XIX DOMINGO COMUM A A FÉ QUE VENCE O MEDO


por: Pe. tarcísio Avelino

A Liturgia de hoje nos ensina como nos sair vitoriosos sobre os reveses da vida, quando o medo que sempre nos cega e distorce a nossa visão, ameaça nos afogar em  meio às ondas agitadas dos  problemas que se acumulam diante de nós. Nestas horas é preciso imitar o exemplo de Elias que, mesmo em meio ao medo da morte buscou refúgio em Deus, indo buscar sua presença no monte de Deus, o Horeb, e lá, experimentou a presença de Deus, não em meio às manifestações violentas da natureza, mas em meio à brisa suave que se assemelha ao modo como Jesus veio ao encontro de seus discípulos durante a tempestade. Seja qual fôr o momento de nossa vida que atravessemos Deus é imutável, sempre sereno e bondoso para com Seus filhos de modo que, meditando em todas as nossas prerrogativas de filhos de Deus e de herdeiros de suas promessas, não podemos nunca duvidar dEle, por mais que as ameaças que nos cercam e ameaçam nos faça esquecer da presença dEle é preciso nos lembrar sempre que “não dorme nem cochila Aquele que te guarda e te vigia” ( Sl. 120); ora, se “Deus é por nós, quem será contra nós?”, se Ele permitiu que Pedro fosse ao seu encontro caminhando sobre as águas foi para nos ensinar que enquanto mantemos Nele fixos os nossos olhos somos capazes de caminhar sobre as águas agitadas, ou seja, se conservarmos firme o leme de nossa vida, a bússula de nossa fé em direção a Jesus, somos capazes de atravessar sem sucumbir qualquer adversidade que nos ameçe afogar!! Foi Ele mesmo quem prometeu: “Se precisares passar pelas águas Eu estarei contigo e os rios não te submergirão” (Is.45,5).
Jesus permitiu que Pedro fosse ao Seu encontro caminhando sobre as águas, no entanto o vento só se acalmou quando entraram na barca que é símbolo da Igreja. Quando Mateus escreveu seu Evangelho a Igreja sofria muitas ameaças, com esse episódio nos lembramos da promessa que Cristo havia feito a Pedro e a todos nós de que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Por mais ameaçadora que possa parecer a tempestade a seu redor, se você permanecer firme na barca de Pedro você pode ter certeza de chegar no porto seguro da salvação eterna e, por mais ameaçadores que possam parecer os seus problemas ao ponto de que a presença de Deus fique difusa e tenebrosa como um fantasma é preciso nos lembrar que Ele não dorme nem cochila, ou seja, que está sabendo de tudo o que nos acontece e se o permite, é para de tudo tirar um bem maior. A cada revés que nos sobrevenha é preciso escutá-lO dizer: “Coragem! Sou Eu! Não tenhais medo”, então, se acreditarmos em sua promessa quando disse: “Eu estarei convosco todos os dias” poderemos caminhar em direção a Ele sobre as águas desde que jamais dEle tiremos os olhos pois foi no exato momento que Dele tirou os olhos que Pedro começou a afundar “mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começou a afundar”, no entanto “ Não somos absolutamente de perder o ânimo para nossa ruína; somos de manter a fé para nossa salvação!”  (Hb 10, 36-39).







8 comentários:

  1. Se Deus é por nós quem será contra nós?
    Belíssima Homilia Padre Tarcísio revela a sua
    FÉ e CONFIANÇA. Nada e ninguem pode impedir a realização da Vontade Divina.Vamos ser fiéis a graça dizendo sempre SIM ao ESPÍRITO SANTO.Seja uma Águia e Vôe alto.Peço sua bênção
    Irmã Maria Letícia do Sagrado Coração OIC

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  2. "Pela fé venceram os SANTOS"Vamos caminhar e vencer o Medo de dizer Sim a Deus mergulhando em águas profundas.Sua homilia Padre Tarcísio é um Testemunho de vida. vamos dar as mãos a Jesus e deixar que o Mestre dirija a nossa vida.Peço sua Bênção
    Ir maria Letícia do sagrado coração OIC

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  3. As vezes sinto medo, como qualquer outra pessoa, mas depois renuncio a esse medo, porque sei que Deus esta comigo em todos os momentos de minha vida; e eu louvo e agradeço a Deus por eu e minha casa servirmos a Ele. Abraços Pe. Jurandi

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  4. Por isso sinto que ainda não estou fazendo a vontade de Deus na minha vida,que minha fé não é sólida o suficiente, pois sinto medo. Medo de errar com meus filhos, medo dessa sociedade que prega tudo errado e ainda perseguem os católicos. Por isso busco essa Fé Viva, como dos profetas e santos que não se importavam em morrer para viver. Eu creio Senhor, mas aumentai a minha fé.

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  5. Irmã Leticia, que saudades, eu perdi o seu e-mail. Gostaria de saber como estás. Admiro a sua fidelidade ao Pe. Tarcisio ao longo desses anos e concordo com a senhora que ele é um testemunho vivo da presença de Jesus e que o povo de Marabá é um povo escolhido, pois muitos gostariam de te-lo por perto e não podem. Um abraço pra senhora e pro Pe. Tarcisio

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  6. O VERDADEIRO AMOR LANÇA FORA TODO O MEDO E SABEMOS QUE DEUS TEM UM GRANDE E IMUTÁVEL AMOR POR NÓS DEVEMOS CONFIAR NELE E NOS APROXIMARMOS DA FONTE DESSE AMOR. UM ABRAÇO A TODOS

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  7. Mt 14,22-33: “Então Pedro lhe disse: ─ Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água. Ele respondeu: ─ Vem!”

    Por que será que Pedro teve essa ideia de querer andar sobre as águas? Não era para comprovar se de fato era Jesus quem ali estava. Se duvidasse, não teria saltado do barco. Pressa de chegar até Jesus? É o que dizem alguns intérpretes. Talvez nem ele soubesse por que o pedido um tanto estranho. Eu diria que, sem saber como, foi atraído pelo Mestre que lhe queria dar mais uma lição de vida. Pedro estava certo ao acreditar que, atendendo ao convite de Jesus, poderia andar sobre as águas. Estava, porém, enganado ao pensar que seria como caminhar sobre terra firme, sem sentir a força do vento nem o balanço das ondas. Quando nos convida, o Mestre garante que não nos deixará afundar. Mas não nos livra das dificuldades nem das incertezas. Teremos de enfrentar o vai e vem, os altos e baixos inevitáveis na vida. Temos é de confiar.

    Oração:

    Senhor, bem que eu gostaria de uma vida calma e sem sobressaltos, sem encontros ou desencontros desagradáveis, na mais completa tranquilidade. Estou vendo que não será assim. Porque mandas que eu caminhe sobre águas nunca planas, sempre agitadas, subindo e descendo inesperadamente. Acho que sempre vou ter medo de afundar. O que vos peço é que jamais duvide de vós. Basta-me que me deis a certeza de vossa presença contínua a meu lado, a garantia de vossa mão estendida para me segurar quando as ondas forem muito altas para mim. Agarro-me à vossa promessa e sei que, depois da tempestade, haveis de me levar de volta para a segurança do barco. Afinal, a viagem desta vida não é tão longa, e teremos toda a eternidade para a tranquilidade do porto na pátria definitiva. “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro...” Amém.

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