08 DEZEMBRO: IMACULADA CONCEIÇÃODE MARIA
POR: PE. TARCÍSIO AVELINO, TF


A Liturgia deste Segundo Domingo do Advento nos convida a, desde a concepção, começarmos a esperar com Maria grávida este Menino que vai chegar no natal e, desde agora, somos convidados a meditar no privilégio que Ela teve de ser concebida sem a mancha do pecado Original, isso é o que significa celebrar sua Imaculada Conceição, ou seja, sua concepção sem mácula, sem a mancha do pecado original, porque de fato diz a Palavra de Deus que não há acordo nenhum possivel entre O Bem e o mal, entre Deus e belial, portanto, convinha que o ventre que haveria de trazer O Santo dos Santos fosse completamente limpo e sem mancha e para que a predestinação que desde toda a eternidade Deus fez de cada um de nós de que fóssemos santos e irrepreensiveis a Seus olhos, se desse de maneira que, todos os que viessem depois desta nova mãe de todos os renascidos pela graça fossem sem a mancha que a primeira Eva, mãe de todos os viventes tinha transmitido a todos os que vieram depois dela. Convinha que fosse muito melhor o estado do homem depois do pecado, no momento em que Deus lhe redimiu do que antes como nos fala o proprio S. Paulo dizendo que “onde abundou o pecado superabundou a graça”. Assim, a nova Eva, Maria, foi, em previsão dos méritos do filho,  preservada da mancha do pecado original para que, a partir do primeiro Filho nela gerado, fossem gerados, sem mancha, os que pela graça, haviam, desde toda a eternidade de ser semelhantes a Deus pois fomos predestinados a sermos seus filhos adotivos, ou seja, “santos como nosso Pai Celeste é Santo”.
Convinha que fosse imaculada Aquela que geraria O Imaculado e que, pelas graças que dEle nos viriam por meio dela nos fizessemos, pelo batismo, filhos de Deus.
Se foi pela desobediencia da primeira mãe que entrou a mácula no mundo em todos os filhos dela, como vemos na Primeira Leitura, convinha que pela obediencia de outra mulher pudessem ser purificados da mancha original todos os que por meio dela receberiam todas as graças, principalmente o perdão e a Redenção, pelas quais, por meio do Batismo viriamos a ser filhos do Santo dos Santos.
Este é o mistério da Imaculada Conceição de Maria que hoje celebramos.

I DOMINGO DO ADVENTO

DISPAMOS AS OBRAS DAS TREVAS REVISTAMO-NOS DAS OBRAS DA LUZ
POR   PE. TARCÍSIO AVELINO, TF


Foi através de uma tentação do conhecimento que o pecado entrou no mundo, quando diante da árvore da Ciencia do bem e do mal o homem foi tentado pelo espírito das trevas a buscar longe de Deus sua felicidade. Cedendo a este apelo de ser como Deus sem Deus o homem mergulhou-se,  juntamente com o mundo que lhe fora confiado, em trevas que foram se adensando mais e mais, na medida em que o homem foi acumulando pecado sobre pecado, distanciando mais e mais de Deus, por isso já no Primeiro Domingo do Advento, temos o tema da Luz, como ouvimos na Primeira Leitura do Profeta Isaías: “No fim dos tempos acontecerá que o Monte da Casa do Senhor será colocado à frente das monanhas (...) para aí acorrerão todas as gentes (...) (O Senhor) nos ensinará os Seus caminhos (...) vinde, caminhemos à luz do Senhor.”Sim! O nascimento do Menino que virá será a luz de Deus acesa novamente diante da humanidade desorientada não só porque com suas Palavras e sendo e seu modo de viver relembrará à humanidade nossa identidade de filhos  de Deus, mostrando, com Sua vida O Caminho  de volta para O Pai, para os que tateavam no escuro, como, principalmente por que esse Menino, quando iniciar Sua vida pública reascenderá a luz da Esperança que havia se apagado no coração do homem anunciando que veio para salvar e não para condenar. No entanto, já no Evangelho deste 1° Domingo do Advento, tempo da Esperança também somos convidados a esperar Sua Segunda vinda, quando Ele virá de improviso, consumar  Sua obra de salvação para quantos tiverem aceitado caminhar na luz de Sua Palavra que há mais de 2000 anos fez ecoar entre nós. “Por isso estai preparados porque O Filho do Homem virá numa hora em que menos pensardes” e só poderá encarar A Luz quem já estiver vivendo na Luz da erdade e a Segunda Leitura nos especifica o que significa viver na luz: “Já é hora de despertar (...) despojemo-nos das obras das trevas e vistamos as obras da luz (...) revesti-vos do Sr. Jesus Cristo” se quizermos habitar com Ele eternamente.
XXXIV DOMINGO COMUM C
 

