APARIÇÃO DE N. SENHORA EM PONTMAIN
 
 
 
 
      Depois de Paris, 1830, La Salette, 1846, e Lourdes, 1858, Nossa Senhora voltou a manifestar-se na França; em 1871, no pequeno povoado de Pontmain, na Bretanha. Nessa época, os quase 200 moradores estavam desesperados, pois o país tinha sido invadido pelo exército prussiano, e a região estava na rota dos invasores.
        
         Ao entardecer de 17 de janeiro de 1871, Eugênio Barbadette, 12 anos, José Barbadette, 10 anos, Francisca Richer, 11 anos e Maria Joana Lebosse, 09 anos, viram a Aparição de Nossa Senhora, por sobre a casa de um morador, chamado Agostinho Guidecoq.
       
        Todas as crianças afirmavam: “É uma bela Senhora, que sorri”. Segundo os pequenos videntes, a Mãe de Deus vestia-se da seguinte forma:
       
        Um manto azul escuro que ia do pescoço aos pés, sem faixa na altura da cintura, bem farto e com pregas. As mangas também eram bem largas e chegavam a tocar as mãos. Usava nós pés delicados chinelos, decorados com laços dourados, porém da mesma cor do manto. Usava um véu preto caído sobre os ombros, que lhe cobria o cabelo, as orelhas e o início da testa. Sobre o véu tinha uma pequena coroa de ouro. Aparentava ter 18 anos, e a ternura em seus sorrisos emoldurava seu lindo rosto.
 
Nessa Aparição, a Santíssima Virgem MARIA não ditou mensagens as crianças, pois em nenhum momento chegou a falar. Apenas sorria com muita doçura. Nossa Senhora aparecia como se estivesse no interior de uma tela emoldurada. Porém elas se alteravam lentamente no visual, tendo formado em torno de cinco telas diferentes, onde se destacavam frases:
 
“Mais priez mes enfants”. (Mas, rezem Meus filhos). “Dieu vous exaucera en peu de temps”. ( Em breve DEUS atenderá as suas orações). “Mon Fils se laisse toucher”. (Meu filho está prestes a se comover).
 
A grande maioria das pessoas acreditou na Aparição, vendo nela um sinal profético, que mais tarde se confirmaria, de que Deus iria proteger o povoado dos horrores da guerra.
        
        Em 02 de fevereiro de 1875, o bispo Wicart de Laval, afirmou: “Julgamos que MARIA Imaculada, Mãe de Deus, realmente apareceu em 17 de janeiro de 1871, para Eugênio Barbadette, José Barbadette, Françoise Richer e Maria Joana Lebosse, na aldeia de Pontmain. Com toda a humanidade e obediência submetemos este julgamento ao julgamento supremo da Santa Sé Apostólica, centro de unidade e órgão infalível da verdade em toda a Igreja”.
        
        Depois foi confirmado que as forças invasoras brecaram seu avanço sobre a diocese de Laval no mesmo dia e hora em que começara a Aparição da Mãe de Misericórdia. De Pontmain retornaram ao povoado, que Deus, por intercessão da Virgem Santíssima, defendeu.
        
       Em 15 de outubro de 1900 foi solenemente consagrada a Basílica, construída junto ao local onde Nossa Senhora Apareceu.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



II DOMINGO DA PÁSCOA: FÉSTA DA MISERICÓRDIA
 
 
 


               "VIMOS O SENHOR!"
                                          POR PE. TARCISIO AVELINO


II DOMINGO DA PÁSCOA: FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA

 “VIMOS O SENHOR!”

POR: PE. TARCISIO AVELINO, TF

É significativo o fato de que Jesus tenha revelado Sua insondável e inconcebível misericórdia a Santa Faustina Kovalska, pedindo que fosse instituída no Segundo Domingo da Páscoa, uma  festa em honra a Ele com o título de Jesus Misericordioso, justamente neste dia em que o Evangelho da Missa é o da Instituição do Sacramento da Penitencia, tribunal de Sua Misericórdia.

