Solenidade da Santissia Trindade

Por: Pe. Tarcisio Avelino, 

Uma vez encerrado, com a Solenidade de Pentecostes, o Mistério Pascal fechando a contemplação de todos os mistérios de nossa salvação que vão desde a Encarnação, Natal, morte, ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo cuja finalidade era enviar o Espírito Santo que restaura nossa Comunhão com Deus que havíamos rompido pelo pecado, somos hoje convidados a contemplar a visão panorâmica do Mistério do Nosso Criador, Salvador e Santificacor, três pessoas em um só Deus, o Mistério da Santíssima Trindade.
A solenidade da Santíssima Trindade não tem a finalidade de decifrar o MIsteirio insondavel de Deus mas apenas nos fazer contemplar aquilo que Dele nos foi revelado e, de início, percebemos logo que se Cristo não nos tivesse revelado que Nosso Criador  é três pessoas em um só Deus, jamais nossa mente poderia ter concebido um pensamento tão inusitado. De fato, no Evangelho de hoje vemos Jesus dizer que O Espírito receberia do que é Dele e nos anunciaria e que tudo que é do Pai é Dele. Pronto. Já está revelada a Santíssima Trindade confirmada na Segunda Leitura onde vemos São Paulo afirmando que o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Então aprendemos logo que Deus habita em nós! Pois se Jesus disse que O Espírito Santo receberia tudo que é Dele e nos anunciaria e S. Joao afirma que Deus é amor, então a Igreja concluiu que O Pai ama o Filho desde toda a eternidade e que o Filho é amado pelo Pai desde toda eternidade e que O Esprito Santo é o amor do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai. 
Lembremo nos da Palavra de Cristo que diz: "Se alguém me ama, guardará minha Palavra, Eu e O Pai viremos e nele faremos nossa morada"(Jo.14,23) e da outra que diz: "O Epirito da verdade que o mundo não conhece mas vós o conheceis pois habita convosco e estará dentro de vos" (Jo.14,17). Trata-se aqui da Presença de inhabitaçao. Deus em nós! Que mistério mais inusitado! Aquele que os céus dos céus não podem conter escolher fazer morada em nós. Se não fosse assim não vo lo teríamos dito.
Assim, se o objetivo desta Solenidade não é decifrar para nos o mistério de Deus Trino mas levar nós a contemplar o Seu Mistério revelado, vemos na Primeira Leitura, que no momento em que Deus criava o mundo lá estava Sua Sabedoria como uma criancinha que se deleitava com tudo o que era criado, mas também como um mestre de obras que faz executar os projetos do Criador. Trata-se de uma figura de Linguagem onde o autor de Provérbios que na verdade é um compilador de máximas dos sábios antigo com o objetivo de nos ensinar a ser felizes e a bem viver. Personificando a sabedoria de Deus o livro dos Proverbios prepara os leitores para acolher e aceitar essa Sabedoria na qual os Padres da Igreja sempre viram as Pessoas de Jesus Cristo e do Espírito Santo pois de fato, se Deus é Três em um, tudo o que uma das Pessoas da Trindade faz as outras atuam juntas. Assim, a teologia ensina que O Pai tudo criou no Filho pelo Espírito Santo e, quando o homem rompeu com Deus pelo Pecado O pai enviou Seu Filho pelo Espírito Santo para, como nos ensina a segunda leitura nos justificar mas é preciso entender que o termo justiça na Bíblia não se refere tanto a normas e leis mas a relacionamento e justiça significa fidelidade a si mesmo, querendo este texto significar que se lhe somos Infieis Deus que se revelou como sendo amor e bondade permanece fiel ao Seu amor por nós e toma a iniciativa de romper a distância que dele nos separava enviando nos Seu Filho pois, como lemos na primeira Leitura, as delícias de Deus é estar junto aos filhos dos homens. Deus não se contentou em vir nos redimir para poder, depois do Juízo final se dar inteiro a nós mas inventou duas novas formas de estar presente porque antes do Novo Testamento só havia a Presença de imensidão pela qual Deus estava presente ao homem, mas agora, depois de nos redimir, pagando o preço de nosso pecado, quiz também ficar presente em nós pela Presença de Inhabitação e, pela Presença Real na Eucaristia quiz, além de ficar presente em nós, estar presente para nós, nos Tabernáculos do mundo inteiro prestando-nos o imenso serviço de mostrar sua Presença física, para por nós ser adorado! 
Resta-nos, ao celebrar essa Solenidade da fonte de todas as graças e bens que é Deus nos perguntar como estamos respondendo a tão grande dom pois de nossa resposta depende o modo como passaremos toda a eternidade, pois, como pode querer habitar em Deus aquele que ignora que, para nos preparar para isso quiz Ele vir habitar em nós???? Que a consciência de Sua Presença em nós, possa, neste dia tão especial despertar em nós o amor que deseja o amado para que, à medida que cresça em nós este amor cresça em nós a Esperança de possui -lO sem véus na eternidade e essa esperança, diz a segunda Leitura, não decepciona porque O Amor de Deus que é O Espírito Santo foi derramado em nossos corações capacitando nos a amar a Deus sobre todas as coisas pois só este amor alargará a medida de nossos corações para, mais dEle recebermos no Céu. Assim seja.
