 
                                NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO
POR: PE.TARCÍSIO AVELINO, TF



“Este é o rei dos judeus”. Com certeza não foi por ter visto esta inscrição do motivo de condenação de Jesus que o bom ladrão acreditou que Jesus é rei pois se tivesse acreditado que o reinado dEle é neste mundo, de que valeria pedir qualquer coisa para um rei que estava na agonia da morte se não acreditasse que seu reino começa depois da morte? Com certeza tal pedido se deveu ao fato de ter se convertido enquanto via o modo majestoso, paciente, misericordioso e totalmente livre como sofria Jesus, enquanto juntos subiam para a cruz. No tempo de Jesus a ressurreição já era crença da maioria do povo, com certeza, na medida que foi se deixando interpelar pelo mistério de amor que transparecia em Jesus este ladrão foi purificando seu coração na medida em que se deixava tocar por este amor e na medida em que ia se abrindo a este amor foi se abrindo ao Espírito Santo que lhe revelou que este que subia condenado como eles era O Rei dos Reis.“E todos me conhecerão” (Lv. 18,5) eis aqui, cumpridas, na vida deste que estava destinado a ser a primícia da Paixão de Cristo, essa profecia que nos ensina que, no momento em que Cristo estivesse dando “a maior prova de amor” que é dar a própria vida todos os que se deixassem interpelar por Ele o conheceriam. Neste evangelho vemos que o reinado de Cristo não é realmente deste mundo como ele mesmo já havia dito “o meu reino não é deste mundo” (Jo. 18,36) pois senão não teria dito” hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”, como resposta ao pedido do bom ladrão: “lembra-te de mim quando estiveres no teu reino”.“O reino de Deus já está dentro de vós” (Lc.17,21). Já está mais não ainda plenamente. Embora o Reinado de Cristo tenha sido instituído do alto da Cruz, somente quando Ele vier em Sua glória é que o Seu Reinado se consumará e lhE serão devolvidos tudo o que sempre fora dEle, como lemos na Segunda Leitura que “tudo foi criado por Ele e para Ele”.Não é a toa que a Igreja coloca este evangelho de Cristo na Cruz para nos fazer meditar sobre o mistério de Seu reinado no mundo, porque Ele mesmo havia dito: “quando Eu for elevado da Cruz, atrairei todos a mim” (Jo.12,32), no sentido de que todos os que se deixassem interpelar por Seu amor revelado nesta maior prova de amor que se pode dar, seriam por Ele atraídos. Sim! Esta é a explicação porque a maioria então ainda não aderiu a Este Deus que por nós se fez homem para morrer em nosso lugar. Porque a maioria não se deixa interpelar pelo amor que Cristo revela do alto da Cruz, porque, lá no fundo sabem que se o fizerem, terão que se converter e mudar de vida e toda mudança causa medo e insegurança. Como Deus nos criou livres, mesmo antes do pecado original, sempre tivemos que fazer uma escolha, só que no princípio só havia uma escolha, ou obecer a Deus que proibira comer da árvore  da ciencia do bem e do mal, ou desobedecer para satisfazer a curiosidade do que viria depois. O homem escolheu obedecer e o preço pagamos até hoje, continuamos tendo que fazer, a todo momento uma escolha, entre o bom e o melhor, entre u ruim e o menos ruim, entre o bem e o mal, porém, agora, depois do pecado original, além de ter se multiplicado as opções diante das quais a todo momento temos que escolher, juntamente com as escolhas, depois do pecado original, surgiu um novo elemento que aparece a cada momento que temos que fazer uma escolha: o medo. Por medo de perder o pouco prazer que se experimenta neste mundo, a maioria escolhe não arriscar mergulhar em Deus por meio do escuro da fé.Eis aqui a grande diferença entre o bom e o mal ladrão. Ambos, começaram  juntos com Cristo sua subida para o calvário, no entanto, um se deixou interpelar pelo mistério do amor e da paciencia deste condenado diferente de todos os que tinha visto, ao passo que o outro, no momento que percebeu o bem neste seu semelhante escolheu se fechar para Ele sem se deixar por Ele inerpelar.