No Evangelho de hoje vemos Jesus comunicando, justamente o primeiro e maior fruto de Sua Paixão, morte e Ressurreição, a Paz, que, por sua vez é justamente fruto da reconciliação entre os homens consigo mesmos, entre seus semelhantes e com Deus, e não podia ser de outro modo, uma vez que o Evangelho faz questão de frisar que nestas duas Aparições do Ressuscitado aos Seus as portas estavam fechadas por causa do medo que estavam sentindo, então Jesus entra atravessando portas fechadas e lhes permite ver e tocar em Suas chagas, que são, justamente o preço da Paz que agora, lhes pode comunicar, investindo-os da capacidade de comunica-la, investindo Seus escolhidos dos poderes do ressuscitado: “e soprando sobre eles o Espírito Santo diz: como o Pai me enviou assim também Eu vos envio”. E como O Pai lhE enviara? Como ministro da Paz e é assim que Ele também os envia.

Ao puxar as orelhas de Tomé dizendo: “creste porque me viste? Felizes aqueles que crerão sem terem me visto” de fato, somente um milênio depois Ele revelaria ao mundo a tabua de salvação para este tempo em que nunca como antes a humanidade acumulou pecados que mesmo profetizados como sinais precursores do próximo regresso do Filho do Homem, nos fazem pasmar. Mais uma vez a Misericórdia, principal atributo de Deus supera Sua justiça, e nestes quase dois mil anos, desde que, apartir do Evangelho deste dia instituiu o Sacramento da Reconciliação, vem fazendo perdurar o tempo da Misericórdia, sendo que em breve virá o tempo da Sua Justiça, quando, por dez anos fará a humanidade experimentar um pouquinho mais das consequências de seus pecados que por tanto tempo Deus tem segurado, por amor, minimizando os sofrimentos que deveriam ser causados quando dEle, o Amor e A Vida, nos separamos.

Ó feliz incredulidade de Tomé que nos valeu um testemunho mais claro da Ressurreição do Senhor! Pois, o fato de Ele ter tocado nas profundas cicatrizes das Suas chagas nos fazem entender que Aquele que atravessara as paredes não é um fantasma, que a ressurreição é realmente ressurreição da Carne e que O Ressuscitado é o mesmo que fora crucificado para nossa salvação. Além disso, o fato de que Jesus tenha atravessado portas fechadas para alcançar os corações amedrontados de Seus discípulos nos mostra a absoluta liberdade que teremos quando formos semelhantes a Ele depois da Ressurreição no último dia, uma liberdade na qual nossos corpos não estarão mais sujeitos as limitações de espaço e tempo.

Vimos O Senhor! Eis o feliz anúncio que podemos levar a todos pois como os primeiros discípulos somos testemunhas oculares da Ressurreição do Senhor, já que mesmo sem te-Lo visto com os olhos da carne o vimos e tocamos pela fé, não somente quando em cada Eucaristia participamos de Sua mística morte e ressurreição, como também porque a testemunha principal de todos os fatos conhecidos e desconhecidos relacionados a Jesus é o Espírito Santo que O testemunha em nós fazendo de nós testemunhas ousadas como os primeiros discípulos que morreram sofrendo atrozes martírios por causa de Sua fé, como haveria de ser a morte do próprio Tomé que tão maravilhosamente comprovara sua divindade ao tocar Sua humanidade ressurrecta, e como S. João o discípulo amado que, como lemos na Segunda Leitura, justamente na ilha de Patmos onde fora aprisionado, como ele mesmo diz: “por causa da Palavra e do testemunho que eu dava de Jesus” foi, justamente no “dia do Senhor”,  “pelo Espírito”, testemunha da glória que O Ressuscitado ocultou ao se deixar tocar por Tomé para que este, ainda em seu corpo não morresse esmagado pela grandeza de Seu Poder, Beleza, grandez, glória e majestade.