HOMILIA PARA O DIA DE PENTECOSTES

POR: PE. TARCISIO AVELINO

Celebrar Pentecostes é celebrar o nascimento da Igreja e sua apresentação ao mundo pois quando Jesus disse a Pedro que sobre a pedra de sua profissão de fé edificaria Sua Igreja estava profetizando o que no dia de Pentecostes foi o início.
Como nos Evangelhos não há nada sobre o dia de Pentecostes a Liturgia serviu se do Evangelho do Domingo de Páscoa no qual no dia da ressurreição do Senhora a noite, Ele sopra sobre seus apóstolos o Espírito Santo comunicando o primeiro fruto da Redenção, que é o Espírito Santo que, dando poder aos escolhidos por Cristo para perdoar os pecados, permite que a paz volte a se alastrar num mundo que, desde Adão e Eva não mais a conhecia.
E agora a conhece? Sim, porque ela começa no interior do coração daqueles que, crendo em Cristo, recebem o perdão que já foi dado e comprado na Cruz tendo como resultado a consciência tranquila de viver reconciliado com Deus e com os irmãos, está é a paz que Jesus dá, totalmente diferente da paz do mundo que é apenas ausência de conflitos externos, que, no entanto, existirão sempre enquanto houver conflitos no coração do homem perturbado pela culpa.
Vem muito a propósito no dia de Pentecostes este evangelho pois somente a reconciliação com Deus através do Sacramento da Confissão instituído por Jesus justamente neste ponto, é que se está aberto para receber o Espírito Santo como hoje vemos os Apóstolos e discípulos recebendo na fundação da Igreja. 
Para que Deus fizesse morada em nós pelo Seu Espírito fazia-se necessário primeiro uma reconciliação daqueles que com Ele haviam rompido pelo pecado e para isso Jesus instituiu o Sacramento da Confissão enviando seus escolhidos com a mesma missão que o Pai lhe enviará: "soprou sobre eles o Espírito e disse: recebei o Espírito Santo, como o Pai me enviou assim também Eu vos envio. Os pecados daqueles que vcs perdoarem serão perdoados os pecados daqueles que vocês retiverem serão retidos.
Sabemos que estar em estado de graça é a condição para mantermos a Presença do Espírito Santo em nós pois o que difere esta Presença de Deus em nós, chamada de Inhabitacao é justamente o Estado de Graça que só se pode receber no Batismo ou na Confissão.
Pentecostes é justamente o oposto de Babel onde o Senhor confundiu a língua daqueles homens que se uniram para tentar edificar uma torre para chegar a Deus, mas sem contar com Deus, a mesma e velha tática de satanás desde o Paraíso, de incitar no homem o desejo de querer ser como Deus mas não para servir melhor a Deus mas para ocupar o lugar de Deus. Deus teve que confundir as línguas porque, se falando línguas diferentes já somos capazes de organizar guerras mundiais imagina se falássemos todos a mesma língua que estrago já não teríamos feito no mundo? Só o homem novo, o homem reconciliado com Deus pode falar a mesma a língua a linguagem do amor na qual todos nós entendemos mesmo que o fenômeno do falar em diversas línguas de Pentecostes não se reproduza da mesma maneira. 
É também neste sentido que S. Paulo na Segunda Leitura lembra à comunidade de Corinto, dividida pelas rivalidades provocadas pelas diferenças dos carismas de cada um que, como Igreja somos um corpo onde os membros precisam uns dos outros, verdadeiro motivo que fez Deus dar carismas diferentes para cada pessoa, para que, precisando uns dos outros possamos nos servir mutuamente excitando em nós o amor que garantindo a presença do Espírito em nós possamos viver unidos a Cristo cabeça que nos constitui novo povo de Deus. Unidos numa mesma linguagem, a linguagem do amor.
















 

Homilia do dia da ascensão do senhor


Por: padre Tarcísio Avelino.

