ela e a descendencia da Mulher que são todos os que, aderindo a Cristo pela fe, recebem Maria por Mae.
Se a missão de Maria foi gerar Jesus para o mundo a missão da Igreja é a mesma por isso o dragão que se posta diante da Mulher para lhe devorar o filho logo que nasça se posta diante de cada um de nós que, assumindo nossa missão de evangelizar, recebida no batismo, geramos Jesus nos corações de todos os que acolhem a mensagem que somos encarregados de divulgar. Amém. 
















HOMILIA DO XX DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C

O DESTINO DOS PROFETAS
POR: PE. TARCISIO AVELINO, OMD
Na Liturgia deste vigésimo domingo do tempo comum Jesus continua Sua catequese rumo a Jerusalém revelando as últimas consequências de Sua missão e de todos aqueles que seguirem Seus passos. Todos os que seguem a Cristo se tornam portadores de uma mensagem que denuncia um mundo que de tal maneira se distanciou de Deus, que não só sofrerá incompreensão e rejeição como até poderá pagar com a vida o preço de nadar contra a correnteza. A vida do discípulo de Cristo desmascara as incoerências de todos aqueles que, escravos de sua própria vontade se acostumaram a desobedecer às suas consciências. Neste sentido é muito esclarecedor o que  a primeira leitura diz a respeito de onde a mensagem do Profeta Jeremias o conduziu:
"E assim, ia-se  Jeremias afundando na lama". Esta lama representa o desprezo de todos aqueles que, acomodados em suas convicções  se sentem incomodados pela mensagem dos profetas, como lemos no livro da Sabedoria capítulo 2 vs primeiro: "eis o justo, mate-mo-lo pois a sua simples presença nos incomoda".  A tal ponto a mensagem de Jeremias incomodou seus compatriotas  que o rei permitiu que os príncipes o jogassem num posso de lama para calar sua voz incomoda que profetizava desgraças, como consequencia da ruptura de Israel com Deus, adorando os ídolos dos egípcios com os quais fizeram aliança para fugir do jugo do rei da Babilônia ao invés de chorarem seus pecados, reconciliando-se com Deus, o único no qual há verdadeira segurança: "se o senhor não guardar nossa cidade em vão vigiarão as sentinelas"(Sl.126,1). 
    Quando está para desnudar, diante dos olhares estupefatos da humanidade as últimas consequências de Sua missão Jesus convida Seus discípulos de todos os tempos a refletir se estão dispostos a pagar o preço altíssimo que Ele vai pagar por nos amar com um amor que é um fogo que o devorava sem cessar e que estava destinado a se alastrar no mundo inteiro: "Eu vim para lançar fogo à terra e como gostaria que já tivesse aceso!". Quando este fogo desceu em Pentecostes aqueles medrosos discípulos que, quando Jesus pronunciou estas palavras estavam para fugir diante de Sua Cruz, seriam incendiados a tal ponto por este zelo de Jesus que não esitariam em dar a vida pela fé a exemplo de Seu Mestre. Fogo este que, fazendo a alma arder de amor e gratidão pela consciência do amor de Deus se vê consumida no desejo de se unir a Ele mas ao mesmo tempo este fogo ilumina a consciência da imundície de seus pecados que a separam de Deus e a tristeza de entender sua imensa ingratidão para com tão grande amor, a faz se purificar para se unir com Ele eternamente como deseja.
    "Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra!" Aqui batismo é usado como uma das palavras de seu significado: lavado, banhado. Trata-se do banho que Cristo tomará em breve, no Seu próprio Sangue, preço de nossa salvação. Se o "salário do pecado é a morte", ou seja, se a consequencia da ruptura com Deus que é A Vida, é a morte, Cristo paga com a sua vida o direito não só de termos vida neste mundo mas, com o perdão dado pelo pagamento das dívidas que tínhamos com Deus, por meio desta reconciliação quiz nos dar o dom de habitarmos eternamente com Deus aqui está a justificação do porque Ele diz que anseio por este batismo de sangue. Anseio por dar Sua vida por mim e por ti para que, quebrando as barreiras que Dele no separavam pudesse logo nos dar o abraço que tanto anseio de dar o Amado no amante. O desejo, que devora O Pai, de abraçar Seus filhos.
    "Vim trazer a divisão" eis aqui a última conseqúência dos que se deixam incendiar por este amor, a divisão, em todos os lugares onde houver quem rejeite esse amor que impele à mudança de vida, mesmo  na própria família! Sim! Enquanto este amor traz a verdadeira paz da consciência reconciliada e aumenta os laços de união entre os que a ele aderem, provoca rejeição dos que, acomodados em sua vida de prazeres imediatos não estão dispostos a se converterem, pelo que, embora os cristãos desejem atrair a todos para este amor que nos plenifica, os que só pensam em si se corroem de ódio por aqueles que os incomodam pois sua simples presença desmascara seu modo de agir (Sb.2,1-22). 
     Da medo seguir este Senhor por esta senda sinuosa da renúncia? A segunda Leitura nos propõe o exemplo dos mártires sugerindo-nos uma imagem que nos abre os olhos para a realidade dos cristãos de todos os tempos, como se estivéssemos numa arena onde o imperador reunia os expectadores como testemunha das torturas as quais submetia os que não renunciavam a fé cristã para adorar os deuses pagãos. No entanto a Segunda Leitura diz que as testemunhas do que sofremos pela nossa fé são aqueles que nos precederam no martírio. Assim como eles venceram, intercedem por nós e nos servem de testemunhas do que sofremos pelo Mártir dos Mártires que suportou os mais atrozes sofrimentos por nossa salvação. "Rodeados como estamos por tamanha multidão de testemunhas deixemos de lado o que nos pesa e o pecado que nos envolve. Empenhemo-nos no combate que nos é proposto, com o olhos fixos em Jesus, que em nós completa e termina a obra da fé... Para que não vos deixeis abater pelo desanimo. Vos ainda não resististes até ao sangue na luta contra o pecado". Quer dizer, tão terrível é o pecado que nos separa de Deus que vale a pena suportar tudo para vencermos as tentações de abandonar Aquele que por nós deu a vida para que vivamos sua vida de felicidade sem fim. Convém fixar nEle os olhos e não olhar as cirunstancias para não esmorecermos nas dificuldades. Amém.