“Não tenhas medo. Eu sou o Primeiro e o Último, aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para sempre. Eu tenho a chave da morte e da região dos mortos”. Eis os poderes do Ressuscitado, que, por misericórdia Ele hoje comunica aos Seus escolhidos para que estes, por sua vez, deles se utilizem para servir a todos.

A festa da Misericórdia nos ensina tantas maravilhas que nem no céu seremos capazes de conhece-las todas, isso foi o Próprio Jesus que revelou a sua confidente Santa Faustina, mas dentre os muitos ensinamentos que conhecemos desta festa, se destaca, como podemos aprender na Liturgia de hoje o fato de que Deus escolha homens para serem ministros de Sua Paz através de Seu perdão e isso fica claro não só no Evangelho de hoje  como também na Primeira Leitura onde lemos: “nenhum dos outros ousava se juntar a eles” e lemos ao mesmo tempo: “crescia mais e mais o número dos que aderiam ao Senhor pela fé”, mostrando que há uma diferença entre os leigos e os ministros que Deus escolhe para conceder Seu perdão através do Sacramento da Confissão, diferentemente do que pensam aqueles que dizem que se confessam diretamente com Deus. Se fosse assim Ele teria dito a toda uma multidão e não somente aos que escolhera: “os pecados daqueles que vocês perdoarem serão perdoados e os pecados daqueles que vocês retiverem serão retidos”, pois lemos na Carta aos Hebreus que ninguém pode se apropriar da honra de ser sacerdote, a não ser aqueles que Deus escolheu.

Que estes quase dois mil anos nos quais no tribunal da Misericórdia que é o confessionário tenham sido suficientes para nos fazer dizer com fé a oração que Jesus Misericordioso pediu-nos para repetir sempre que nos vemos novamente traindo a Deus pelo pecado: “JESUS, EU CONFIO EM VÓS”. AMÉM!



PORQUE JESUS DEIXOU OS LENÇOIS DOBRADOS?
 
 
A TRADIÇÃO DO LENÇO... UMA TRADIÇÃO JUDAICA



Porque Jesus dobrou o lenço?
Porque Jesus deixou os lençóis no sepulcro depois de sua ressurreição?



Eu nunca havia notado isto......
João 20:7 nos conta que aquele lenço que foi colocado sobre a face de Jesus não foi deixado de lado como os lençóis do túmulo. A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.
Bem cedo pela manhã de domingo, Maria Madalena veio à tumba e descobriu que a pedra havia sido removida da entrada. Ela correu e encontrou Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus tanto amara, disse ela, ´´Eles tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde eles o levaram. ´´
Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver. O outro discípulo passou a frente de Pedro e lá primeiro chegou. Ele parou e observou os lençóis lá, mas ele não entrou. Então Simão Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis deixados lá, enquanto o lenço que cobrira a face de Jesus estava dobrado e colocado em um lado.
Isto é importante? Definitivamente.
Isto é significante? Sim.
Para poder entender a significância do lenço dobrado, você tem que entender um pouco a respeito da tradição Hebraica daquela época. O lenço dobrado tem que haver com o Amo e o Servo, e todo menino Judeu conhecia a tradição.
Quando o Servo colocava a mesa de jantar para o seu Amo ele buscava ter certeza em fazê-lo exatamente da maneira que seu Amo queria. A mesa era colocada perfeitamente e o Servo esperaria fora da visão do Amo até que o mesmo terminasse a refeição. O Servo não se atreveria nunca tocar a mesa antes que o Amo tivesse terminado a refeição.
Se o Amo tivesse terminado a refeição, ele se levantaria, limparia seus dedos, sua boca e limparia sua barba e embolaria seu lenço e o jogaria sobre a mesa. Naquele tempo o lenço embolado queria dizer: ´´Eu terminei.
``Eu não sabia a respeito....
Se o Amo se levantasse e deixasse o lenço dobrado ao lado do prato, o Servo não ousaria em tocar a mesa porque ... o lenço dobrado queria dizer:
"Eu voltarei!"