Celebrar a ascensão do Senhor é celebrar a certeza que depois de um caminho de doação de amor o fim a que se chega é a vida definitiva de comunhão com Deus.
É por isso que no Evangelho aparece três vezes a palavra necessidade quando Jesus disse: " o Filho do homem devia morrer", " O Filho do homem devia ressuscitar "E, finalmente,: " vocês devem testemunhar e pregar o arrependimento e a conversão ".
O Filho do homem devia morrer porque Deus é amor e a maior prova de amor e dar a vida. O Filho do homem deveria morrer porque os filhos dos homens tinham pecado E pecar romper com Deus E sendo Deus amor o amor não suporta viver longe do amado então esse verbo dever significa necessidade. Assim era necessário que Deus rompesse o abismo que perder nos separava E era necessário que sendo ele o amor preferência sofrer do que ver o amado no sofrimento. Se o salário do pecado é a morte, ou seja, se a consequência da ruptura com a vida que é Deus é a morte, era natural que Deus que é amor preferisse morrer do que ver o seu amado morrer e o seu amado é a humanidade, são todos os filhos dos homens por isso Jesus diz no Evangelho de hoje que o Filho de Deus se fez Filho do homem para sofrerem se as consequências do nosso pecado.
Se "filho de peixe peixinho é", então era natural que os filhos do amor que somos todos nós, tendo experimentado o amor de Deus por nós e reencontrado nossa identidade também déssemos  a vida para que todos tenham a vida abundante que encontramos em Cristo. Por isso Jesus afirma no Evangelho pela terceira vez o verbo " dever " significando necessidade dizendo: "vocês devem testemunhar e pregar em meu nome o arrependimento e a conversão ". 
O Evangelho de hoje narra a despedida de Jesus no dia de sua ascensão dando as últimas recomendações aos seus discípulos porque uma vez encerrada a missão de Cristo encarnado começa a missão dos cristãos e Jesus diz que quem os capacitará a essa missão é o Espírito Santo.
É interessante notar que nosso Senhor Jesus Cristo diz assim: descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força e sereis minhas testemunhas " logo depois de dizer que vir ao Espírito Santo diz que seremos suas testemunhas porque é impossível receber em nós o mesmo amor que levou Jesus a se entregar por nós e nós não sermos impelidos a fazer o mesmo. Por isso São Paulo diz que " o amor de Cristo nos impele " ou seja, o mesmo amor que levou crista se entregar por nós nos impulsiona a fazer o mesmo. É por esse mesmo motivo que tendo os discípulos ficado maravilhados a olhar Jesus desaparecendo entre as nuvens do céu, escutam dois anjos dizendo a eles: " homens da Galiléia porque eficaz aí parados a olhar para o céu? Esse mesmo Jesus que voz viste subir para o céu voltará do mesmo modo ". Essa palavra do lanche é uma exortação que nos diz instalei mas de nosso comodismo e partamos A levar a esperança para os que estão desesperados, a luz para os que estão nas trevas, isso faremos testemunhando a Jesus porque quando o mundo entender quem é Jesus entenderá o quanto Deus nos ama. Quando mundo entender o que Jesus sofreu por nossos pecados compreenderá o que é o pecado E uma vez experimentando o quanto Deus nos ama e ao mesmo tempo o amor de Deus em nós todos se arrependerão de seus pecados e se converterão ou seja mudarão  de vida o que significa dizer duas coisas: primeiro: parar de pecar. Segundo: praticar as boas obras porque a palavra de Deus diz em Mateus capítulo 16 versículo 27 que "Jesus voltará para dar a cada uma recompensa segunda suas obras ".
Para encerrar dizemos que a segunda leitura nos traz um augúrio ou seja um desejo de São Paulo de que nós recebamos o Espírito Santo "para que saibamos qual a esperança que o nosso chamamento encerra, qual a riqueza de glória que está na nossa herança" ora sabemos que isso aqui é um desejo de São Paulo já é realidade em nós porque pelo batismo recebemos o Espírito Santo ainda mais agora que estamos para celebrar a solenidade Pentecostes quando revivenciaremos o momento solene em que a fundação da igreja coincidiu com a descida do Espírito Santo momento no qual serão reavivadas em nós todos os dons e caríssimas do Espírito Santo todas as virtudes necessárias para o cumprimento de nossa missão, então, mãos à obra! Porque " esse mesmo Jesus que voz viste subir para o céu voltará do mesmo modo " para dar a cada uma recompensa conforme a suas obras. Oxalá quando ele vier tenhamos as mãos cheias de boas obras feitas por amor a ele no serviço ao próximo para que possa amos chegar aonde ele chegou. Amém!