IV DOMINGO DA QUARESMA
SE LHE SOMOS INFIÉIS ELE PERMANECE FIEL
POR PE. TARCÍSIO AVELINO, TF

IV DOMINGO DA QUARESMA
SE LHE SOMOS INFIÉIS ELE PERMANECE FIEL
POR PE. TARCÍSIO AVELINO, TF

As leituras de leituras de hoje nos falam da fidelidade de Deus que resiste a toda infidelidade dos homens por causa da natureza mesma de Deus que é amor, como lemos no Evangelho deste quarto domingo da Quaresma, tambem chamado de Domingo da Quaresma onde lemos que “Deus amou de tal maneira o mundo que lhe deu o Seu Filho único para que todo aquele que nEle crer, não pereça mas tenha a vida eterna”. Essa é a explicação de Cristo para sua afirmação da necessidade de que “o Filho do Homem seja levantado” “do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto”. Como assim, perguntamos. Assim como todos aqueles que, no deserto, foram punidos por Deus pelos seus pecados, com serpentes venenosas, eram curados ao olhar para a serpente de bronze que Deus mandara Moisés erguer numa vara, assim, iriam ficar libertos da raiz de toda enfermidade, o pecado, todos aqueles que olhassem, ou seja, aderissem, pela fé, a tanto amor de Deus manifestado na Cruz, convertendo-se a Ele ao contemplar no Crucificado não só até onde vai a maldade do homem sem Deus, como também até onde vai o amor de Deus por nós que, como lemos na segunda leitura, “quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deua a vida com Cristo”.
É assim o amor de Deus por nós!!!!!!!! Por isso se fazia necessário que “O Filho do homem fosse levantado” na cruz, porque Deus nos criara para si, e, para ter de volta o que é dEle, respeitando, ao mesmo tempo, a liberdade na qual nos criara. Não havia outra maneira que aquela de dar para o homem “a maior prova de amor”, para que atraídos por ela, sentissem em si o desejo de voltar para a felicidade então perdida.
Essa é a pedagogia da fidelidade de Deus manifestada em toda a história do Povo de  Deus”, conforme lemos na primeira leitura, onde vemos que por causa de seus pecados Deus permitira que os Israelitas sofressem um por cento das consequencias de seus pecados, sendo vencidos pelo inimigo e levados para o exílio, como escravos, até que, após setenta  anos, uma vez devidamente arrependido de seus pecados, estarão prontos novamente para habitar na terra que Deus lhes dera e cultuá-lO no santuário que santificara para si.  
Particularmente interessante é que, na primeira leitura vemos que Deus se serve de um rei pagão para prosseguir com seus planos de salvação para a humanidade, quando aqueles que encarrega de uma missão fracassam por sua infidelidade, mostrando com os fatos o que S. Paulo queria dizer com “se lhE somos infiéis  Ele permanece fiel pois não pode negar-se a Si mesmo.

III DOMINGO DA QUARESMA
DESTRUÍ E EU RECONSTUIREI
POR: PE. TARCISIO AVELINO, TF

A Liturgia de hoje nos mostra a ira de Nosso Senhor com o desrespeito pelo templo, ou seja por um local onde os homens escolheram para prestar culto a Deus e que Deus aceitou como tal, mas o Apóstolo S. João deixa bem claro que, Cristo, quando se referia a reedificação do templo em três dias se referia à sua ressurreição ao terceiro dia para mostrar que chegou para nós a plenitude dos tempos que inaugura para a comunidade uma era em que “os verdadeiros adoradores adoram ao Pai em Espírito e em Verdade”, porque “onde dois ou três se reúnem” em Nome de Cristo ali Ele se faz presente, ali está a Igreja para prestar culto a Deus.
“Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio”, o templo  que o Pai escolheu e edificou para si é o coração do homem por isso aqui Cristo, com o chicote, mostra toda a indignação de Deus quando o corpo humano é profanado com a prostituição, o adultério, o homossexualismo, a pedofilia e a pornografia, quando o corpo humano, templo de Espírito Santo, jaz nas sargetas como vermes comendo lixo para sobreviver. “Tudo que fizerdes a um destes pequeninos é a mim que o fazeis”. E isso numa era em que os cachorros são tratados como gente e os nossos irmãos e semelhantes são tratados como vermes. Eles!!!! Criados à imagem e semelhança de Deus!!!!
Só assim se justifica a ira de Jesus ao tomar o chicote nas mãos para expulsar os vendilhões do templo, exigir a honra de Deus é exigir a honra de Seus filhos criados à Sua imagem e semelhança.
“Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio”, ou seja, não façais de vossos corpos objeto de compra e venda nos sites pornográficos e nos prostíbulos porque não vos pertenceis mais, “fostes comprados por um alto preço” (I COR.7,23), pelo preço do Preciosíssimo Sangue de Cristo.
Neste sentido o decálogo dos mandamentos de Deus vem resguardar a glória do Pai e de Seus filhos, sendo que foi resumido pelo mesmo que hoje toma em mãos o chicote, num mandamento perfeito do amor, pois quem ama busca mais os interesses do amado do que os próprios, quem ama não adulterará, não cobiçará, não matará, não roubará, etc., pelo contrário, quem ama encontra a felicidade mesmo quando tem que sofrer pelo amado, é por isso que pregamos Cristo crucificado porque na cruz se revela até onde vai a maldade do homem sem Deus, desmascarando o que é o pecado, mas se revela também até onde vai o amor de Deus por nós, sensibilizando-nos a responder com amor a tanto amor.

I DOMINGO DA QUARESMA – ANO B


“E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO”
POR: PE. TARCÍSIO AVELINO, TF

A primeira leitura em relação ao Evangelho e à segunda leitura nos mostra que os 40 dias da Quaresma são uma referência aos 40 dias e 40 noites do dilúvio, através dos quais Deus purificara a terra de toda uma humanidade que com Ele haviam rompido pelo pecado que culminou com uma Aliança simbolizada por um Arco-íris, que, por sua vez era uma prefiguração da Nova e Eterna Aliança que Deus selaria com a humanidade ao enviar Seu filho, para nos redimir, assumindo nossa humanidade para poder sofrer em si as conseqüências de nosso pecado que, desde Adão e Eva nos separavam de Deus.
O numero 40 simboliza também, toda aquela geração do povo de Deus que tivera que, por causa de seu pecado, perecer no deserto antes que seus filhos pudessem entrar na terra prometida de Canaã, sendo assim o número quarenta representa toda a caminhada da humanidade sobre a terra rumo à pátria definitiva do céu, que consiste justamente numa constante luta contra o nosso “adversário o diabo, que anda ao nosso redor, como leão que ruge, procurando a quem devorar”.
É por isso que Nosso Senhor vai para o deserto antes de iniciar sua vida pública, não somente para nos ensinar a combater pela Palavra de Deus, como também para nos merecer as graças que constituiriam a resposta ao pedido que Ele mesmo colocou em nossos lábios ao nos ensinar a rezar com o Pai Nosso: “e não nos deixeis cair em tentação”.
Com este pedido não pedimos que Deus afaste de nós as tentações mas que nos conceda as graças para vencê-las uma vez que são necessárias  por se constituírem numa academia onde fortalecemos as virtudes a elas contrárias, que serão sempre aquelas que mais necessitamos na imitação de Cristo.
Cristo, foi para o deserto porque o Espírito que O conduziu e todos nós que quizermos ser cristãos autênticos teremos que, nos deixar também conduzir pelo Espírito que, certamente nos conduzirá ao deserto, mas é Ele mesmo que nos dará a vitória no combate contra as tentações e então, poderemos ver cumpridas em nós a Sagrada Escritura que diz: “e todos os que se deixam conduzir pelo Espirito de Deus, são filhos de Deus”, porque, nas tentações O Espírito Santo vai nos ajudando a combater em nós as tendências do homem velho e exercitando em nós as virtudes do Filho de Deus, assemelhando- nos mais e mais a Ele para com Ele podermos nos unir eternamente no céu.
A segunda leitura nos fala do Batismo no qual recebemos justamente O Espirito Santo, com todos os seus dons, necessários para o combate, as águas do Batismo, prefiguradas pelas águas do dilúvio, não purificam mais a terra pela exterminação dos pecadores mas pela santificação dos mesmos pelo Espírito Santo que neles passa a habitar.
“convertei-vos e crede no Evangelho”, eis o remédio e a prevenção que Cristo nos apresenta contra as tentações, a fé pela qual aderimos a Deus e a Ele nos mantemos fiéis e a conversão que é a constante busca de mudança de vida para mais nos assemelharmos a Cristo, isso é resistir ao Diabo para que Ele fuja de nós. ASSIM SEJA.